sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Além da vida

Clint Stewart não precisa provar mais nada para ninguém. Com seus 80 anos ele foi o cowboy de Sergio Leone, foi Dirty Harry, praticamente o pai de Duro de Matar e virou um brilhante, mas brilhante mesmo diretor. É fanático por jazz e ainda compõe música no seu piano, taí Gran Torino que não me deixa mentir, mas o último filme dele Além da Vida, fica um pouco à desejar. Claro que ele dirige o filme como todo o resto em sua vida, muito bem, mas achei a história fraca.
Ele questiona de forma honesta o que vem depois da morte, mostra a desventuras de um médium que quer fugir do seu dom e o acha uma maldição, mas apesar de delicado o filme não pega. Talvez por não se aprofundar muito no tema, talvez porque o tema está em alta nos últimos tempos aqui no Brasil (Chico Xavier, Nosso Lar) e lá fora com Biutiful.
Bom, de qualquer jeito vale ver como diversão, os três personagens principais da história vão se cruzar como manda o figurino e ele demonstra bem como funcionam os mercenários da fé, o que já vale uma olhada.
Tem gente que amou mais do que eu, mas o problema de um grande diretor é que sempre haverá a comparação com as suas melhores obras e para mim, Gran Torino é bem melhor que este último dele. Agora é aguardar, porque com o fôlego que este senhor de idade tem, ainda vão vir muitos filmes por ai ainda, espero eu. Mas se não for, eu quero mesmo os que forem psicografados.

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