segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Covardia em Porto Alegre

Imagine que um grupo de ciclistas se reúne e vai às ruas da cidade, após o horário comercial, para protestar por algum motivo. Isso é algo que tem se espalhado por diversas cidades brasileiras, como forma de incentivar o uso da bicicleta no lugar do carro.
Em Porto Alegre (RS), na última sexta-feira (25) os manifestantes foram às ruas no final do dia e fizeram uma passeata. Eis que um indivíduo sem o mínimo pudor saiu atropelando os ciclistas porque ele queria passar e esses estavam impedindo a passagem.
Como forma de protestar ao protesto, ele arrancou e passou por cima de quem estivesse à frente. Vi o vídeo no Querido Leitor e, logo em seguida, no twitter da Veja. A princípio eu não estava acreditando, depois fiquei pocesso com a covardia do motorista. Será que haverá punição? Veja o vídeo e, espero eu, fique tão indignado quanto este que vos fala.
 
Mais tarde foi divulgado este vídeo que mostra a hora exata do atropelamento.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

No balanço do busão

Todo dia é a mesma coisa. Lá pelas 15 horas saio do estágio e caminho até o ponto de ônibus mais próximo. Mais ou menos 3 quadras. O ônibus sempre atrasa. Espero por mais ou menos 15 minutos. Ao entrar no ônibus quase nenhum lugar vazio. Pego sempre os do fundo, encostado na janela. Quando está sol fico queimada como se eu estivesse numa praia e quando está chovendo transpiro horrores por todos os vidros estarem fechados.
Depois de mais ou menos uma hora de viagem, desço em outro ponto e espero mais um pouco por outro ônibus. São Paulo é assim. Dificilmente você chega a um destino sem pegar, pelo menos, dois ônibus. Aí entro em outro. Olho no relógio. Aproximadamente 16h30. Quando o ônibus abre a porta, já quase não cabe mais ninguém. Mas o empurra-empurra não para. Afinal, todos querem entrar e seguir para algum destino. No meio do aglomerado é possível ver todo tipo de gente. Pessoas altas, baixas, gordas, magras, jovens, velhos, crianças e nenéns. É possível ver desde gente engravatada até pessoas com roupa de banho. Vê-se de tudo. A única coisa parecida em todos é a expressão. Sim, expressão de canseira. A maioria deve ter saído de casa no começo da manhã e, assim como eu, não vê a hora de chegar em seu destino final.
Essa semana choveu todos os dias na parte da tarde. São Paulo é assim. Tem um relógio no céu e desperta todos os dias em horários certos. Isso significa um trânsito caótico o que torna uma viagem de uma hora em aproximadamente duas horas pra mais.
Voltando, essa semana, uma mulher entrou no mesmo ônibus que eu estava e, como de costume, estava lotado. Ela queria entrar pra descer 2 pontos depois. Lógico que ela não ia conseguir. Ninguém conseguia se mexer e ela queria entrar, andar até o cobrador, girar a roleta e chegar ao fundo do ônibus para descer. Resultado: não conseguiu e armou o maior barraco dentro do ônibus. Brigou com metade das pessoas, empurrou outras e ainda bateu na cara de um menino que foi pedir pra ela parar de gritar dentro do ônibus.
Achei o fim do mundo! Por que essa senhora não respeitou o resto das pessoas? O que você acha da atitude dessa senhora?

sábado, 26 de fevereiro de 2011

As pessoas, agora, vivem o luto

Folheando a Veja desta semana, me deparei com uma reportagem extremamente triste e, ao mesmo tempo, fantástica. Comentei, aqui no blog, em janeiro sobre a tragédia que assolou a região serrana do Rio de Janeiro. Foi o assunto do começo do ano. Donativos que não paravam de chegar, voluntários dispostos a abandonar as férias e ajudar quem, naquele momento, estava precisando.
Agora, ao final de fevereiro, passado mais de um mês da devastação, a reportagem da Veja foi ver como estão vivendo alguns dos sobreviventes. Todos eles tiveram perdas na família. Não tem como dizer um caso que mais me chocou. É pai que perdeu filhos, filha que perdeu mãe, vô que perdeu neta.
A reportagem aborda mais a questão do luto e de como a dor pode ser, ao menos, amenizada. As tragédias são mais difíceis de serem superadas, quando comparadas a uma perda já amenizada por uma doença ou pela idade avançada do ente.
Claro que toda perda é perda, mas me coloquei na situação de uma mulher que estava passando as férias na casa da mãe. A mãe foi dormir, já era mais de 2h30 da manhã. Logo em seguida houve o estrondo e o cômodo em que a mãe estava desabou, levando a vida de uma senhora de pouco mais de 50 anos, que era a melhor amiga da filha.
Um senhor, que perdeu filho, nora e neta, não se alimenta e está vivendo sozinho em sua casa - uma das poucas que ficaram de pé.
Comida, água, roupa... Tudo isso pode faltar, pois quando estamos com as pessoas que amamos, nada disso importa. Somamos forças e buscamos o que nos falta. Mas quando nos é tirada a força maior, nem comida, água e roupa importam. Se duas, três, sete pessoas se vão com a chuva, não é um prato de comida que vai suprir essa ausência.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Além da vida

