segunda-feira, 4 de abril de 2011

Isso é uma vergonha

É com a célebre frase do Boris Casoy que eu abro a postagem de hoje. Um casal de classe média-alta, de Curitiba, resolve fazer inseminação artificial por não conseguir engravidar. Como todos que lançam mão desse método, eles sabiam que as chances de terem múltiplos eram grandes.
Por fim, nasceram três crianças, mas o pai disse que queria, no máximo, duas. E tentou deixar a terceira  na maternidade para que dessem um destino a esse bebê. Não deu certo. Não queria uma delas, ficou sem as três.
O Ministério Público entrou com ação e conseguiu impedir que os pais levassem as crianças para casa. Agora, o processo corre em segredo de justiça. A reportagem do G1 está aqui e, coincidentemente ou não, na Veja da semana passada tem uma reportagem que fala sobre gêmeos.
Além de questões comportamentais dos filhos múltiplos, como não vesti-los com roupas iguais, gráficos com o crescimento de casos de gêmeos comparam o número de casos da década de 1980 e 2000. Exemplos de famílias felizes e com filhos nascidos no mesmo dia deixam a matéria com ar sentimental.
A família rica de Curitiba, que não quis as três meninas recém-nascidas, deveria se espelhar na família pernambucana da Josinalva de Lima Nóbrega, que teve quíntuplos. Mesmo com toda dificuldade de locomoção e acomodação, as crianças de 7 anos fazem natação na piscina do prédio e contam com uma mini "lan house" em casa com os eletrônicos de todos.
A reportagem não se limita a apenas um exemplo. Com duplas, trios e quartetos, as repórteres Carolina Romanini e Carolina Melo fazem qualquer um querer filhos gêmeos. Menos os curitibanos, que agora continuam sozinhos em casa, enquanto as crianças permanecem no abrigo.

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