sábado, 30 de abril de 2011

Preço dos combustíveis assusta

Assusta e muito. Quando passo em frente a um posto de combustíveis e vejo a gasolina quase alcançando os R$ 3 e o álcool que não para de subir, fico espantado. O Brasil tem plataformas e mais plataformas de petróleo. É citado pelos políticos como auto-suficiente nesta questão, além de ser um modelo na produção do etanol, a partir da cana-de-açúcar.
Aí que me pergunto: de que adianta tudo isso e ver esses preços absurdos?
A porcentagem de álcool na composição da gasolina varia de 20 a 25%. Para tentar segurar a alta e conter a inflação, o governo junto aos órgãos responsáveis, aumentou essa variação na porcentagem. Não é muito, mas pode ajudar um pouco no bolso de quem depende do caro (de 18% a 25%).
Assistindo a um telejornal paranaense, vi que a partir de segunda-feira (2) os preços poderão ultrapassar os R$ 3. É um absurdo cobrarem tão caro por um produto que tem o consumo tão incentivado. Quantas promoções de concessionárias e redução de impostos vemos? Tudo isso facilita a compra do carro zero, que, na maioria, já vem flex. E a classe média está crescendo.
Em janeiro, o preço da gasolina girava em torno de R$ 2,60. Agora, em maio, estamos batendo os recordes. Para quem tem a opção de utilizar transporte coletivo, é hora de enfrentar o ônibus lotado e deixar o carro em casa.
Vamos esperar passar a entressafra da cana e torcer para que os preços voltem a baixar.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Senna

Houve uma época no Brasil, que além do futebol, o esporte nacional era o automobilismo, e isso em um país que a maior parte da população nem veículo tinha.
Uma época em que as pessoas se reuniam no domingo para ver uma corrida e fazer churrasco. A época de ouro de Ayrton Senna, o maior piloto de Fórmula 1 que este país já teve, e sem dúvida um dos maiores pilotos do mundo.
Estou falando isso, porque muita gente que nasceu no final dos anos 80 não tem idéia do que foi Senna e a importância dele para uma geração, como a minha. O homem foi tricampeão mundial e se firmou como um piloto meticuloso que era genial na chuva, namorou a Xuxa e a Adriane Galisteu, brigou contra a politicagem da Fórmula 1, ajudou as criancinhas, etc, etc e etc,
Bem, tudo isso e mais as brigas com Prost, o seu piloto arquiinimigo, que faziam os domingos sempre emocionantes, estão no documentário Senna, dirigido por Asif Kapadia, e distribuído pela Universal Pictures.
Através de imagens da época, entrevistas e depoimentos sobre o piloto, temos uma rica apresentação de como era o Senna, a época e a importância dele para a história da Fórmula 1. Para os fãs é imperdível, para quem quer conhecer ou entender este período e este homem também.
Documentários são ao meu ver grandes reportagens, investigações sobre um tema, uma pessoa, um momento, alguns beiram a ficção e outros são duros e crus, amargos como a vida, hahahah, mas muitos, muitos mesmo são obras-primas, poderia aqui citar vários, este do Senna não é um dos melhores, tem algumas falhas, mas mesmo assim rever o piloto, os momentos importantes das corridas em que foi campeão e que muitas eu vi pela televisão, me levou a nostalgia e o prazer que aquelas corridas me proporcionavam.
Então eu tenho um pouco de parcialidade ao falar do filme, mas afirmo que para quem quer conhecer a história o documentário não deixa nada a desejar.
E é curioso ver como as corridas eram completamente diferentes das de hoje, quando o homem se sobressaia sobre a máquina, as corridas eram disputadas de verdade e a morte rondava cada carro, tanto que levou Senna, em um dos domingos mais tristes que este país já teve. Foi-se o homem, mas então começou o mito....

Qual o problema?


Não tem jeito de não tocar sempre nos mesmos assuntos. As barbaridades continuam acontecendo bem abaixo de nossos narizes. Todos os dias acordo e ligo a televisão para me arrumar escutando as notícias do Bom dia Brasil, da TV Globo e sempre são abordados os mesmo temas. Com grande frequência, vem sendo informadas noticias sobre abandonos de recém-nascidos.
Hoje, acordei atrasada e não tive tempo de ouvir as notícias, mas recebi o jornal Metro parada em um sinaleiro e vim lendo até chegar ao trabalho. Na segunda página, dei de cara com este título: “Em 24h, 2 bebês são abandonados”. Mais uma vez, uma grande revolta tomou conta de mim. Como pessoas normais podem rejeitar, ou pior, abandonar uma criança indefesa que acabou de chegar ao mundo?
Não consigo entender. Um dos casos foi aqui na capital paulista e o outro em uma cidade do interior paulista. Ainda não sou mãe, mas fico revoltada com casos como esses. Se não quer a criança, por que engravida?
Essas criaturas, que cometem esta loucura de abandonar seus filhos, devem pagar muito caro por fazer o que fazem. Que Deus illumine essas crianças e que elas encontrem uma família de verdade.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Simetria

Vi esse vídeo no blog da Rosana Hermann e achei que deveria postá-lo aqui. Ele é autoexplicativo, dispensa apresentações. Apenas confira.

Symmetry from Everynone on Vimeo.

O mundo visto pelo alto

Sim, o alto sou eu. Tenho 1,97m de altura. Quando era adolescente e estava no ensino médio, tinha a mesma altura da maioria dos meninos da minha idade. Não me destacava na multidão, como hoje.
Depois dos 17 anos passei a crescer incontrolavelmente. Já dizia minha vó: daqui uns dias você vai ter que abaixar pra passar na porta. Sim, vó, a senhora estava certa. Para entrar em um ônibus de linha é um sofrimento.
No corredor, ando curvado, na poltrona faço mágica quando o passageiro da frente resolve deitar o banco. Na saída, trombo na televisão, que fica logo acima da porta. Em circular, a situação não é tão tensa. Mas é tão chato quando as pessoas ficam olhando que eu quase bato a cabeça no teto. Prefiro me espremer em um banco.
Mais chato, então, são aquelas vizinhas que fazem a linha simpática e dizem: "como você é alto. Joga basquete?" Não, não jogo basquete. O bom disso é não ter de fazer barra nas calças jeans.
Ser diferente é normal, não é isso que diz a propaganda? Mas quando fui para as Olimpíadas Universitárias, me senti em casa. Jogadores de vôlei, basquete e, até mesmo, handebol da minha altura ou maiores. Deveríamos fundar um sindicato. Brigar por carros mais espaçosos, placas colocadas a mais de 2,10m e proibir portas com menos de 2m de altura.
Você, que está lendo isso, por favor, nunca diga para uma pessoa alta que ela é alta, para um gordinho que ele está acima do peso, para um baixinho que ele é baixinho, para um calvo que ele está ficando careca. Nós sabemos, percebemos e tentamos esquecer. Por favor, tente não nos lembrar.
Não quero parecer chato e nunca fui deselegante com alguém que tenha feito algum comentário. Mas, repense. Talvez, ser baixinho pode ser legal, assim como ser alto também tem suas vantagens, em alguns momentos e lugares.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Meu dono de estimação - Troque sua deprê por um cachorro pobre