Clint Stewart não precisa provar mais nada para ninguém. Com seus 80 anos ele foi o cowboy de Sergio Leone, foi Dirty Harry, praticamente o pai de Duro de Matar e virou um brilhante, mas brilhante mesmo diretor. É fanático por jazz e ainda compõe música no seu piano, taí Gran Torino que não me deixa mentir, mas o último filme dele Além da Vida, fica um pouco à desejar. Claro que ele dirige o filme como todo o resto em sua vida, muito bem, mas achei a história fraca.
Ele questiona de forma honesta o que vem depois da morte, mostra a desventuras de um médium que quer fugir do seu dom e o acha uma maldição, mas apesar de delicado o filme não pega. Talvez por não se aprofundar muito no tema, talvez porque o tema está em alta nos últimos tempos aqui no Brasil (Chico Xavier, Nosso Lar) e lá fora com Biutiful.
Bom, de qualquer jeito vale ver como diversão, os três personagens principais da história vão se cruzar como manda o figurino e ele demonstra bem como funcionam os mercenários da fé, o que já vale uma olhada.
Tem gente que amou mais do que eu, mas o problema de um grande diretor é que sempre haverá a comparação com as suas melhores obras e para mim, Gran Torino é bem melhor que este último dele. Agora é aguardar, porque com o fôlego que este senhor de idade tem, ainda vão vir muitos filmes por ai ainda, espero eu. Mas se não for, eu quero mesmo os que forem psicografados.

O pesadelo de emagrecer


Pensa em uma coisa difícil. Some e multiplique. Nunca divida ou subtraia. Pensou? O que acha que é? Para mim, esta pergunta só tem uma resposta: Emagrecer. Desde pequena, nunca fui gorda, mas também nunca fui magra. Sempre fui uma menina grande perto de todas as outras de minha idade. Isso sempre justificou um peso maior.
Há cinco anos, passei no vestibular e fui morar sozinha. Perigo a vista! Perigo, porque acabei engordando por conta de má alimentação. Comidas fáceis e pouco nutritivas faziam parte do meu cardápio diariamente. Conheço muitas pessoas que estão no mesmo barco que eu e hoje estão sim, acima do peso. Tantas outras pessoas não precisam nem sair de casa ou alterar a alimentação, engorda por tendência familiar etc...
Surge, então, a palavra regime. Quem nunca passou por um? Se você não passou, tenho inveja de você! Existem milhares de regimes. Eu mesma já tentei uns 50 tipos, pelo menos. Poderia muito existir um pozinho mágico que a gente bebesse e pronto, escolheríamos quanto de manequim gostaríamos de usar. Ah gente, sonhar não paga imposto...
Enfim, se você é como eu e faz vários tipos de regimes dê uma passada em um médico. Esse regime, pode te trazer muito danos. Muitas dessa dietas, funcionam e te mostram resultados com um corpo bom em apenas algumas semanas, mas depois quem vai pagar caro por esta bobagem é cada uma ou um de nós. Passe em um nutricionista e veja como realmente deve ser feito o seu regime. Evite maiores problemas lá na frente.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Hoje é dia de Maria

Você já parou para perceber como a música brasileira tem muitos nomes fortes? Maria Rita, Maria Gadú, Roberta Sá, Vanessa da Mata são alguns nomes que podemos citar de cantoras famosas e que já emplacaram canções em novelas globais.
Mas algo me intrigou na capa da Ilustrada da Folha de S. Paulo desta quarta-feira (23). A reportagem conta a trajetória de Maria Gadú, desde quando escreveu Shimbalaiê, com dez anos, até o seu novo disco, hoje, com 24 anos.
Na reportagem, tudo bem. A cantora afirma que não vai levantar bandeira de homossexualidade porque ela não quer restringir seu público aos homossexuais. Certa ela. Mas a opinião do  Ivan Finotti é que me deixou encabulado.
Ele começa alfinetando a artista por ter trocado seu nome de Mayra Corrêa Aygadoux para algo mais simples e fácil de ser lembrado. Mas, Zezé di Camargo não tem esse nome, não é Mirosmar? Não é de hoje que os artistas trocam seus nomes para algo de fácil escrita e memorização.
Mas o que mais me chamou atenção na crítica foi ele citar a música Shimbalaiê como sinônimo de "criancês", comparando o estilo musical ao LP "Xou da Xuxa 3". Tudo bem que a letra da música não é a melhor, mas para uma criança de dez anos ter escrito, concordo, é melhor do que Tchubaruba da Mallu Magalhães.
Porém, Ivan, Maria Gadú não se restringe a Shimbalaiê. Tudo Diferente, Linda Rosa, Encontro, Laranja, Bela Flor são algumas das mais famosas. Claro que as pessoas que não se interessam pela cantora, param no Shimbalaiê e não vão atrás das demais. Eu fui atrás, ouço, gosto e defendo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Meu dono de estimação


