sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vem, pra ser feliz...

Está chegando a hora da maior manifestação popular do país: o carnaval. É hora de lotar os hotéis de cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Olinda. Pessoas de todo o mundo se juntam para ver o que cada uma preparou para os dias de festa.
Na mídia, a propaganda já começou. As escolas de samba do Rio e de São Paulo gravaram seus enredos com bateria, madrinhas, rainhas, mestre-sala e porta-bandeira para ser exibidos durante a programação da Globo.
Até aí, nenhum problema. Mas, a partir de agora, entramos em um assunto um pouco mais delicado.
Globeleza. Uma mulher nua, com pinturas no corpo, entra no meio de um programa sambando e a música ao fundo é a clássica: "vem, pra ser feliz... eu tô no ar com a Globeleza...".
Esses dias parei pra analisar isso com um amigo meu. As crianças estão na sala e podem contemplar a beleza da mulata. Se existe um horário em que essa propaganda não pode entrar, eu realmente não sei.
Mas quando vem um gringo e diz que carnaval é sinônimo de mulher pelada, os brasileiros acham ruim.
Mas, carnaval não é só isso. Temos que analisar o contexto folclórico desse evento.
São dias de festa e, apesar de tudo, é uma manifestação popular. Tudo isso é folk. Carnaval é tema de trabalhos de conclusão de curso, artigos científicos, reportagens, é um atrativo turístico e gera muito emprego.
O que acho é que talvez pudessem ser controlados os excessos e que pudéssemos mostrar a nossa cultura de uma forma mais recatada e, ao mesmo tempo, divertida.
Será que tem como adaptar?

Um comentário:

  1. ta mandando bem heim fe!!! concordo plenamente!
    beijos leeiii

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