Muita gente acalenta sonhos que podem se resumir em: deixar de ser sedentário, sentir-se útil, receber amor sem limites, dar amor incondicional, sentir que faz parte de um grupo, que é aceito com seus problemas e defeitos, abandonar a tristeza existencial, vencer a depressão.
A lista é grande e eu poderia enumerar mais e mais itens. Soluções? terapia, sempre. E não tiro o valor de medicações em casos extremos de tristeza, angústia e afins. Mas, quer sentir uma melhora geral e rápida? Adote um orelhudo. Ele pode ser peludo ou não, pequeno ou grande.
Pode ser sem raça definida ou trazer algum título de nobreza. Pode ser menino ou menina, gostar de latir ou ser discreto. Adote um cachorro e eu garanto que você vai acabar se mexendo, caminhando rotineiramente, porque não vai resistir aos olhos de pidão do seu novo amigo, implorando por um passeio lá fora... "só uma voltinha, vai?!".
E garanto que você, por mais que tenha vontade de parecer uma pessoa fria e calculista, vai se render às lambidas de um cãozinho beijoqueiro e vai se apaixonar, vai amá-lo incondicionalmente. Também vai receber um amor fiel, persistente, que se renova o tempo todo. E você vai se sentir especial quando chegar em casa e seu cachorro fizer aquela super festa, como se não o visse há um ano e você fosse a pessoa mais esperada do mundo. Aliás, existe uma piada que diz o seguinte: "feche seu marido ou esposa no porta malas de um carro junto com seu cachorro por 2 horas. Quando você abrir o porta malas, quem te receber com beijos e festas é que te ama de verdade...".
Piadas à parte, o amor que podemos devotar e receber de um animal é sério pra cachorro! Falo por mim mesma. Experiência própria. Quando acordo com a visão turvada, com a sensação de que tudo saiu do lugar, e a tristeza quer devorar minha perna esquerda, e a angústia já comeu meu braço direito, e eu nem tenho vontade de olhar no espelho, Lua Maria Branquela e Zoe Cristina, do país das Cristinas, minhas duas jóias raras, me olham nos olhos. Bem lá dentro, sabe?
E elas pulam em mim, me dão beijos forçados, farejam minha depressão, lambem minha cara como se dissessem que não é nada, não, apenas uma sujeirinha e elas estão tirando o baixo astral de cima de mim. Em segundos já estou rindo, por cócegas ou por achar graça das duas pituquinhas, dos malabarismos que reconheço que elas fazem pra chamar minha atenção. Dos beijos e lambidas, elas passam a se embolar sobre a cama numa clássica cena de lutinha... como se me dissessem: "tá vendo, nada é tão sério assim...".
E em seguida, elas começam a disputar um brinquedo qualquer, um pinguim caolho de pelúcia ou um coelho do qual elas já comeram metade de uma orelha... e tudo fica engraçado, mais leve, fica possível. Elas me passam uma energia boa para começar o dia. Isso sem falar na ternura que meu coração sente, e fica mole, mole, quando eu vejo as duas enrodilhadas em si mesmas, cochilando. É como se elas me pedissem: "me cobre, vai...me dá beijinhos, deita aqui comigo, me esquenta...". Como resistir?
Adotar um cachorro é fácil e barato. Há várias ONGs sérias que podem ser encontradas com um clique no Google. Ou então, vá à esquina da sua casa e procure pelo pet shop mais próximo. Um veterinário sempre terá uma dica de lugar confiável para adoção de cães. Ah, você não quer ter um cachorro porque um dia ele vai morrer e você vai sofrer? É. Vai sim. Vai sofrer feito um cão sem dono. Porque quando chega a hora deles irem embora, dói mesmo.
Mas, ao lado dessa dor, que nunca passa, você também terá lembranças das peraltices do seu cachorro quando era filhote, e das meias que ele comeu, e de como ele suspirava antes de dormir. Eu já perdi um amor assim... Mas, a alegria que sinto com Lua e Zoe, voando baixo dos quartos para a sala, me dá a certeza de que o coração humano pode ser imenso e nele cabem vários amores. Cada um com seu jeito peculiar, com suas graças. Mas todos são sempre bênçãos na nossa vida. E aí? O que você está esperando para ir conhecer sua melhor companhia, seu amigão, seu amor que não vai querer discutir a relação de madrugada? Eles estão por aí... Esperando você chegar para a festa começar!!

Requião apronta mais uma

Quem é do Paraná e é antenado às notícias do estado sabe que o ex-governador Roberto Requião (PMDB) nunca foi muito gentil com jornalistas. O histórico de agressão dele é amplo e sempre foi divulgado para o âmbito nacional.
O que ocorre é que, nesta segunda-feira (25), o senador, ao ser questionado se existe a possibilidade de ele abrir mão da aposentadoria que recebe por ser ex-governador, interpretou a pergunta como ofensiva e tomou o gravador da mão do repórter da rádio Bandeirantes Victor Boyadjian.
Depois, apagou a gravação, salvou uma cópia, fez comentários infelizes no twitter, publicou o áudio em um site oficial e devolveu o gravador. Senador, censura é algo tão ultrapassado.Outra coisa, o jornalista funciona como os olhos da população. Conhecido como quarto poder, o jornalismo serve para fiscalizar o que seria inviável para ser feito individualmente pelos cidadãos.
E usar o argumento de que o senhor é dono da sua entrevista e opinião também não "cola". Isso porque um político é uma figura pública e representa - ou ao menos deveria representar - aqueles que o elegeram.
Portanto, apenas responda às perguntas. O mínimo que o senhor deve fazer é manter informado o povo que te colocou em tal cargo. E quanto a aposentadoria dos ex-governadores do Paraná, que tal abolir esse benefício? É tanto dinheiro que poderia ser investido em hospitais, escolas, segurança.
Aqui tem o link para uma reportagem do Bom Dia Brasil sobre o assunto.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ele no Rock in Rio 2011

Quando nascemos com o dom de algo, não adianta que brilharemos onde quer que estejamos. Muitos brasileiros descobrem seus dons ainda pequenos.
Rafael Moreira, músico, é um desses brasileiros. Aos dois aninhos, Rafael já cantava afinado e marcava compassos de músicas corretamente. Aos seis anos, continuava cantando e já tocava vários instrumentos. Adolescente, foi estudar em uma renomada escola de música em Los Angeles, a famosa Music Institute.
Com vários fãs espalhados pelos Estados Unidos e outros países, falta Rafael conquistar fãs em seu país e mostrar o seu trabalho para os brasileiros. Paul Stanley (KISS), Pink, Don Felder (The Eagles), Christina Aguilera, Steven Tyler (Aerosmith), Stevie Wonder, Dave Navarro, Snoop Dogg, Natasha Bedingfield, Tommy Lee, Sheryl Crow, Melissa Etheridge and international stars Vasco Rossi e Utada and Koshie são alguns ícones da música com os quais Rafael já tocou. Alguns o consideram um dos melhores guitarristas da nova geração.
Aproveitando, não poderia deixar de mencionar que daqui 150 dias terá inicio o maior festival de música do mundo, o Rock in Rio. Que tal começarmos uma campanha: Rafael Moreira no Rock in Rio 2011!
Assista ao vídeo abaixo em que Rafael Moreira e sua banda chamada Magnético tocam e cantam a música Johnny B. Goode. Se você gostou, assim como nós do Macacos Novos, peça no Twitter: Queremos Rafael Moreira no Rock in Rio 2011! Ou dê RT de nossa postagem.


Um novo público-alvo

Na revista Veja da semana passada (20 de abril) foi apresentada uma reportagem que mostra um novo grupo de solteirões, no Brasil. Os homens, de 40 anos ou mais, depois de conseguirem estabilidade financeira procuram uma futura esposa.
Esses homens, geralmente, são gerentes, empresários e executivos que viajam muito, ganham bem acima da média salarial nacional e investem em si mesmo. Compram carros luxuosos, equipam a casa com eletrônicos sofisticados, cuidam da aparência e saúde.
Depois de um tempo apenas envolvidos em namoricos nas diferentes cidades em que trabalham, aos 40 e poucos anos, percebem que envelhecer sozinho não será legal. É nesse momento que passam a procurar a mulher com quem querem constituir uma família.
Uns podem pensar: mas é tarde, não? Não. Eu concordo com a atitudes deles. Se prender e perder grandes chances de conhecer lugares e pessoas diferentes por uma aventura amorosa não vale a pena. Conseguir a tão sonhada estabilidade no emprego, aliada ao sucesso profissional, não é fácil.
E esses homens são tantos que empresas de diferentes ramos já os tratam como um público diferenciado. Viagens, eletrônicos e alimentação, tudo pensado para solteiros de todas as idades. Realmente, não sei se podem ser criticados por pensarem tanto tempo só neles.
Com as conquistas advindas com o tempo, podem garantir mais conforto à família que pretendem construir. Tudo isso, depois de ter passado por muitos empregos, cidades e experiências. Com certeza, esses fatos só acrescentam à vida desses rapazes. Quem me dera fazer parte desse time um dia.