Elas têm duas mães. E um irmão da raça humana, de sete anos. Entre si, embora sejam do reino canino, as duas são bem diferentes.
A mais velha é Lua Maria Branquela, uma autêntica sem raça definida, de um ano e meio, quatorze quilos, olhos verdes, pele cor de rosa e pêlo marrom clarinho. A mais nova é Zoe Cristina Primeira, do reino das Cristinas (onde todas as Cristinas são "rainhas" mandonas e mimadas). Ela nasceu pinscher, tem seis meses, dois quilos e meio, mas no seu cérebro de noz moscada, ela acha que é um pastor alemão e não perde uma chance de mostrar os dentinhos bem brancos e pequenos e avançar entre rosnados "ferozes".
Antes de Zoe Cristina chegar, Lua Maria vivia um reinado solitário aqui em casa. Voava pela sala, pelas camas, todas as almofadas eram suas e todos os brinquedos acabavam entre seus dentes, esses sim dentes de verdade.
Mas, desde que Zoe chegou, tudo começou a ser dividido. Exatamente pelo meio. Ou seja: metade de um brinquedo numa boca, metade na outra. Isso porque elas querem, sempre, o mesmo brinquedo e o objeto de desejo é puxado até que se parta, se esfarele, se quebre. Lua Maria é uma cachorrinha adulta, passeia pelas ruas, tem mais sono. Mas, seus cochilos preguiçosos na beira da janela, sobre o encosto do sofá, acabaram com a existência de Zoe pela casa. A pequena é filhote ainda e deveria ter sono, deveria dormir mas não dorme. Desde o momento em que desperta, mais ou menos às seis e meia da manhã, pula e provoca Lua Maria o dia inteirinho. Ela quer tudo que a Lua pega. E começa uma lutinha. Vai dando cabeçadas, "bundadinhas", na Lua até tirá-la do sossego. E aí, segurem as coisas! As duas saltam de sofá em sofá, passam correndo da sala para os quartos, sobem e descem das camas, voltam para a sala numa velocidade bem maior até que a gente tem a impressão de que elas alcançaram o nirvana e estão voando...
Tenho observado de perto a rotina das meninas porque, enquanto aguardo o fim de uma reforma no escritório onde eu e minhas sócias vamos trabalhar, mantenho uma rotina de atividades em casa.
Ah, trabalhar em casa! Que delícia! Mais ou menos, né?! Bem mais ou menos... Arrumo tudo sobre a mesa de jantar: computador, telefones, celular, blocos de anotações, canetas, calendário, água fresca. E começo. Meu trabalho é essencialmente escrever. Logo, preciso de uma certa concentração, de um pouco de foco. E daí estou eu envolvida com as palavras e os sentidos e as frases perfeitas que persigo quando Lua Maria passa voando baixo com um sapo de pelúcia na boca. Esse sapo, diga-se de passagem, não era delas. Era do irmão humano, do Rafael. Mas ele, generoso que é, cedeu o brinquedo para ser devidamente comido pelas cachorras. Lua passa voando e Zoe voando atrás. Tento não prestar atenção. Olho para a tela do computador, onde eu estava mesmo? Elas se chocam contra o sofá. Latidos, ganidos, rosnados de vários tons. As duas querem o sapo. No meio da sala, abandonado, está um cachorrinho de pelúcia, também doado pelo Rafael. Largo o texto, me levanto, ofereço o cachorrinho, já caolho, sem nariz e com uma pata comida, para Zoe. Ela aceita, pega o bicho e sai correndo. Volto para meu lugar, para a frase que estava no meio e, de repente, o sapo ficou totalmente desinteressante e a Lua quer o cachorrinho também. Faço que não notei. Elas que se entendam, preciso escrever, preciso trabalhar. Mas, elas estão destruindo a sala nessa lutinha, nessa disputa. Largo o texto de novo, me levanto, dou o sapo para uma e o cachorro para a outra. Volto para o computador mas elas não sossegam. Querem o sapo, não, o sapo é chato. Querem o cachorro, não, o cachorro está sem gosto. Então querem o sapinho, mas não têm certeza e avançam, juntas, contra o cachorrinho, o sapo, o cachorro,o sapo, o cachorro e eu já me levantei umas dez vezes e nem me lembro mais sobre o que estou escrevendo e estou pra ficar maluca com essa disputa animal quando Lua Maria resolve o problema: Ela é mais velha e maior, então vai pegar os dois. Abocanha sapo e cachorro. Zoe Cristina chora um pouco mas parece conformada. Ah, sossego! Volto a escrever. Alguns minutos de silêncio e daí noto: Lua Maria está comendo sapo e cachorro mas Zoe Cristina resolveu que, para se vingar, o bom seria comer o braço do sofá!! Como se não bastasse o buraco que ela já cavou no meio do sofá como se estivesse cavando um túnel na cela da cadeia pra fugir. Sofá novinho... ou "era" novinho. Solto o texto e um grito. Levanto e vou buscar o borrifador que tem cheiro de laranja podre e que dizem ser eficiente para adestrar cachorros e evitar que eles comam a casa. Encho o braço do sofá de nuvens de laranja podre. Eu espirro, Lua Maria foge para a cozinha e Zoe me ataca, quer me morder, quer me matar. Estraguei o lanchinho que ela fazia.
Volto para o computador. Vitória, hein?! Consigo fazer mais umas duas ou três frases até perceber que Zoe vem correndo dos quartos e no meio da sala se abaixa e ploft! Deixa cair um cocôzinho, bem redondo. Largo o texto e mais um grito. Ela foge para a cozinha e eu vou checar os quartos porque se aquela bolinha está na sala significa que os outros 90% dela estão em outro lugar. Bingo! A massa do mal está no quarto do Rafael. Lá vou eu com saquinho plástico, pano, rodo e desinfetante. Limpa, limpa, limpa.
Volto para a sala, está anoitecendo, ligo a luz, preciso ler o que já escrevi para achar o fio da meada... preciso escrever, terminar o texto, preciso me sentir produtiva embora já esteja cansada e é quando vejo a pior cena: Lua Maria, revoltada com a atitude de pouca higiene de Zoe Cristina, resolveu dar o troco e fez xixi na sala. Não acredito! Não é possível! Pego as duas, digo umas vinte vezes a frase: "não pode, não pode, não pode" e elas me olham com olhos vazios. Já para a cozinha! Prendo as duas. Mais panos e rodo e desinfetante. Limpa, limpa, limpa!
Ufa! Elas estão presas, vou terminar o texto, enfim... Mas, a campainha toca e elas começam uma nova lutinha. Contentamento, alegria! É o Rafael que chegou da escola...
Agora, os três voam pela sala. Estão disputando o sapo. Já ofereci o cachorrinho mas a bola da vez é o verde do sapo. Os três adoram essa lutinha, esse mostrar de dentes, esses barulhos, rosnados, gargalhadas e urros. A vantagem é que o Rafael não faz nada fora do banheiro....pelo menos isso, né?!
Quanto ao texto, bom... vai ficar para amanhã. Vou desligar o computador antes que esse trio endiabrado resolva comer o laptop, voar sobre a minha cabeça e fazer lutinha sobre a mesa de jantar.
Não é mesmo uma maravilha trabalhar em casa?! Tão produtivo!! A gente tem tanto tempo e espaço e fica tão eficiente!!


