sexta-feira, 18 de março de 2011

Um sacrifício

Gente, eu sou meio, tá bom, muito sentimental e apegada às coisas. Tudo que acontece comigo e eu tenho como guardar algo sobre aquele acontecimento, eu guardo. Meu quarto nem tem lugar mais para nada. São caixas e caixas de coisas. Agendas antigas, vários bilhetinhos que eu e minha turma trocávamos durantes as aulas no colegial, convites dos aniversários de 15 anos, papel de bala do meu primeiro “paquerinha”, roupas que não uso mais, tudo dentro do armário. Mas nada jogo fora. Sou apegada a tudo. Mas seja sincero, você também é assim, né?
Li uma reportagem sobre isso hoje e vi que isso pode ser um distúrbio, se não for de modo a não atrapalhar a sua vida. Apego é bom, mas não tão aflorado. Ter um baú com algumas coisas que te trazem boas lembranças é uma coisa, agora ter dó e sofrer de jogar até papel de bala já é considerado distúrbio.
Pra quem é como eu, uma dica: estabeleça um dia para uma faxina geral e não deixe de realizá-la. Não sinta dó e nem fique triste. Mais cedo ou mais tarde, esses objetos seriam jogados fora. São só bens materiais.
Quando você joga, ou abre mão das coisas velhas, sobram espaços para entrar coisas novas. Pense nisso. Eu já estou pensando.

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