domingo, 24 de abril de 2011

Faça a sua parte


Já disse a seus parentes que quer ser um doador de órgãos? Eu já disse e repito quase sempre. Quase todos os dias vemos reportagens em que familiares choram e pedem para que apareça algum doador, para que salve a vida de outra pessoa.
Há algumas semanas, começamos acompanhar o caso de Patricik Hora Alves, de apenas 10 anos, que foi a primeira criança a receber um transplante de coração no Brasil.
Felizmente Patrick está bem, segundo o hospital em que está internado. Mas ainda existem milhares de pessoas, entre elas crianças, jovens e idosos que rezam e agradecem a familiares que autorizam novos transplantes.
Deixe claro para seus pais, amigos, irmãos e outros familiares a sua intenção de ser um doador e faça a sua ultima bondade, salvar outras vidas.


sábado, 23 de abril de 2011

Andar de ônibus não é coisa de pobre

Feriadão prolongado, parentes em outras cidades e dinheiro no bolso. Hora de viajar. Mas, ir de ônibus ou de carro? Parece que muitas pessoas, por mais que tenham um carro confortável na garagem, ainda escolhem a primeira opção. 
Na quinta-feira (21) peguei um ônibus em Maringá (PR) rumo ao Sudoeste do estado. Cheguei na rodoviária e fiquei esperando - e como - o carro chegar. Enquanto esperava, fiquei prestando atenção na variedade de estilos e de pessoas que passavam por ali.
Eram famílias buscando a avó que chegava de longe, namorados buscando e levando namoradas, pais levando filhos e gente chegando sozinha, como eu, para esperar. Alguns jovens com o computador no colo tinham uma diversão enquanto a condução não chegava.
Depois de duas horas de espera, o meu "busão" chegou e parti. Antes de entrar no ônibus, continuei observando os futuros companheiros de viagem. Pai, mãe e filha decidiam qual mala ia no bagageiro e qual ia na mão.
Um rapaz sozinho, que estava do meu lado, conversava com a namorada avisando que logo partiria. A descendente de orientais desligava o notebook e seguia para despachar a mala. Outro rapaz, sozinho, segurava sua bolsa da Tommy Hilfiger em uma mão e uma maleta prateada na outra. Mais tarde descobri que se tratava de um cabeleireiro. 
Entrei, procurei meu lugar e sentei. Nisso, o cabeleireiro e a japonesa já ligavam novamente o computador para usufruir da internet sem fio e dos pontos de energia disponíveis. Mais tarde, outras pessoas repetiam o feito. 
Eu tenho, ainda, um certo receio. Na mesma semana assisti a uma reportagem em que falava que dois ônibus, que seguiam para o Oeste do estado, foram assaltados. Melhor não facilitar. Mas, mesmo assim, a comodidade que as companhias passaram a oferecer aos clientes, tornou a viagem menos cansativa.
Imagine, 10 horas adiantando trabalhos, estudos ou, simplesmente, atualizando o blog e o Twitter. 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Como a Geração do Sexo Drogas e Rock´n Roll salvou Hollywood

Esta coluna fala de filmes, geralmente faz resenhas sobre eles, mas hoje eu vou falar de um livro para os fãs da sétima arte. Se trata de Como a Geração do Sexo, Drogas e Rock´n Roll Salvou Hollywood, de Peter Biskind, lançado pela Intriseca.
O autor nos transporta para a Hollywood do final dos anos sessenta e mostra as profundas transformações que ocorreram neste período até a década de oitenta. Ele recria com detalhes as intrigas, como os filmes foram criados, como eram os diretores, atores e produtores deste meio e como funcionava e funciona Hollywood.
Tudo isso feito através de relatos e entrevistas dos personagens reais desta história, as pessoas que viveram o período, ou seja, os próprios diretores, atores, amantes, produtores, editores e pessoas que participaram deste momento de alguma forma.
È incrível ver como Hollywood abriu espaço para diretores como Copola, Altman, Scorsese, Lucas e Coppola, deixando para trás os antigos, porque o mercado já estava saturado no final da década de 60.
Mostra como estes “nerds” do cinema, homens geniais, mas com pouco dinheiro,muitas idéias e loucuras, conseguiram alterar a forma como a cinema era feito nos Estados Unidos e a viagem de egocentrismo, drogas e sexo que só o poder de ser famoso e rico pode gerar.
Vemos as neuroses de um universo um tanto quanto podre se formar, mas temos relatos de como clássicos como Touro Indomável, Apocalipse Now, Tubarão, Sem Destino, O Poderoso Chefão, Guerra nas Estrelas, Bonny e Clyde, foram desenvolvidos e as tramas que foram feitas para que eles alcançassem as telas e se tornassem o que são, puras obras de arte moderna.
Vale muito a pena adentrar estes quartos sujos que eram as vidas de muitos destes diretores que traíram amigos, família, tudo para conseguir o que queriam.
As festas, as drogas e o panorama político econômico em que eles se encontravam também são relatados saborosamente, mostrando que tudo estava intercalado.
Dos autores, conhecidos como auters, aqueles que faziam os filmes como uma verdadeira obra de arte, a chegada dos criadores dos Blockbusters, Spielberg e Lucas, que mudaram totalmente o conceito de distribuição de filmes e de como as empresas viam os filmes e as formas de lucrar com eles, através de mershandising e divulgação.
Portanto, amigo e amiga, perca seu tempo neste livro para saber mais sobre como funciona o universo do cinema que nós tanto amamos e o que ele vai te revelar é que a muita sujeira debaixo do tapete de Beverly Hills....vale a pena.

50 mil casos de dengue

Esse é o número apontado pela Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. E o pior disso tudo é que todo ano é a mesma história. Até agora, 18 cidades do estado estão em situação de epidemia. Já foram confirmadas cerca de 39 mortes.
De que adianta as emissoras de TV fazerem campanhas, incentivar a prevenção e a população não olhar o próprio umbigo. Devem pensar que nunca pegarão dengue e que essa doença é só uma gripe mais forte.
Não é bem assim. Dengue mata, já diz a propaganda. No ano passado, uma professora minha pegou dengue. Ela disse que é a pior dor que ela já sentiu. Teve de ficar três dias sem levantar da cama, porque não aguentava de dor de cabeça e no corpo. Sem contar as crises de vômito e diarreia.
Portanto, não é muito difícil fazer uma varredura no quintal de casa e ver se tem algum vaso acumulando água, garrafas, pneus, copos descartáveis, tampinha de garrafa e caixa d'água destampada. Eu sei que é meio clichê isso, mas vamos tomar cuidado, porque a próxima vítima pode ser você.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"Eu não curti nada"

É isso que diz um adolescente de 17 anos a Caco Barcellos. O jovem está se recuperando da bebedeira em um show de rock, no Rio Grande do Sul. A cena é mais comum do que se imagina. Em todas as festas, todos os dias, têm jovem que vai parar no hospital por causa de bebida.
O Profissão Repórter desta semana fez uma abordagem semelhante à que foi apresentada no programa A Liga, da Bandeirantes, há cerca de um mês. Os programas são semelhantes, porém com equipes e abordagem diferentes.
Ambos são transmitidos no mesmo dia (terça-feira) e quase concorrentes no horário.
A equipe de jornalistas comandada por Caco Barcellos foi designada a acompanhar festas em que os jovens perdem a medida e ficam alcoolizados.
Em frente a uma universidade, em São Paulo, de quarta-feira até sexta-feira, é quase impossível passar de carro na rua. Durante o horário de aula, os supostos alunos tomam conta do espaço e "enchem a cara". É bom beber de vez em quando para desestressar e se divertir? Talvez, sim, mas com responsabilidade, limite e no local adequado.
No programa, um jovem foi o alvo principal da matéria. Ele faz Educação Física, mora com o pai, e a mãe é falecida. Com a pensão que recebe, custeia o porre quase diário. O pai não tem o controle da situação e resta a preocupação com o filho, que não dá a mínima. "Relaxa, pai, relaxa."
É isso que muitos pais ouvem. Já o pai do adolescente que não curtiu a festa, diz que o filho não bebe entre familiares. Porém, aproveita a companhia dos amigos e extrapola a ponto de não lembrar da festa do dia anterior.
Para conferir o Profissão Repórter, clique aqui. Já a primeira parte da Liga, sobre o mesmo tema, está neste link.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Meu dono de estimação - Malas e "maletinhas"