Eita covardia....

O assunto continua à tona. As mulheres brasileiras continuam sofrendo com vários tipos de violência. Li, ontem, uma reportagem no Portal Ig que a Fundação Perseu Abramo, em parceria com o Sesc, chegou a seguinte estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil. Você não leu errado, este número, é realmente, chocante!
Fico impressionada com o número de reportagens que vejo sobre esse tema em qualquer meio de comunicação. E o pior é pensar que a maioria dos casos não chega nem até as delegacias de polícia, imaginem até a grande mídia. Há 10 anos, esse número era ainda pior. Em vez de cinco, eram oito mulheres espancadas no mesmo intervalo de dois minutos.
Acredito que políticas públicas devem ser realizadas para acabar ou, pelo menos, tentar diminuir ainda mais esta estatística. O motivo desta já razoável diminuição, pode ser atribuída, em parte, à Lei Maria da Penha. Com esta lei, muitas mulheres tiveram coragem e entregaram seus agressores, que devem pagar por isto.
O Brasil ainda tem muito em que melhorar. Quando achamos que está tudo sob controle, encontramos pesquisas como estas que botam tudo novamente abaixo. Se você conhece alguma mulher que sofre com violência, não se omita. Algo grave pode vir a acontecer com ela. Faça a sua parte e colabore para um país melhor. De pequenas atitude em pequenas atitudes, o mundo agradece.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O bicho, meu Deus, era um homem

É com esse trecho do poema O Bicho, de Manuel Bandeira, que inicio a postagem de hoje. Esses dias, enquanto lia um livro na sacada do meu apartamento, numa manhã nada ensolarada, vi um homem na rua. Não era a primeira vez que o via. Em outros momentos, em que fico na sacada observando a rua e o horizonte, vi aquele senhor.
O senhor apareceu enquanto eu, já cansado da leitura, fixava o olhar ao nada. Ele chegou na frente do prédio ao lado e abriu o a tampa do lixo. A princípio imaginei que se tratava de um coletor de recicláveis, já que era o dia do caminhão da coleta seletiva passar (segunda-feira).
Ele separou uma caixa de papelão no canto da lata e continuava a busca, que parecia incessante. Mas logo vi que o que ele procurava não era reciclável, era orgânico. Revirava as sacolas em uma procura frenética, rasgava tudo, como um cachorro procurando um osso.
No caso desse senhor, qualquer coisa serviria. Ele procurava comida. Não cheirava, não analisava se estava podre. Era comestível, ele colocava para dentro da boca. Aquela situação se repetiu por poucos segundos. Suficiente me deixar com um sentimento ruim.
Ao fim, ele saiu caminhando, carregando uma sacola de supermercado em uma das mãos. Logo depois dessa cena, péssima para começar o dia, me lembrei desse poema:

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

Anotei no bloquinho e pensei: preciso criar uma postagem sobre isso. Não vou falar da falta de consideração dos governantes para reverter essa situação, não vou falar que falta assistencialismo, que faltam pessoas de bom coração para alimentar essa população.
Deixo aqui a minha indignação com a cena e espero ter conseguido relatar em palavras o que vi em imagens. A única coisa que peço é: reflita.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O que é isso?

Hoje é segunda-feira. Dia de vídeo para vocês. O de hoje foi encontrado totalmente por acaso. Estava fazendo minha ronda diária por blogs alheios quando me deparei com "isso".
O comissário de uma companhia aérea (que você identifica logo no começo) faz as instruções de uma maneira nada convencional. A meu ver, uma maneira despreparada e totalmente sem graça. Eu, no lugar desses passageiros, não estaria aplaudindo nada. Estaria preocupado com a minha vida.
Isso pode ser muito divertido para algumas pessoas, mas, se eu entro em um avião, com certeza, não é para dar risada e aplaudir. Para isso, vou em um show de stand-up ou no circo. Enfim, assista e forme a sua opinião. A minha é essa e ponto.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Amor ou atração?

