quarta-feira, 30 de março de 2011

Meu dono de estimação - Osso pra que te quero!



Resolvi fazer um agrado às minhas meninas. Trouxe do mercado um pacote com ossinhos de variados tamanhos. Afinal, tenho em casa duas cachorrinhas de variados tamanhos... Uma de 12 e outra de 2,5 quilos. Lua Maria, a maior, devorou dois ossinhos de tamanhos consideráveis e, satisfeita, foi dormir no que restava de sol no meio da tarde, no meio da sala. Ela já tinha passeado de manhã, estava na hora da preguiça...
Zoe Cristina Primeira, a encrenquinha, do país das Cristinas, ficou roendo um osso por horas. Sem exagero! Ela nunca acabava aquele pedaço de courinho digerível. E ficou num mal humor!!
Ninguém podia andar pela casa que isso já representava uma ameaça, uma tentativa de tirar dela o osso babado.
Avançou na Lua Maria só porque a Lua "respirou" um pouco mais forte sobre o sofá, ou se mexeu... Avançou na Lucimara, nossa fiel escudeira aqui em casa, só porque a Lucimara resolveu ligar o aspirador de pó em outro cômodo, não foi nem onde a pequena encrenqueirinha estava degustando seu osso amado. E, claro, avançou em mim em todas as vezes em que ousei me levantar da mesa onde trabalho (ainda no aguardo da reforma do escritório) para pegar água ou ir ao banheiro.
Zoe Cristina estava achando que o "mundo" queria roubar seu osso. Ela ficou mais chatinha que o normal e andava pela casa procurando um lugar para enterrar o que ela não tinha mais vontade de comer mas não queria que ninguém pegasse.
Tentou enterrar o resto do ossinho debaixo dos travesseiros de suas mães, tentou enterrar sob o edredom de seu irmão de olhos verdes, tentou enterrar nas dobras do sofá da sala de TV. Mas nenhum lugar parecia seguro o suficiente.
Até que ela achou que eu não estava vendo, mas eu estava, e ela enfiou o osso no meio das roupas que estão fora do armário preparadas para uma semana de acampamento.
O irmão das meninas tem, uma vez por ano, uma atividade na escola em que as crianças ficam fora de casa, vão pra uma fazenda e nós já separamos tudo que ele vai levar, inclusive a fantasia de Zorro para a noite dos mascarados na fazenda. Ali, no meio das roupinhas do nosso "pequeno princípe", Zoe Cristina achou por bem esconder o osso. Só que ela não sabe que as roupas serão empacotadas e despachadas numa mala...
O trabalho de dona Zoe Cristina foi bem feito porque apesar de eu ter visto que foi ali, naquele meio de montes de blusas, calças, moletons e cuequinhas, que ela enterrou o osso, eu, na verdade, não o estou encontrando.
Já olhei em tudo, desfiz os montes de roupa e nada! Ou ela foi mais rápida e esperta que eu, o que é muito possível, e tirou o osso de lá e já o escondeu em outro lugar ou a tripa de couro está entranhada em alguma roupa e só será encontrada pelo irmão durante os dias de acampamento.
O pior é que mesmo sem o osso na boca, o humor de Zoe Cristina não melhorou, não...
Está pela casa reclamando de tudo e latindo para todos.
Conclusão? Ossinhos nunca mais! Zoe Cristina vai ter que se contentar em comer pedaços de maçã. Pelo menos a maçã, ao que parece, não desperta o instinto canino de Zoe Cristina, e ela não sai cavando a casa inteira... Ah, se esta família tivesse um quintal, hein??!!

Um comentário:

  1. ahaha... Zoe Cristina 1 x 0...quem sabe um osso de as caras na noite dos mascarados...

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