quinta-feira, 14 de abril de 2011

Desabafo

Algumas vezes, aqui no blog, em vez de opinar sobre algum assunto em pauta, conto alguma história do meu dia a dia. Como já escrevi em outra postagem, minha vida aqui na capital paulista é bem corrida. Vou para todos os cantos que preciso de ônibus e encontro pelos caminhos vários tipos de pessoas, principalmente na circular (ônibus). Hoje, ao descer do primeiro ônibus dos dois que pego pra poder chegar em casa, sentei em um ponto para esperar o outro até que sentou ao meu lado três senhoras. Nunca tive muita paciência para ficar jogando conversa fora com quem eu conheço, imagine quando eu não conheço. Pois é, mas como eram senhoras, dei de boa menina e procurei rir e interagir conforme elas me incluíam na conversa. Na verdade, duas delas mal falaram comigo, mas a terceira, além de falar, deu uma de folgada. Quis saber da minha vida. Disse-lhe depois de muito custo que estava no último ano de faculdade de jornalismo. Pra que fui dizer isso? Ela simplesmente começou a me fazer perguntas sobre a nova ortografia, para ver se eu sabia. Meu que senhora chata! Por que não fica em casa fazendo essas perguntas para os netos e bisnetos? Não é mesmo? Já depois de uns 15 minutos rezando para o meu ônibus passar, perdi um pouco a paciência e fui um pouco indelicada, na verdade grossa. Sai do lado dela e coloquei o fone de ouvido. Acredito que ela percebeu. Mas não sou obrigada a ficar ouvindo desaforo no meio da tarde com muito sono e várias coisas ainda pra fazer. Acredito que as pessoas, independentemente da idade ou sexo, devem ter um pouco de consciência e noção na hora de puxar um papo com alguém desconhecido.

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