Existe coisa pior do que estar entre dois amores? Não, não é o meu caso. Eu namoro e estou super bem com meu namorado. Obrigada! Mas me senti no dever de escrever sobre isso, já que atualmente, temos um seriado, da Rede Globo, chamado Aline, no qual uma jovem vive com seus dois namorados numa boa.
Na vida real, muitas pessoas vivem com o drama da personagem Aline, mas, diferente da ficção, estar entre dois amores deve ser angustiante. Algumas das minhas amigas já passaram por isso e de uma forma indireta convivi com elas. Como pode uma pessoa gostar de duas iguais? Em minha opinião, isso não é possível, mas muitas delas dizem que é. Quem sou eu pra duvidar, né?
Lí uma reportagem que dizia exatamente a confusão entre amor e sexo. A energia sexual é criativa, criosa. A energia do amor é de bem-estar, compromisso, companheirismo. Então pode ser normal qualquer pessoa amar alguém e sentir atração sexual por outra pessoa ao mesmo tempo.
Até comecei a entender. Mas não gostaria que todas as pessoas que lessem essa reportagem, também entendessem. Já pensou, todas as pessoas com dois companheiros? Seria uma loucura. Nossa tradição é monogâmica, e que continue assim. E você aí, se gosta de duas pessoas, escolha entre o amor ou só a atração. Não querendo dar pitaco, mas já dando, que você escolha o lado do amor, pois atração passa. Pronto, falei!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mude seu relógio

Hoje o horário de verão chega ao fim. À meia-noite deste sábado, estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e o Distrito Federal, deverão atrasar seus relógios em uma hora. Isso mesmo, o dia hoje, terá 25 horas!

Ininterruptamente, o horário de verão está mais do que incorporado à cultura das regiões citadas acima. Hoje, a adoção desta medida no verão atende não apenas a uma necessidade conjuntural de oferta de energia elétrica, mas também a uma expectativa, principalmente da população mais jovem, por mais tempo com luz natural, propiciando mais lazer e segurança.

Não se esqueça então de hoje, à meia noite, voltar os relógios da casa para as 23 horas. Ao, caso contrário, chegará adiantado em todos os compromissos a partir de amanhã.


Vem, pra ser feliz...

Está chegando a hora da maior manifestação popular do país: o carnaval. É hora de lotar os hotéis de cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Olinda. Pessoas de todo o mundo se juntam para ver o que cada uma preparou para os dias de festa.
Na mídia, a propaganda já começou. As escolas de samba do Rio e de São Paulo gravaram seus enredos com bateria, madrinhas, rainhas, mestre-sala e porta-bandeira para ser exibidos durante a programação da Globo.
Até aí, nenhum problema. Mas, a partir de agora, entramos em um assunto um pouco mais delicado.
Globeleza. Uma mulher nua, com pinturas no corpo, entra no meio de um programa sambando e a música ao fundo é a clássica: "vem, pra ser feliz... eu tô no ar com a Globeleza...".
Esses dias parei pra analisar isso com um amigo meu. As crianças estão na sala e podem contemplar a beleza da mulata. Se existe um horário em que essa propaganda não pode entrar, eu realmente não sei.
Mas quando vem um gringo e diz que carnaval é sinônimo de mulher pelada, os brasileiros acham ruim.
Mas, carnaval não é só isso. Temos que analisar o contexto folclórico desse evento.
São dias de festa e, apesar de tudo, é uma manifestação popular. Tudo isso é folk. Carnaval é tema de trabalhos de conclusão de curso, artigos científicos, reportagens, é um atrativo turístico e gera muito emprego.
O que acho é que talvez pudessem ser controlados os excessos e que pudéssemos mostrar a nossa cultura de uma forma mais recatada e, ao mesmo tempo, divertida.
Será que tem como adaptar?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Não me Abandone Jamais

Em um mundo alternativo, a humanidade descobre como curar a maior parte das doenças e aumentar a expectativa de vida.  Tudo seria perfeito se não fosse à forma como eles conseguem isso.
Não me Abandones Jamais é um filme sobre clones, clones cordatos, humanos, muito mais humanos do que os que interagem com eles, uma reflexão existencialista sobre quais são as coisas realmente importantes na vida, amor, amizade, companheirismo?
Acompanhamos  três crianças no processo de crescimento, descobertas, ansiedades  permeados por um único objetivo final,  servir os humanos, de uma forma nada convencional,  quando forem adultos.
A interpretação da Carey Mulligan como a jovem que conta a sua história e a de seus amigos é maravilhosa. O filme narra o cotidiano destas pessoas que aceitam as coisas com naturalidade, e de certa forma faz uma analogia da forma que vivemos.
Mexeu comigo talvez porque transportando para estes personagens acorrentados a um destino certo, a nossa própria forma de viver, ele mostre as nossas ansiedades, a busca pelo amor que todos nós temos e demonstre também, de uma forma sutil, o quanto o ser humano pode ser vil, preconceituoso e mal, indiferente, como só os seres humanos podem ser.
Portanto é um filme bonito, denso, mas triste muito triste e que leva a reflexão... Uma aventura que nem todo mundo quer ou procura em um filme, mas que eu acho imperdível.