Passei mais de 20 anos da minha vida desejando boa viagem às pessoas em feriados e finais de semana, e lá no fundo sentia uma baita frustração porque eu estava presa ao trabalho. Como jornalista, sempre no ar, minha escala de plantões me fez perder dia das mães, dos pais, natais e viradas de ano novo, me fez perder mais de 20 anos de convivência com pessoas importantes. E valeu a pena? Não. Para mim não. Tanto que reinventei minha vida profissional e hoje só concordo em trabalhar para ser feliz.
Como são felizes as duas pimpolhas que tenho em casa: Lua Maria Branquela e Zoe Cristina, do país das Cristinas. Elas sim sabem levar a vida batendo patinhas pelo bairro e pela casa, disputando o burrico de pelúcia cor de abóbora que ganharam de presente de páscoa. Elas sim sabem que o bom da vida é um pouco de sol na sala e a barriguinha para cima.
Os mais de 20 anos de estresse e de vida ruim deixaram sequelas e por mais que eu tente me inspirar na leveza das meninas, ainda sou um ser rasteiro e estou longe de poder voar.
Mas, para tentar carregar as baterias que já se esgotaram (e ainda estamos em abril!!!!), resolvemos viajar para São Francisco Xavier. Eu adoro viajar. Ainda mais para um lugar onde sei que haverá sol pela manhã e friozinho à noite... aquele cenário romântico, a lareira, o mato, as estrelas coalhando o céu.
O ruim de viajar é deixar as meninas. Elas ficam em segurança e com conforto, claro. Estarão sob o olhar atento e o carinhoso de um amigo que é apaixonado por cães e sabe lidar com eles. E eu sei que na Quinta dos Bichos, Lua Maria e Zoe Cristina ficam muito bem instaladas e se dão muito bem tanto com os outros cachorros, hospedados no pet, quanto com as pessoas que lá trabalham. Mas, olhar as duas pituquinhas no dia da viagem sempre me dá uma dorzinha no coração. Melhor mesmo seria viajar a família toda: as meninas, o menino, e todas as nossas tralhas. Mas, para certos lugares e em certas situações esse ideal não é possível.
Ontem, enquanto separava as roupas, Lua Maria e Zoe Cristina rondavam, pulavam nas coisas e, óbvio, queriam brincar na mala aberta. Ver as duas dentro da mala aumentou minha vontade de fazer uma viagem com a família completa. Por que sempre tem que faltar um pedaço?
Respiro fundo, penso na energia boa de São Francisco Xavier, ajeito as roupas e fecho as malas. Antes tirei as "maletinhas", claro... Elas ficam e eu levo a certeza de que preciso, ainda mais, aprender a ser simples. Os cachorros não vivem a angústia do dia de amanhã. Eles, sabiamente, só entendem que hoje estão vivos. E se houver comida, água fresca e carinhos, tudo bem... a vida pode ser uma delícia!

Dia do índio


Ontem, saindo do trabalho e indo para casa, encontrei no ônibus várias crianças voltando da escola. Todas as crianças, na verdade a maioria, estavam pintadas e algumas vestiam cocares de papel crepom todinho colorido.
Só ai me toquei que era o dia do índio. Todo dia 19 de abril comemora-se o dia dos primeiros habitantes do nosso país.
De décadas em décadas, a população indígena vem sofrendo cada vez mais. Quase não se vê mais comunidades indígenas que ainda não tiveram contato com brancos. A maioria da aldeias já se misturaram com a população e a cultura indígena está acabando.
Os índios, hoje, sofrem de doenças como nós, trabalham como nós, se vestem, trabalham para pagar contas e até com drogas e prostituição já estão envolvidos. Isso é uma pena, pois essa cultura um dia vai chegar ao fim, e este final já está bem próximo.
A última notícia que li sobre indígenas foi sobre a Usina de Belo Monte, na Bacia do Rio Xingu, no Pará. Índios não querem a construção por acharem que a destruição será imensa e acabará com algumas aldeias. E você, o que acha disso?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Queria eu ter entrevistado-o

Seu nome é Ricardo José Neis. Ele tem 47 anos e é bancário em Porto Alegre. É ele o motorista desse carro que atropelou 17 pessoas durante uma "bicicletada" na capital gaúcha. No domingo (17), o Fantástico apresentou uma entrevista com o atropelador.
"Eu nunca tive a intenção de matar nenhuma dessas pessoas", diz ele ao repórter Valmir Salaro. A covardia aconteceu no dia 25 de fevereio. À época, o Macacos Novos apresentou um comentário sobre a barbárie. O caso ganhou a mídia e as redes sociais.
Mas foi só agora que o motorista nervosinho resolveu falar. Acompanhado de dois advogados, ele sentou-se frente a frente com a reportagem da Globo e tentou, leia-se tentativa frustrada, se justificar.
O problema, meu amigo, é que um programa televisivo do porte do Fantástico não se contenta com explicações superficiais. Levantaram o histórico de multas de Ricardo Neis e descobriram que ele já dirigiu sobre a calçada, ultrapassou na contramão e, na vida pessoal, até tentou agredir uma ex-namorada.
Com essa vida violenta, era de se esperar que algo mais bárbaro viesse. E veio. Para se justificar, o motorista disse que os ciclistas estavam batendo no carro dele e assustando ele e o filho. Mas será que essa criança não ficou um pouco mais assustada ao ver a crueldade com que o pai arrancou e saiu "passando por cima" de quem estivesse à sua frente?
Queria eu ter sentando à frente dele para fazer a entrevista. Observar cada reação a cada resposta. Mexer na ferida. Acompanhar o nervosismo e as gotas de suor escorrendo da testa. A equipe que produziu a reportagem está de parabéns. Uma pena que o atropelador vai responder às acusações em liberdade.
Espero ver uma reportagem que diga que ele foi condenado e cumprirá a pena em regime fechado.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Procure um médico


A maioria dos brasileiros possui alguns costumes estranhos. Cresci ouvindo da boca de minha vó o seguinte ditado popular: “Cada louco com sua mania”. Realmente, pessoas de todos os sexos, raças e idades possuem manias que podem até se transformar em doenças.
Há algum tempo, só se ouvia falar sobre o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Muitas pessoas, após entender realmente o que era isso, procuraram médicos e começaram o tratamento. 
Hoje, encontrei no site da Globo uma matéria sobre uma doença que ataca muitos brasileiros, principalmente as mulheres, é a Tricotilomania, mania de arrancar cabelos, ou qualquer pelo presente no corpo, mas o mais comum é o cabelo.
As pessoas selecionam os cabelos que serão puxados. Geralmente os mais finos, ou os mais grossos. Isso acontece inconscientemente e causa uma sensação de prazer. Ao ler esta reportagem me identifiquei e percebi que posso ter essa doença. 
Eu puxo cabelos que considero como “ruins” há algum tempo. Se você também se identifica com esta doença, procure um médico, assim como vou fazer. Isto tem tratamento. Se cuide!

domingo, 17 de abril de 2011

Nova coluna no Macacos Novos

A partir de hoje, Reynaldo Batista também faz parte da equipe do Macacos Novos. Todo final de semana, ele vai postar, aqui, uma charge referente a um acontecimento da semana ou, até mesmo, do dia.
Reynaldo, que também assina duas colunas semanais na editora Santuário, chega ao Macacos Novos com a charge do Marcos Mion que, neste sábado (16), completou um ano de Legendários, na Record.

Nossos aeroportos serão suficientes?

