sábado, 23 de abril de 2011

Andar de ônibus não é coisa de pobre

Feriadão prolongado, parentes em outras cidades e dinheiro no bolso. Hora de viajar. Mas, ir de ônibus ou de carro? Parece que muitas pessoas, por mais que tenham um carro confortável na garagem, ainda escolhem a primeira opção. 
Na quinta-feira (21) peguei um ônibus em Maringá (PR) rumo ao Sudoeste do estado. Cheguei na rodoviária e fiquei esperando - e como - o carro chegar. Enquanto esperava, fiquei prestando atenção na variedade de estilos e de pessoas que passavam por ali.
Eram famílias buscando a avó que chegava de longe, namorados buscando e levando namoradas, pais levando filhos e gente chegando sozinha, como eu, para esperar. Alguns jovens com o computador no colo tinham uma diversão enquanto a condução não chegava.
Depois de duas horas de espera, o meu "busão" chegou e parti. Antes de entrar no ônibus, continuei observando os futuros companheiros de viagem. Pai, mãe e filha decidiam qual mala ia no bagageiro e qual ia na mão.
Um rapaz sozinho, que estava do meu lado, conversava com a namorada avisando que logo partiria. A descendente de orientais desligava o notebook e seguia para despachar a mala. Outro rapaz, sozinho, segurava sua bolsa da Tommy Hilfiger em uma mão e uma maleta prateada na outra. Mais tarde descobri que se tratava de um cabeleireiro. 
Entrei, procurei meu lugar e sentei. Nisso, o cabeleireiro e a japonesa já ligavam novamente o computador para usufruir da internet sem fio e dos pontos de energia disponíveis. Mais tarde, outras pessoas repetiam o feito. 
Eu tenho, ainda, um certo receio. Na mesma semana assisti a uma reportagem em que falava que dois ônibus, que seguiam para o Oeste do estado, foram assaltados. Melhor não facilitar. Mas, mesmo assim, a comodidade que as companhias passaram a oferecer aos clientes, tornou a viagem menos cansativa.
Imagine, 10 horas adiantando trabalhos, estudos ou, simplesmente, atualizando o blog e o Twitter. 

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