É vergonhoso


Há duas semanas, foi publicada aqui no blog pelo Felipe, uma reportagem que dizia sobre uma empresa, do Mato Grosso, que premiava o funcionário com pior desempenho nas vendas com um troféu tartaruga e o gerente desde funcionário recebia uma lanterna. Uma atitude, no mínimo, ridícula!
O pior é que, mesmo sendo grotescas, muitas empresas utilizam este tipo de comportamento perante seus funcionários. Difícil de acreditar mas o Walmart, maior rede varejista do mundo e terceira no ranking nacional de supermercados, foi condenado a indenizar um ex-diretor que disse ter sido obrigado a rebolar em reuniões diárias. Esta informação foi publicada na reportagem de Leandro Martins, na edição de ontem, da Folha.
A indenização, de R$140 mil reais, equivale a dez vezes o ultimo salário recebido pelo ex-diretor. Acho até pouco para o quê uma empresa faz com seus funcionários. Digo isso porque infelizmente conheço empresas que não dão prêmios como a empresa do Mato Grosso e nem que manda um funcionário rebolar, mas faz muito assédio moral com seus funcionários, que muitas vezes, engolem para não perderem o emprego, já que tem família para sustentar e contas pra pagar.
A única coisa que tenho pra dizer, é que esses “chefes”, que maltratam seus funcionários não passam de pessoas amarguradas da vida. Atitudes como essas são vergonhosas. Faça a sua parte, denuncie.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sempre violência.

Realmente a violência tomou conta de todos os lugares. Quando vemos noticiário na TV, ficamos horrorizados, mas, quando é próximo de nós, ficamos aterrorizados.
Infelizmente, ontem, o ex-árbitro e comentarista Oscar Roberto de Godoi foi baleado na calçada do meu prédio, aqui em São Paulo, por volta das 21h50. Exatamente na calçada de minha casa. Tão próximo que é difícil de acreditar.
Após ouvir 4 disparos e um pedido de socorro, meu pai, que estava assistindo TV, correu até a sacada e viu Godoi caído. Não sabia quem era, mas correu acudir. Quando chegou, percebeu que era ele e, antes de qualquer coisa, tentou acalmá-lo.
Godoi recebeu dois tiros. Um no tórax e um no pescoço. Fez algumas cirurgias nesta madrugada e amanheceu, hoje, na UTI do Hospital das Clínicas. Dois populares que estavam na região foram presos e serão investigados pela polícia.
A violência está cada dia, mais estúpida. Não se iluda em pensar que nada pode acontecer com você, se mora no interior, ou em algum bairro considerado bom. Hoje não tem mais disso. Todo lugar é lugar e toda hora é hora! Fique atento.

A moda amarrando personagens e público

Com uma versão mais moderna e mesclando duas novelas da década de 1980, Tititi vem ganhando o gosto do público. O enredo é baseado em um folhetim, com o mesmo nome, transmitido pela Rede Globo entre 1985 e 1986 e na novela Plumas e Paetês, de 1980-1981.
A história principal - a rivalidade entre Ariclenes e André, interpretados por Murilo Benício e Alexandre Borges (foto), respectivamente - acontece na disputa pelo mercado da moda. Um tema um tanto quanto abrangente, porém com um toque de humor, o que já é esperado de uma telenovela deste horário - 19h.
Com mais personagens, histórias amarradas e a modernidade inserida no contexto, a trama tem garantido bons índices no ibope. Em alguns dias de clima quente, a hashtag #tititi vira e mexe aparece entre as mais citadas no twitter.
Maria Adelaide Amaral está de parabéns pelo sucesso da novela, que coloca a moda como o centro do desenrolar de todas as histórias. Lá na década de 1980, o folhetim também rendeu. Tanto que, dois anos após seu fim, foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo.
Tititi é a primeira novela do horário a ser exibida em hd. Hd, em 1986, nem era assunto. Em 1986, a imagem não tinha os contrastes que uma full hd permite, tinha chuviscos e fantasmas. Mas nem tudo isso em conjunto impediu que Tititi fosse um fenômeno que mereceu um remake para a moderna década de 2010.
Abaixo, um vídeo que mostra um pouco da rivalidade dos dois personagens principais.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A escolha dos nomes

Folheando a revista ISTOÉ da semana passada, encontrei uma reportagem de comportamento que me chamou a atenção. O titulo era: “Diga como chamas que te direi quem és”.
Você deve estar pensando que essa reportagem diz sobre grupos de amigos e tal. Mas não tem nada a ver com isso, e sim com nomes. Isso mesmo, nomes, pois a reportagem mostra que a forma como os pais batizam seus filhos diz muita coisa sobre uma determinada sociedade.
Isso me chamou bastante a atenção. Muitas pessoas batizam seus filhos com nomes que homenageiam os pais, avós ou outra pessoa da família. Outras escolhem os nomes a partir de personagens religiosos. Bem comum também é ver crianças com nomes de personagens de filmes ou de novelas que estejam no ar, pois os pais são totalmente influenciáveis.
Uma pesquisa do site americano BabyCenterBrasil, em 2010, aponta que os nomes que viraram hits do momento foram Julio Cesar (Goleiro do Brasil na copa do mundo), Marina (Candidata a presidência) e opersonagens da novela Viver a Vida, como Miguel (Mateus Solano) e Luciana (Alinne Moraes). A pesquisa também mostrou que os pais de crianças nascidas no ano passado parece ter se influenciado por crimes de grande repercurssão, como Elisa ou Eliza, Eloá e Isabella. Curioso, né?
Nomes tradicionais como João, Maria, Francisco, José, passaram a fazer parte do cotidiano de famílias tradicionais de grande poder aquisitivo. Antigamente, esses nomes eram dados em famílias de menor poder aquisitivo. E hoje é o contrário. Essas famílias preferem os nomes difíceis, de preferência com sonoridade estrangeira, como Jennifer.
Pra você que já teve seus filhos, pensou em que na hora de escolher os nomes? E pra você que ainda não tem, fique ligada nos nomes que foram mais dados em 2010 para meninas: Júlia, Sophia, Isabella, Maria Eduarda e Giovanna. Já para meninos, foram: Gabriel, Davi, Miguel, Arthur e Matheus.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Você ia prestar concurso?