Que o Brasil vai sediar a próxima Copa, de 2014 e as Olimpíadas de 2016, não é segredo para ninguém. Mas, nessa semana, foi apresentado um relatório do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) que afirma que 10 dos 13 aeroportos das cidades sede do evento futebolístico não ficarão prontos a tempo.
Desde que foi anunciado como sede, governantes trataram de providenciar obras, planejaram melhoras para infraestrutura e levantaram recursos. Eis que os aeroportos continuam lotados, não suportando os voos de hoje. A Copa exigirá uma preparação muito melhor.
Serão milhares de pessoas vindas de diversos países a fim de acompanharem a competição mais importante do futebol. A ministra Miriam Belchior tentou tranquilizar a população, dizendo que é normal a preocupação, mas que o país "vai fazer bonito".
Não sei, não, ministra. São estádios com obras atrasadas, metrôs, corredores de coletivos, trem-bala que nem licitação teve. A lista é longa, o país é de dimensões continentais. As partidas acontecerão simultaneamente no Norte e no Sul. Os turistas vão comentar, os representantes da Fifa vão olhar o Brasil com outros olhos.
É melhor, mesmo, que todos esses comentários sejam precipitados e que tudo este lindo para a Copa. Até porque, dois anos depois, teremos Olimpíadas. O primeiro tem de estar perfeito para não espantar turistas para o próximo evento.
Mas, em 2016, será apenas no Rio de Janeiro. Dois aeroportos causam menos dor de cabeça do que 13, não é?

sábado, 16 de abril de 2011

Tanto atrativo, mas tudo fechado

Quem conhece Maringá, terceira maior cidade do Paraná, com pouco mais de 60 anos, sabe que o município é famoso por ter grande quantidade de árvores e bosques. Bom, no centro da cidade temos dois parques: o Parque do Ingá e o Bosque II, ou Parque dos Pioneiros. Um pouco mais afastado, o Horto Florestal.
O que acontece é que, apesar de serem atrativos turísticos para a cidade, são fechados para visitação. O Bosque II dizem estar fechado porque está com erosão e que têm animais silvestres lá, então proíbem a entrada. Mas o Parque do Ingá está há dois anos sem visitantes.
Tudo começou quando alguns macaquinhos começaram a morrer. Suspeitaram de algumas doenças até se provar que era herpes. Provavelmente transmitida por humanos por meio da comida, que "dividem" com os animais. Aproveitaram o bloqueio aos turistas e disseram que o parque passaria por uma reforma.
Eis que essa reforma não acaba nunca. Tive a sorte de ir ao parque em 1998 e mais de dez anos depois, ainda em 2009. A primeira visita, pode ter certeza, foi mais emocionante. Não tinha apenas um leão, uma ema e uns macaquinhos perdidos. Era mais bem povoado, com diversas espécies.
A prefeitura afirma que as obras não acabaram e que estão fazendo um sistema de drenagem para a água da chuva, para, também, evitar a erosão. Além disso, espera liberação do Ibama para a retirada dos animais.
Como assim, retirada dos animais? Por que, em vez de eliminá-los, não criam um novo zoológico lá dentro? Eu realmente não entendo esse povo. Querem turistas, mas fecham os atrativos. Querem esporte na cidade, mas não investem. Tem um ginásio aí que está fechado há anos por conta de uma reforma. Até o Lula, quando esteve aqui, criticou a administração. Mas isso é assunto para outra postagem.
Enquanto isso, a população continua caminhando ao redor dos parques e complexos esportivos e os idosos se exercitando nas Academias da Terceira Idade (ATI).
Uma curiosidade: é raro não ver um macaco-prego nas calçadas do Bosque II. Lá, eles vivem soltos e sempre aprontam uma com os pedestres.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A situação do cinema nacional

O cinema nacional está em um dos seus bons momentos, para não dizer o melhor, mas como aqui já aconteceram grandes períodos de altos e baixos, como a era ouro dos anos 40 com seus grandiosos estúdios (Vera Cruz, Atlantida), a Chanchada, o Cinema Novo e mesmo o cinema da década de 90, é melhor não fazer tanto alarde.
Mas bem, estamos agora com um boom de filmes que estão conseguindo ultrapassar a barreira do um milhão de telespectadores, o que é fantástico. Vários fatores podem ser apontados para isso, o crescimento do país, da classe C, da estabilidade econômica, mas como esta coluna trata de cinema, vamos deixar tudo isso de lá e se ater aos filmes.
De fato a qualidade do cinema atual é muito boa, o som não é sofrido como antigamente, quando era muitas vezes impossível entender o que os atores estavam falando, os roteiros estão melhorando muito, a qualidade de direção de arte, figurino, tudo está muito melhor do que antes, ou seja, as pessoas que fazem cinema no país estão deixando de pensar em filmes como tratados filosóficos cabeças, para formar um mercado real que agrade o grande público, sem contudo, perder a qualidade das histórias, porque o bom filme é aquele que barato ou caro consegue contar uma boa história de forma simples, elegante e sincera (hahahah).
Mas, falando a verdade, um filme que consegue contar uma história que prenda a atenção do telespectador, que o tire do mundo real, ou o coloque ainda mais perto da dura realidade, por uma hora e meia, ou duas, ou três....
Claro que ainda temos muito do cinema “Globo Filmes”, onde os filmes mais parecem uma continuação de uma minissérie ou uma novela global transportada para as telonas, no entanto Tropa de Elite 1 e 2, Saneamento Básico, As Melhores Coisas do Mundo, Manu de Bicicleta, trazem um frescor e uma qualidade técnica que precisam se consolidar neste país para termos enfim uma indústria de cinema. Como também é necessário quebrar a dependência doentia e infelizmente quase obrigatória de leis de incentivo que só chegam às mãos destes diretores, produtores e atores conhecidos da mídia, criando um ciclo vicioso que nunca termina.
Eu torço muito para que a ainda insipiente indústria de cinema deste país cresça e dê emprego para os milhares de jovens que estão cheios de idéias na cabeça, mas que não conseguem se inserir neste mercado e que acabam ou trabalhando em TV ou indo para o cinema publicitário, ou vendendo pipoca na porta do cinemas.
Enquanto esperamos pelo amadurecimento desta indústria, a gente vai se divertindo ou odiando os nossos filminhos, que aos poucos vão tomando as salas das grandes redes de cinema do país, e quem sabe um dia a gente tenha aqui uma produção tão assustadora como a de uma Bollywood.. E que Deus queira com filmes bem melhores é claro....

Tome cuidado

No Brasil o preço de qualquer coisa é um absurdo. Comida, vestuário, eletrodomésticos, objetos de tecnologia, enfim, todos os preços são abusivos demais para o bolso da maioria dos brasileiros. Fiquei impressionada com o texto que o Felipe publicou essa semana dizendo sobre a vassoura no programa da Ana Maria Braga. Hoje lendo algumas matérias, encontrei outra coisa revoltante.
Em épocas como a que estamos, como por exemplo, bem próximo da páscoa, os preços que comidas relacionadas, como barras de chocolates, caixas de bombom, colombas e principalmente os ovos de páscoa. Pra quem não comprou ainda, vai uma dica: compare muitos preços. Isso pode parecer chato, mas seu bolso irá agradecer.
Em uma pesquisa aqui em São Paulo, os ovos variam de preço de um lugar para o outro. O mesmo ovo, dependendo do lugar, pode ser até 100% a mais. Isso mesmo, em um lugar o ovo pode custar R$12 e em outro o mesmo ovo R$24. Um absurdo né?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O agressor se entregou

Lembram do caso que comentei aqui na terça-feira (12)? Pois é, o agressor se entregou. Depois de muito procurar e investigar, a reportagem do jornal O Diário apresentou uma foto do dono da empresa New Center Administração e Empreendimentos ao senhor agredido.
Na hora ele disse: "foi ele".
Na quarta-feira (13), o rapaz confessou a autoria da agressão na delegacia de Maringá. Além disso, Élio Alves Pereira, o empresário, diz estar arrependido e que deve, sim, pagar pelo que fez.
Depois que fez a coisa errada, se arrepende, não é? Na hora de pular muro e agredir uma senhora e um senhor, que está fazendo tratamento contra câncer, não tem vergonha.
Discutir com agentes da Setran, falando que tem as costas quentes e que financiou a campanha do prefeito é uma atitude linda, também. Agora, meu amigo, espero que você possa mostrar aos seus colegas de cela com quem "eles estão falando".
Aguardemos o julgamento e a conclusão do caso.
A reportagem completa está disponível no site de O Diário.

