quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Onde está o respeito?



Uma das coisas que mais me tira do sério é o preconceito. Independentemente do que seja preconceito, é preconceito. Pessoas que se acham superiores a outras acabam fazendo mal a toda uma comunidade.
Desde pequena convivo com o problema de minha mãe, que é uma cadeirante. Aprendi a conviver com pessoas diferentes de mim e sempre respeitá-las, mas, infelizmente, nem todas as crianças são educadas assim. E essas crianças se tornam adultos que se acham superiores. Que agridem pessoas de outras raças, costumes, classe social e até com problemas de saúde.
Infelizmente, há algumas semanas, lí uma reportagem na folha.com, em que um cidadão chamado Damasio Marino, delegado da cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo, havia agredido Anatole Magalhães Macedo Morandini, com coronhadas. O motivo? Briga por uma vaga pública reservada para pessoas com deficiência.
O delegado, estacionado na vaga sem ter o porquê, já que não havia ninguém em seu carro com a deficiência, foi questionado pelo cadeirante Anatole, que precisava estacionar seu carro naquela vaga destinada a pessoas com o seu problema. Damasio não gostou de ser contrariado e agrediu o cidadão. Realmente estamos no fim do mundo!
Eu fico pocessa de raiva quando vejo alguém parado na vaga de deficientes físicos. Isso realmente é um problema bastante visto pelo Brasil. Pessoas não respeitam mais a sinalização.
Após toda a confusão na cidade do interior paulista, o delegado tenta, de todas as formas, se justificar e dizer que os fatos não são realmente como Anatole diz.
 
O delegado está afastado da função e virou réu no processo em que é acusado de crimes de injúria, ameaça e lesão corporal dolosa, todos agravados por abuso de autoridade e violação de dever inerente ao cargo.
Toda essa confusão poderia ter sido evitada se o respeito estivesse em primeiro lugar. Você que leu este texto, preste mais atenção nas sinalizações. Não pare seu carro em vagas reservadas à pessoas com deficiência. Essas vagas devem ser respeitadas.

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