quinta-feira, 17 de março de 2011

Quem quer ser professor, como faz?

Não é de hoje que vemos reportagens que mostram a volência de alunos com professores. Um caso na cidade de Guaimbê, no interior de São Paulo, foi destaque no SPTV, no Jornal Hoje e no G1. A professora pediu para o aluno ficar em silêncio e este partiu para agredi-la com a carteira.
Em entrevista, o menor disse que estava com dor de cabeça e, como a professora estava falando muito alto, ele discutiu com ela. Quando ela ia saindo da sala para ir à direção da escola, ele tentou impedir a saída dela com a carteira.
A professora registrou boletim de ocorrência, mas o promotor vai pedir que o juiz aplique medias socioeducativas, como prestação de serviços à sociedade. Além disso, o garoto foi suspenso das aulas e disse: "Não gosto de estudar. Escola não é muito para mim."
Já ouvi relatos de outros professores de escolas públicas que dizem que a situação é bem tensa. Se dois alunos resolvem brigar no meio da aula, a professora não pode encostar em nenhum deles, que eles podem reclamar. Outras situações de agressão não saem das portas do colégio e não ganham a mídia.
Os professores se tornam reféns da violência escolar e uma das opções que têm é chamar a Patrulha Escolar. Geralmente, isso não resolve muito. O trabalho tem de ser feito em parceira com os pais, coordenação e professores.
Outro fato é que os pais mandam os filhos para o colégio e esperam que o sistema eduque as crianças. Não é bem assim que funciona, sabemos. A frase "educação vem de berço" não é por acaso. Os pais são responsáveis pela educação dos filhos. A escola apoia e alfabetiza, mas a base se faz em casa. 

Um comentário:

  1. coitado dos professores(as) baaaaaaaaaaaaaaaa

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