terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eu acho é pouco

Tinha visto a reportagem no Bom Dia Brasil, na sexta-feira (28). Na madrugada de segunda (31) para terça (1) vejo uma reportagem na capa do G1. Na própria sexta havia feito até um comentário no meu twitter sobre a falta de respeito de algumas empresas com seus funcionários, mencionando a reportagem do BD-BR.
O que me motivou a fazer o post foi mesmo a reportagem desta semana.
Contextualizando.
A empresa X, do Mato Grosso, faz (ou fazia) uma premiação às avessas. O funcionário com o pior desempenho nas vendas recebia o troféu tartaruga. Já o gerente desse funcionário levava o troféu lanterna. A humilhação era semanal.
Claro que a situação é demasiadamente constrangedora. Imagina a cara desses colaboradores humilhados na frente dos demais colegas. Se os outros fossem companheiros e não acatassem a humilhação vinda da chefia, ainda dá uma amenizada, quebra o clima do patrão. Mas não era assim. Todos participavam.
O que aconteceu? Um ex-funcionário entrou na justiça e processou a empresa por danos morais. A batida do martelo foi em R$ 80 mil.  E não foi só este não. Mais doze funcionários entraram com processo. Sete deles já tiveram causa ganha e indenização paga.
Eu acho pouco diante do desrespeito de covardes, como o dono dessa empresa, que aproveitavam dos mais fracos. Acho que isso foi uma maneira de o chefão descontar a improdutividade dele nos subordinados.
Claro, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. E o mais fraco, se protestar, perde o emprego. Pai de família não pode se dar ao "luxo" de achar ruim uma atitude arriscando o salário no fim do mês.
Em nota, a empresa afirmou que não existe mais essa "premiação" e que foi extinta após seu objetivo ter sido desviado.
Desviado? Quando uma brincadeira vilha humilhação é hora de ver o que de errado aconteceu. E, neste caso, o que aconteceu foi uma brincadeira de muito mau gosto.

Para ver a reportagem no Bom Dia Brasil, clique aqui, e, no G1, aqui.

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