Pois é. Na semana passada, milhares de pessoas receberam um balde de água fria. O governo federal suspendeu todos os concursos públicos de nível nacional. A ideia é cortar gastos. Com o orçamento de 2011 aprovado no Congresso, o governo teve de tomar algumas medidas para conter a inflação.
A notícia dos concursos foi dada na semana passada, mas só depois que li a reportagem de capa da Veja, foi que entendi o nível de descontrole em que a nossa economia está.
Na frenética corrida presidencial, o governo passado, que nem é tão passado assim, liberou muita verba para aquecer a economia e mostrar que tudo estava às mil maravilhas. Agora, em 2011, colhemos esses frutos: alta de juros e corte de concursos, por exemplo.
Uma feliz tabela da Veja mostra a alta que produtos como feijão, carne de boi, leite, passagens aéreas e demais bens de consumo tiveram acima da inflação de 6%. Além da loucura econômica nacional, soma-se a isso, ainda, os resquícios da crise financeira internacional.
O Brasil passou pela "marolinha", continua alavancando pessoas para a classe média e, com isso, aumenta-se o consumo. Seguindo a lei da oferta e procura, quanto maior a procura, maior o preço. Mais pessoas querendo picanha, o preço dessa sobe (alta de 42% nos últimos 12 meses).
Agora, ficamos na torcida para que, juntos, Guido Mantega, ministro da Fazenda, e Mirian Belchior, do Planejamento, controlem a inflação, para que os mais vividos, digamos assim, nem se lembrem do que passaram antes da implantação do Plano Real.

Doar sangue é um ato de amor

Não dói, não demora, é altamente necessário, alguém precisa urgente de você! Essa é a frase de uma campanha de doação de sangue produzida com apoio da Faculdade Casper Líbero. Não é um ou outro vídeo que podemos encontrar no Youtube sobre campanhas de doação de sangue. São inúmeros.
Eu, como doador, posso dizer: realmente não dói nada, não é perigoso e não demora. E tem mais, ao final o doador recebe um lanchinho. No dia 25 de novembro é comemorado o dia do doador, e, como tenho o tipo sanguíneo O negativo (doador universal), sou um "privilegiado".
Na data, recebi um certificado de Doador Sangue Azul, que está na imagem ao lado. Tenho a carteirinha de doador no Hemonúcleo de Apucarana e diversas camisetas de campanhas.
Mas a postagem de hoje não é para falar de mim.
Milhares de acidentes acontecem diariamente no país. Muitos desses com feridos que utilizam sangue dos bancos públicos. Para abastecer os estoques, é necessária a contribuição de uma parcela da população. O problema é que essa parcela não é grande.
Acho que as empresas poderiam incentivar seus funcionários a doarem sangue duas vezes por ano. Um mutirão a cada semestre. Algumas cidades contam com um serviço móvel de coleta que vai até o local, caso necessário.
É uma atitude tão simples e tão generosa. Se você tem entre 18 e 65 anos e pesa mais 50 kg, procure um Hemocentro. Eu garanto que você vai se sentir bem melhor depois que fizer isso.

PS: Para quem é aluno Cesumar, nesta terça-feira (15), na clínica de fisioterapia, haverá cadastro de doador de medula óssea. Já na quinta e na sexta-feira (17 e 18), coleta sangue. Esse é o trote da instituição. Trote Solidário!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

#PRASEMPRE


Hoje, um ídolo não só brasileiro, mas mundial, anunciou sua aposentadoria. Ronaldo Luís Nazário de Lima , mais conhecido como Fenômeno, não é mais jogador de futebol. O anúncio foi feito no começo da tarde em uma coletiva, em que o jogador se emocionou ao lado dos filhos.
Tenho certeza que toda a nação brasileira sente muito esta aposentadoria. O jogador que foi três vezes eleito o melhor do mundo, pela FIFA, vai deixar saudades.
Parabéns Ronaldo por tudo que fez ao nosso futebol e que, com certeza, continuará fazendo. Os brasileiros torcem por você!

Amizade...