Desabafo

Algumas vezes, aqui no blog, em vez de opinar sobre algum assunto em pauta, conto alguma história do meu dia a dia. Como já escrevi em outra postagem, minha vida aqui na capital paulista é bem corrida. Vou para todos os cantos que preciso de ônibus e encontro pelos caminhos vários tipos de pessoas, principalmente na circular (ônibus). Hoje, ao descer do primeiro ônibus dos dois que pego pra poder chegar em casa, sentei em um ponto para esperar o outro até que sentou ao meu lado três senhoras. Nunca tive muita paciência para ficar jogando conversa fora com quem eu conheço, imagine quando eu não conheço. Pois é, mas como eram senhoras, dei de boa menina e procurei rir e interagir conforme elas me incluíam na conversa. Na verdade, duas delas mal falaram comigo, mas a terceira, além de falar, deu uma de folgada. Quis saber da minha vida. Disse-lhe depois de muito custo que estava no último ano de faculdade de jornalismo. Pra que fui dizer isso? Ela simplesmente começou a me fazer perguntas sobre a nova ortografia, para ver se eu sabia. Meu que senhora chata! Por que não fica em casa fazendo essas perguntas para os netos e bisnetos? Não é mesmo? Já depois de uns 15 minutos rezando para o meu ônibus passar, perdi um pouco a paciência e fui um pouco indelicada, na verdade grossa. Sai do lado dela e coloquei o fone de ouvido. Acredito que ela percebeu. Mas não sou obrigada a ficar ouvindo desaforo no meio da tarde com muito sono e várias coisas ainda pra fazer. Acredito que as pessoas, independentemente da idade ou sexo, devem ter um pouco de consciência e noção na hora de puxar um papo com alguém desconhecido.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

É mais que bom



Hoje, 13 de abril, é dia do beijo. O beijo, geralmente, sela momentos de amor, carinho e paixão entre duas pessoas. Mas pode ser usado em outras ocasiões. Lendo uma repostagem no IG sobre o dia do beijo encontrei essas curiosidades: 
- O primeiro beijo erótico sobre o qual se tem evidência foi trocado em torno do ano 1.500 A.C, na Índia. Na Antiguidade, os romanos beijavam vestes e anéis de seus líderes para demonstrar submissão e respeito. Já na Idade Média, o gesto era visto como uma forma de selar acordos, com a boca fechada e firmeza no encontro dos lábios.
- Beijar estimula o cérebro a produzir o oxitocina, um hormônio que nos dá sensação de bem-estar. Durante um beijo apaixonado, uma pessoa movimenta 29 músculos e também gasta calorias
- Um primeiro beijo ruim pode impedir que o relacionamento vá pra frente. O encontro dos lábios ajuda na seleção dos parceiros, já que estimula a troca de sensações e testa a compatibilidade dos pretendentes.
- Um dos primeiros beijos registrados na história do cinema foi no curto filme “The Kiss”, de 1896, com os atores May Irwin e John C. Rice.
- Uma mulher beija, em media, 22 homens diferentes até conhecer o amor da sua vida. É o que indica a pesquisa encomendada pelo site britânico de relacionamentos Meeteez divulgada no início de 2011. O levantamento conclui também que eles beijam 23 parceiras até assumirem uma relação de longo prazo.

Meu dono de estimação - Cachorro fareja Judas

 Hoje estou pensando, cá com os meus óculos, na sensibilidade dos cachorros. Acredito que eles sabem algo a mais, que eles percebem detalhes que deixamos passar e podem sinalizar isso para nós. Com um faro quarenta vezes maior que o humano, os cães nos conhecem pelo cheiro.
Por exemplo, há cães treinados que conseguem avisar quando a pessoa terá um ataque epilético e há cães que, farejando a pessoa, podem detectar sinais de melanoma.
Pois eu tenho em casa uma cachorrinha sem raça definida que possui um talento natural para farejar cheiro de Judas.
Judas? Aquele que ficou conhecido porque traiu Jesus, ganhou 30 moedas e depois, arrependido, se enforcou? Exatamente. A figura mítica do Judas que personifica a traição.
Lua Maria Branquela percebe de longe a pessoa-Judas. Lua é uma cachorra extremamente simpática e muito querida por onde passa. Ela gosta de todo mundo, brinca com todos, adora outros cachorros, é beijoqueira, ama passear e vive de bem com a vida. Mas, quando uma pessoa-Judas se aproxima, Lua Maria entra num eclipse.
Ela deixa de ser uma Lua, cheia de graça e festinhas, e vai se transformando em uma Lua minguante, cada vez mais sombria. Baixa um silêncio estranho, ela fica reticente, e começa a andar em círculos. Lua Maria normalmente tem um olhar alegre, brincalhão, mas quando ela identifica uma pessoa-Judas, seus olhos assumem um verde mais escuro, militar, e ela passa a olhar de lado, desconfiada. Até que, sem necessariamente latir, ela tasca uma mordida no traidor.
Quando Lua Maria faz isso, pode anotar o nome e o rg da vítima num caderninho e esperar... mais cedo ou mais tarde, essa pessoa vai aprontar alguma traição!
Se minha outra cachorra, Zoe Cristina Primeira, do país das Cristinas, rosnar ou tentar morder alguém eu já não me preocupo. Ela é uma pinscher e é da sua natureza invocar com qualquer coisa que se mexa. Até para mim ela rosna! Até o meu nariz ela tenta morder quando está dormindo e eu quero dar beijos em sua barriguinha! Então, Zoe Cristina, apesar de ser muito brava, não me ajuda, não mostra quem é quem, não serve de bússola numa caçada contra pessoas sem caráter.
Mas Lua Maria é diferente. Eu já desconfiava desse dom dela porque é estranho que ela adore meio mundo e, de repente, do nada, resolva implicar com alguém. Mas, depois da última prova que ela me deu, agora tenho certeza: Lua Maria fareja Judas.
Tempos atrás eu e uma amiga (para essa Lua Maria nunca rosnou) convidamos uma pessoa para uma empreitada criativa. A primeira reunião aconteceu aqui em casa e não é que Lua Maria mordeu a moça duas vezes? No dia fiquei morta de vergonha, pedi desculpas, prendi Lua raivosa Maria na cozinha e tudo passou. Mas, o tempo se encarregou de provar que a pessoa não era quem nós imaginávamos e, BINGO, me lembrei do ataque.
Se eu tivesse prestado mais atenção à sensibilidade de Lua Maria, que deve ter sentido um cheiro ruim saindo do coração da tal pessoa, eu teria me poupado de aborrecimentos.
Mas, agora estou esperta. Eu acreditava que já tivesse passado por essa lição na vida: de confiar em quem não merece, de bancar a "bobinha" para lobos em pele de carneiro mas... Quem sabe agora vai, né?
Uma hora a gente aprende. Outra alternativa é levar sempre Lua Maria comigo e quando conhecer alguém só vou dizer "muito prazer" depois que Lua escanear os cheiros da pessoa. Se ela sentir cheiro de Judas e tentar morder a figura, eu saio correndo!

Diga aonde você vai que eu vou varrendo

Todos sabemos que Ana Maria Braga não é uma figura muito bem falada nas colunas por aí. Mas, na manhã desta terça-feira (12), acordei e acompanhei uma parte do programa da loira. Perdi a chamada da reportagem, mas entrou um especialista em limpeza falando da utilidade de um novo tipo de vassouras - a Mop.
Mop é um verbo inglês que significa varrer ou esfregar. Confesso que nunca tinha ouvido. Enfim, o especialista apresentou o produto, mostrou na prática a utilidade desse e a cena voltou para o estúdio, onde Ana Maria estava com algumas variedades da Mop.
No cabo, uma etiqueta apresentava o preço das vassouras. A mais barata por R$ 70. A apresentadora pula para outro exemplar, mais sofisticado, com gatilho e reservatório para o produto líquido, super chique. Ela cita o preço de R$ 45 e até se mostra feliz por não ser tão caro.
Eis que alguém dá uma alfinetada e ela presta mais atenção à etiqueta e descobre que o refil custa R$ 45. O conjunto não sai por menos de R$ 450. Sim, 450 reais, não houve erro de digitação. Nesse momento, Ana Maria pede que seus produtores procurem na internet o preço da vassoura, em dolar.
O Louro José, um pouco depois, diz: "Ana Maria, US$ 29". A mulher fica doida - e com razão. Começa a fazer os cálculos. 29 dólares, aproximadamente R$ 60. Mesmo com todos os impostos, cita, nem que triplique esse valor, de R$ 180 para R$ 450 é uma diferença e tanto.
O Louro até faz uma piada: "dá para trocar o piso". Realmente. Ana diz que ou a pessoa compra a vassoura ou paga a secretária do lar. "Meu amigo, aí é chamar a gente de besta", diz.
O brasileiro, além de ser um dos últimos a receber as novidades, ainda sofre com a taxa de impostos e o abuso dos empresários, que se acham no direito de aplicar os preços que quiserem. Comprar ou não vai depender do quanto cada dona de casa pode investir na limpeza do lar. Não sou dona de casa, mas continuo com as vassouras comuns, e você?
A reportagem e os comentários da apresentadora podem ser vistos aqui.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Em maus lencóis

