domingo, 27 de fevereiro de 2011

No balanço do busão

Todo dia é a mesma coisa. Lá pelas 15 horas saio do estágio e caminho até o ponto de ônibus mais próximo. Mais ou menos 3 quadras. O ônibus sempre atrasa. Espero por mais ou menos 15 minutos. Ao entrar no ônibus quase nenhum lugar vazio. Pego sempre os do fundo, encostado na janela. Quando está sol fico queimada como se eu estivesse numa praia e quando está chovendo transpiro horrores por todos os vidros estarem fechados.
Depois de mais ou menos uma hora de viagem, desço em outro ponto e espero mais um pouco por outro ônibus. São Paulo é assim. Dificilmente você chega a um destino sem pegar, pelo menos, dois ônibus. Aí entro em outro. Olho no relógio. Aproximadamente 16h30. Quando o ônibus abre a porta, já quase não cabe mais ninguém. Mas o empurra-empurra não para. Afinal, todos querem entrar e seguir para algum destino. No meio do aglomerado é possível ver todo tipo de gente. Pessoas altas, baixas, gordas, magras, jovens, velhos, crianças e nenéns. É possível ver desde gente engravatada até pessoas com roupa de banho. Vê-se de tudo. A única coisa parecida em todos é a expressão. Sim, expressão de canseira. A maioria deve ter saído de casa no começo da manhã e, assim como eu, não vê a hora de chegar em seu destino final.
Essa semana choveu todos os dias na parte da tarde. São Paulo é assim. Tem um relógio no céu e desperta todos os dias em horários certos. Isso significa um trânsito caótico o que torna uma viagem de uma hora em aproximadamente duas horas pra mais.
Voltando, essa semana, uma mulher entrou no mesmo ônibus que eu estava e, como de costume, estava lotado. Ela queria entrar pra descer 2 pontos depois. Lógico que ela não ia conseguir. Ninguém conseguia se mexer e ela queria entrar, andar até o cobrador, girar a roleta e chegar ao fundo do ônibus para descer. Resultado: não conseguiu e armou o maior barraco dentro do ônibus. Brigou com metade das pessoas, empurrou outras e ainda bateu na cara de um menino que foi pedir pra ela parar de gritar dentro do ônibus.
Achei o fim do mundo! Por que essa senhora não respeitou o resto das pessoas? O que você acha da atitude dessa senhora?

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