sábado, 26 de fevereiro de 2011

As pessoas, agora, vivem o luto

Folheando a Veja desta semana, me deparei com uma reportagem extremamente triste e, ao mesmo tempo, fantástica. Comentei, aqui no blog, em janeiro sobre a tragédia que assolou a região serrana do Rio de Janeiro. Foi o assunto do começo do ano. Donativos que não paravam de chegar, voluntários dispostos a abandonar as férias e ajudar quem, naquele momento, estava precisando.
Agora, ao final de fevereiro, passado mais de um mês da devastação, a reportagem da Veja foi ver como estão vivendo alguns dos sobreviventes. Todos eles tiveram perdas na família. Não tem como dizer um caso que mais me chocou. É pai que perdeu filhos, filha que perdeu mãe, vô que perdeu neta.
A reportagem aborda mais a questão do luto e de como a dor pode ser, ao menos, amenizada. As tragédias são mais difíceis de serem superadas, quando comparadas a uma perda já amenizada por uma doença ou pela idade avançada do ente.
Claro que toda perda é perda, mas me coloquei na situação de uma mulher que estava passando as férias na casa da mãe. A mãe foi dormir, já era mais de 2h30 da manhã. Logo em seguida houve o estrondo e o cômodo em que a mãe estava desabou, levando a vida de uma senhora de pouco mais de 50 anos, que era a melhor amiga da filha.
Um senhor, que perdeu filho, nora e neta, não se alimenta e está vivendo sozinho em sua casa - uma das poucas que ficaram de pé.
Comida, água, roupa... Tudo isso pode faltar, pois quando estamos com as pessoas que amamos, nada disso importa. Somamos forças e buscamos o que nos falta. Mas quando nos é tirada a força maior, nem comida, água e roupa importam. Se duas, três, sete pessoas se vão com a chuva, não é um prato de comida que vai suprir essa ausência.

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