Na semana passada, nós, aqui de Maringá (PR), começamos a acompanhar uma história sobre agressão. A história contada é a seguinte: Um rapaz estaciona o carro no portão de uma casa e a dona do imóvel pede que ele retire o automóvel do local, pois o marido dela estava prestes a chegar e guardaria o carro na garagem.
O rapaz discutiu, virou e foi ao bar próximo. A mulher chamou a polícia, que transferiu a solicitação à Setran (Secretaria de Transportes). Os agentes foram até o local e multaram o automóvel. Depois de muito discutir e disparar frases como "vocês não sabem com quem estão falando", um amigo tirou o carro do local e o estacionou do outro lado da rua.
Os agentes foram embora, o marido, que estava fazendo quimioterapia, chegou em casa e tentou acalmar a esposa. Na hora que o rapaz saiu do bar, passou na frente da residência do casal e começou a agressão verbal.
Mas não parou por aí. O cidadão teve a cara de pau de pular o muro e agredir a senhora de 47 anos. Vendo a cena, o marido foi defender a mulher e também foi agredido.
Os vizinhos viram a cena e começaram a gritar, na tentativa de impedir que a violência continuasse.
O Boletim de Ocorrências foi registrado, mas a Setran não soube informar o nome do condutor do veículo, apenas a placa do automóvel. Independente de quem for o motorista, deve ser uma pessoa muito ruim. Blogs da cidade e O Diário estão fazendo cobertura do caso.
Quando o nome do agressor for divulgado, esse deve sumir. A população demonstra, por meio de comentários, que está possessa com a situação. Não é para menos. A pessoa estaciona em local proibido e ainda se acha no direito de agredir qualquer um só porque diz ter as "costas quentes"!?
O carro está registrado no nome da empresa New Center Administração e Empreendimentos Ltda. O advogado disse que o motorista se apresentará amanhã, quarta-feira, à polícia. Aguardaremos o desenrolar do caso.

Tentando entender

Em meio a tantas reportagens de acidentes, mortes e desastres naturais, resolvi mudar o foco das publicações aqui do blog. Hoje, folheando o jornal Metro, que é entregue gratuitamente aqui em São Paulo, li uma reportagem que me chamou muito a atenção. Por acaso você já pensou em passear com cachorros e ainda receber um bom salário por isso?
Pois é. Esta é uma profissão que ainda não é reconhecida pelo Ministério do Trabalho, mas que vem crescendo a cada dia, principalmente em cidades grandes.
Hoje, existem empresas especializadas em cuidadores de cachorros, que passeiam com os nenéns de muitas famílias e podem receber até 3 mil reais por mês. Isso mesmo, mais que muita gente formada, que estudou quatro ou cinco anos. Não sei se fico feliz ou decepcionada quando leio essas coisas.
Feliz por pessoas poderem ganhar uma boa renda mensal por fazer um bom trabalho, independentemente de qual seja. Triste e decepcionada por saber que, hoje em dia, qualquer pessoa pode receber um salário bem maior que o seu, que passou anos estudando e gastou dinheiro para uma boa formação. Ainda tento entender...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Promoção "Eu quero um ovo do Macacos"

Essa é para você que acompanha o blog Macacos Novos. Lançamos agora a promoção "Eu quero um ovo do Macacos". A Páscoa está chegando e nós do Macacos Novos vamos sortear um ovo de Páscoa da Cacau Show para um de nossos seguidores do twitter.
Para concorrer, basta seguir o blog no twitter @macacosnovos e retuitar a frase: "Eu sigo o @macacosnovos e quero ganhar um ovo de Páscoa."
O sorteio será feito pelas ferramentas de sorteio online, como o sorteie.me e o twitRand, de acordo com a disponibilidade dessas. Por exemplo, hoje, o sorteie.me estava fora do ar, então usaríamos o twitRand.
O sorteio será feito no dia 19 de abril, às 17h e o prêmio será entregue por correio ao vencedor. Lembramos que o vencedor necessariamente deve ser seguidor no twitter, caso contrário faremos outro sorteio.
PS: Promoção válida apenas em território brasileiro.

Era da sua época?

Há um tempo, me mandaram um vídeo que mostra a evolução das gerações. Incluem-se nisso, Baby-boomer, X, Y e Z. Nesse vídeo, falam que as gerações estão se segmentando cada dia com menor diferença de idade. Diz que  a evolução está acontecendo, atualmente, de 5 em 5 anos.
Sinto mesmo estar em uma geração diferente da do meu irmão, quatro anos mais novo que eu. E, sinceramente, não acho isso de todo mal. As brincadeiras de infância eram outras, os eletrônicos também. O vídeo abaixo é um exemplo disso. De todos os objetos apresentados, apenas o video-game que eu não identificaria.
Veja se tudo isso é da sua época, ou se fita cassete e telefone de disco já eram artigos ultrapassados na sua infância. Ou, então, novidade.



Aproveito para disponibilizar o nosso e-mail, caso queiram sugerir vídeos, comentários ou nos criticar.
macacosnovos@gmail.com

domingo, 10 de abril de 2011

As respostas podem estar próximas

A acusação é séria, mas o presidente da Associação das Famílias de Vítimas dos Voo 447 da Air France, Nelson Faria Marinho, afirma que houve desinteresse por parte dos franceses em descobrir o real motivo da queda do avião que seguia do Rio de Janeiro a Paris na noite de 31 de maio de 2009.
De acordo com a associação, as buscas pela caixa-preta, corpos e destroços poderia ter sido encerrada há um bom tempo. Isso seria possível caso a Airbus, fabricante do avião que caiu, e a Air France tivessem empenhado um pouco mais de esforços para encontrar respostas que as famílias esperam há quase dois anos.
A afirmação é contundente. A companhia e a fabricante não querem provas que diminuam a credibilidade delas. Quanto menos provas forem levantadas contra ambas, melhor. Isso tudo não sou eu quem diz. Os textos estão disponíveis aqui e aqui.
Uma pena que as empresas tenham deixado de lado as investigações. Não são poucas as famílias que não tiveram direito de sepultar os entes. E pior, ainda têm de enfrentar a negligência de companhias respeitadas mundialmente.
Outro problema ainda é apontado. Alguns pais e filhos ainda não conseguiram o certificado de óbito para os familiares. E, para concluir, a Airbus afirmou que está financiando as pesquisas e, contrariando o que dizem especialistas, que as respostas à tragédia só serão dadas ao encontrar a caixa-preta.

sábado, 9 de abril de 2011

Sempre muito cuidado


Há uma semana, o parque de diversões Playcenter, na capital paulista, estava cheio, como sempre. Crianças, jovens e adultos vão a esses parques passear, se distrair e se divertir. Infelizmente, muitos desses passeios, em vez de prazerosos, podem se transformar em um "filme de terror". Sempre ouvimos ou lemos nos meios de comunicação que crianças e adultos acabaram feridos após andar em algum brinquedo.
Esse tipo de problema tem sido frequente e acaba sendo preocupante. Oito pessoas saíram feridas do Playcenter no último dia 03. Simplesmente a trava de um brinquedo, em funcionamento, parou e todos caíram lá de cima, já que o brinquedo se movimentava para o alto.
A perícia ainda não está concluída. O parque disse ter revisado o equipamento horas antes do uso e na revisão não ter encontrado nada. Mas como ficam as vítimas? Algumas estavam feridas gravemente, internadas na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas felizmente já foram transferidas para os quartos e outras já foram liberadas.
Hoje, eu penso antes de pisar nesses lugares e andar nesses brinquedos. O pior é que você paga. E não é barato. Se não me engano, o valor do ingresso é de R$40. Uma pena, mas nem nos parques fechadas como o Playcenter podemos mais confiar. Este fato não foi o primeiro, nem o segundo e não vai ser o último. Devemos tomar muito cuidado.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Em Um Mundo Melhor

