sexta-feira, 4 de março de 2011

Dessa vez, quase foi

Uma proposta ousada da vereadora Marly Martin quase saiu do papel. Ela, preocupada com a segurança das pessoas no trânsito, propôs um projeto de Lei Seca. Pela proposta, os bares com menos de três funcionários deveriam fechar as portas às 23h.
Com essa medida, a intenção era reduzir o número de vítimas em acidentes nas vias. Mas, Maringá já conta com uma lei semelhante. Aqui, é proibida a venda de bebidas alcoólicas em bares a menos de 150 metros de distância das universidades.
Tudo bem que existem maneiras de burlar a lei. Leis existem para serem quebradas. E, efetivamente, são.
Mas, o que mais me tocou no discurso da vereadora à Gazeta Maringá foi ela se referir aos acidentes de trânsito. Todos se lembram da Lei Seca válida em território nacional. Existe uma mínima tolerância quando assoprado o bafômetro - ou etilômetro, como preferir.
Se essa lei não está contendo os acidentes com pessoas embriagadas, o que me garante que uma pessoa sairia de um bar - com mais de três funcionários - e não causaria nenhum acidente?
A proposta dela era - era, porque não foi aprovada - mais abrangente. Proibia festas em chácaras à luz do dia, aumentava a proibição de venda de bebidas para 300 e não mais 150m das universidades e expandia para os postos de combustíveis a proibição da venda de bebidas.
Não deu muito certo. Querer inibir o entretenimento de universitários em uma cidade universitária, claro, era um tiro no pé.

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