O filme “Em Um Mundo Melhor” é uma produção da Dinamarca/Suécia, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O filme é cheio de clichês, como milhares de outros filmes, mas aqui eles funcionam para o bem.
A trama gira em torno da amizade de dois garotos em uma escola, permeado pelos conflitos deles com os pais e o ódio, a maldade, a mesquinhez humana. O filme começa mostrando o pai de um deles trabalhando em um hospital de campana, provavelmente na África. Mostrando então que a família do menino é neo-hippie com preocupações sociais, etc
Já o pai do outro menino deve ser um industrial que tem pouco tempo para o filho e eles ainda passam por um triste momento de perda da mãe/mulher. O menino dos pais hippies passa por bullying na escola, o menino de pais ricos é o típico adolescente revoltado com a perda da mãe, o descaso do pai, que veremos não é assim tão descaso e que tem acesso a internet e todo mal que isso pode trazer.
Bem, os pais hippies estão se separando, o que deixa o menino que sofre bullying mais e mais solitário e incompreendido e que por isso mesmo encontra porto seguro no novo amiguinho independente e violento.
A violência amarra a trama: a violência na escola, no dia a dia, nas relações humanos. A violência de adolescentes malvados, a violência como resposta para ações ruins, a violência da miséria humana, a violência da estupidez.
Mas como contraponto, graças a Deus, existe a bondade, mesmo que de forma um tanto quanto questionável, ela está lá nas pessoas que oferecem a outra face, nas que tentam compreender o problema, as que tentam de algum jeito ajudar o próximo.
Bom, eu gostei muito do filme, mereceu mesmo o Oscar, porque mostra de certa forma justamente isso, que as guerras começam em casa, na escola, no âmago social, a guerra começa quando nos voltamos cada vez mais para “o eu” do que para o coletivo, mas que resolvendo este ódio na base, lá no começo, na adolescência, infância, seria um primeiro passo, um grande passo para melhorarmos o mundo.
É uma visão simplista, lógico, mas filmes, na sua grande maioria, são simplistas e não tratados filosóficos e por isso mesmo merece nosso apoio e consideração, mesmo porque mesmo sem nosso apoio ele já ganhou o Oscar, hahahah.... então, qualquer coisa que dissermos será apenas chover no molhado....

Paralisação dos médicos foi consciente

Quando acordei, não imaginei que o dia seria tão cheio de informações quanto foi. Ligo a TV e vejo a cobertura ao vivo da Record, ainda no Hoje em Dia, da chacina no Rio de Janeiro. Um pouco depois, enquanto me arrumava para ir trabalhar, o Paraná TV me fez lembrar que também era o dia da paralisação dos médicos.
Chego ao trabalho e vejo que tinham acontecido tremores no México e, novamente, no Japão. Acesso o twitter e lembro que também era Dia dos Jornalistas.
Mas o que eu programei para comentar aqui é a paralisação dos médicos. Apoio a "greve" da classe. As empresas de planos de saúde tiveram um aumento de 129% na arrecadação, de 2003 a 2009, e isso não foi repassado aos médicos, que viram-se obrigados a agir de alguma forma.
As operadoras dos planos recebem "rios de dinheiro". Os contratos com essas empresas são extremamente caros, sugando boa parte do orçamento familiar.
Algumas empresas oferecem desconto ou bancam todo o plano para os funcionários. Mas, infelizmente, essa não é a realidade da maioria dos empregadores tendo, os colaboradores, que arcar com as despesas médicas ou, na pior das hipóteses, utilizar o SUS.
As consultas ou operações de urgência foram mantidas. De acordo com a Associação Médica Brasileira, cerca de 70% dos médicos não atenderam por convênios. Na região de Maringá (PR), estima-se que mais de 300 clínicas paralisaram. O atendimento público foi mantido.
A classe entende a necessidade de estarem ativos. Os atendimentos serão retomados normalmente, mas, com a grande adesão, acredito que deu para mostrar a força e requerer melhores repasses. Parabéns a todos os médicos pela mobilização e consciência de que não podem parar por mais de um dia.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Olha a divisão

Casamento é um assunto complicado. Homem e mulher juntam suas “tralhas” e começam a viver juntos, dividindo alegrias, tristezas, afazeres, dinheiro e bens materiais. Mas as mil maravilhas acabam e muitos casamentos chegam ao fim, principalmente nos dias de hoje. E a separação é complicada, principalmente quando envolve esses bens matérias, tipo: casa, carro, empresa ou qualquer coisa obtida por um ou por outro no período em que estavam juntos.
Desde 1996 houveram mudanças na Lei da União Estável que renovou o prazo de cinco anos ou o nascimento de um filho para considerar um relacionamento união estável. Isso mesmo... Tome cuidado. Qualquer coisa agora sua parceira ou parceiro pode justificar como uma união estável para dividir tudo com você! Com esta situação, começou-se a fazer, em escritórios de advocacia, um tal contrato de namoro. Este contrato, depois de assinado de comum acordo tranquiliza o casal caso um dia se separem. Curioso né? Qual será a próxima que vão inventar? Do jeito que está, quando meus filhos estiverem com 15 anos e começarem com os paquerinhas, piscou ou chavecou, um contrato assinou!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Meu dono de estimação - I will survive

 Hoje, quem escreve aqui nesta coluna somos nós: Zoe Cristina Primeira, do país das Cristinas, e Lua Maria Branquela. Tomamos temporariamente o lugar.
É que há um assunto mais urgente para tratar neste espaço que ficar falando sobre as minhas peripécias em cima o vaso da samambaia ou contar como Lua Maria dorme lindamente... ai, ai, ai...soninho de um papo tão furadinho, né? Com todo respeito à nossa mama, mas ela baba um pouco por nós. Claro, somos fofas, inteligentes e merecemos... mas hoje nós é que vamos dar o recado.
Temos acompanhado as conversas sobre um cidadão chamado Jair Bolsonaro que despejou todo seu preconceito contra negros e gays usando como alvo inicial a apresentadora Preta Gil.
Num país livre, em que todos podem falar, e falar besteiras como esse sujeito tem falado, nós, cachorras, também vamos falar.
Nós temos duas mães. E eu pergunto ao tal Bolsonaro? "E daí?"
Aqui em casa temos um desenho familiar moderno e somos muito felizes. Aqui todo dia tem sol, tem beijinhos nas nossas barriguinhas, tem comida e água fresca, passeios... Aqui a gente conversa durante o jantar para saber como foi o dia de cada um, fazemos tudo junto: assistimos filmes, conversamos sobre tudo, lemos histórias, criamos histórias, brincamos e sonhamos muito. E nesta casa tem muito, mas muito mesmo, amor...sabe o que é amor senhor Bolsonaro? Sei não...
O amor ultrapassa diferenças, contém diversidades, e pelo discurso essa criatura de Deus ainda está andando ao lado dos dinossauros. Evolução, zero!
E nós, Zoe e Lua, queremos mandar muitos beijinhos e lambidas para Preta Gil, que foi agredida pelo Bolsonaro, e dizer a ela que tanta raiva, tanta violência no discurso dele deve ter um fundamento de trauma, de tristeza.
Quem roubou o pirulito do Jairzinho, hein? Quem levou a bola embora quando ele ainda queria brincar? Quem deixou de dar um abraço apertado nesse menino enquanto ele ainda era um ser que podia ser abraçado, confortado, sem pensar ou chamar amor de promiscuidade...
E queremos mandar muitos beijos, lambidas e patinhas para o Marcelo Tas que depois de entrevistar Jair Bolsonaro mostrou diante das câmeras uma foto em que ele está ao lado da filha e disse que ela é gay e que ele a ama muito e tem orgulho dela... Que paizão maravilhoso, hein?
E nós que temos duas mães e somos muito bem tratadas e amadas também prestamos aqui nossa homenagem a elas e a todas as pessoas que vivem a diversidade, seja ela qual for...
Estamos vestidas de festa... eba!
Estamos dançando ao som de "I Will Survive", com Gloria Gaynor, claro! Eba!!
E sabe por que podemos dançar e cantar e brincar? Porque somos, acima de tudo, FELIZES!!
Auuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!
Ah, e um link para quem quiser ver o recado que o Marcelo "tascou" no deputado...