Hoje é dia 14 de fevereiro, dia da amizade! Você sabe o que é isso? Espero que saiba, pois é uma das melhores coisas que se pode ter na vida, uma valiosa amizade.
Em minha imaginação, quem não tem verdadeiros amigos, não pode ser completamente feliz. De vez em quando, vejo algumas pessoas sozinhas e fico imaginando como é a vida delas. Se elas têm amigos e se são felizes.
Desde criança fui rodeada de amigos de escola, curso de inglês, natação, basquete, entre outras atividades. Sempre tive muita facilidade para fazer novos amigos, onde quer que eu estivesse.
Em 2007, quando passei no vestibular, mudei de cidade. Quando o curso começou já fiz diversas amizades. Comecei a morar com pessoas de outras cidades que eu nunca tinha visto. Achei essa experiência uma das melhores coisas que uma pessoa pode viver.
No ano passado, mudei para São Paulo. Confesso que nos primeiros meses chorava muito, por me sentir tão sozinha. Hoje, depois de um ano, já tenho algumas amigas de faculdade que, mesmo há pouco tempo, sei que são verdadeiras amizades. Com o pessoal de Maringá, então... Formei uma grande família.
Espero que você, que acompanha o nosso blog, também tenha grandes amizades. E pra você que é um grande amigo, feliz dia da amizade!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Atenção, noivas!

O padre já disse: se atrasar o casamento, os noivos vão ter de pagar. Um cheque caução vai ficar com o pároco e, caso haja atraso na entrada da noiva, este será revertido em caixa para a igreja. O aviso foi dado pelo padre da catedral Nossa Senhora de Lourdes, em Apucarana, cidade em que eu nasci.
Como em toda cidade pequena, lá, casar na catedral é chique. Tem que ter muito dinheiro e muito convidado para encher os bancos. Mas o que o padre disse para justificar que não deve haver atrasos é interessante e merece um momento de reflexão: "O casamento não é um evento social. É um ato divino e religioso que interessa toda a comunidade cristã".
Até concordo com o padre. Como convidado, é muito chato ficar sentado esperando a beleza chegar do salão, querendo ela ou não. Sim, porque, às vezes, a culpa nem é da estrela principal da festa, mas sim da cabeleireira e suas auxiliares.
Agora, R$ 500 é um caução que assusta os noivos. Não é todo dia que se tem esse dinheiro no bolso. Enfim, o jeito é esperar os próximos casórios para ver no que isso vai dar. A princípio, a regra ainda não entra em vigor. Mas, a reportagem da RPC TV mostra que os fiéis aprovaram a atitude do padre.
Se a "moda" do atraso continuar, os benefícios para a igreja serão significativos.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sempre o mesmo assunto...

O assunto que vou falar hoje é o mesmo de sempre. Mas parece que muita gente ainda não entendeu, ou se faz de tonto para não entender. Li hoje, no site da Folha.com, que o álcool causa quase 4% das mortes em todo o mundo, mais do que a Aids, tuberculose e a violência, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Como podem ver, esse assunto não é somente um problema sério somente aqui no Brasil, mas sim no mundo todo. O que será preciso para que a população entenda todo o mal que o consumo de álcool pode fazer? O que será preciso mais acontecer, para que as políticas de controle do álcool sejam realmente boas? Este assunto deveria ser prioridade na maioria dos governos, pois o álcool pode causar acidentes, violência, doenças, entre outras coisas.

Anualmente, são 2,5 milhões de mortes por causas relacionadas a este grande problema. Eu mesma, com apenas 22 anos, infelizmente já perdi uns 6 amigos, também da minha faixa etária, por conta de grandes bebedeiras, o que causaram acidentes.

Em maio do passado, ministros da Saúde dos 193 países-membros da OMS concordaram em tentar conter o consumo excessivo de álcool e de outras formas crescentes do uso excessivo por meio de altos impostos sobre bebidas alcoólicas e restrições mais rígidas de comercialização. Será que esta funcionando? O que você acha sobre?

Quem bebe não coloca somente a sua própria vida em risco, mas faz com que outras vidas também estejam em risco. Pense nisso!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Inverno da Alma

O Inverno da Alma, que belíssimo filme. A direção e roteiro de Debra Granik são primorosos e a fotografia também é muito bonita.
Até onde uma pessoa pode ir para ajudar aqueles que ama, o filme mostra como os laços familiares são importantes e difíceis.
Uma jovem de 17 anos tem que encontrar o pai que está foragido da polícia, se ela não achá-lo vai perder a casa e o terreno da família, que tem árvores centenárias. Vivendo uma vida de subsistência, se ela perder a casa não terá como manter os irmãos menores e a mãe que tem problemas mentais.
O pai, sabe-se lá onde foi parar, e o processo de busca vai desvendar um pouco como são estas famílias rurais do meio oeste americano, um mundo perdido por Deus, que tem suas próprias regras. Um universos country punk regido pelas drogas e o silêncio.
Onde ela irá para conseguir achar o pai, só assistindo.
Filmaço mesmo, a menina, interpretado por Jennifer Lawrence, é uma personagem fantástica. Ela também merecia o Oscar pela interpretação... Realmente fiquei emocionado com a condução desta história.
Vale muito a pena ver....


Cozinhar é uma arte

Esta semana, vi uma reportagem na Veja que aborda o tema "cozinhar". Diz que jovens de 20 a 30 anos estão procurando cursos para iniciantes na cozinha. Isso porque vão morar longe dos pais e estes não os ensinaram as atividades mínimas de sobrevivência.
Eu moro fora da casa dos meus pais há 5 anos. Desde criança, sempre ficava perto da minha mãe ou do meu pai na hora em que eles estavam cozinhando. Sei como cozinhar feijão, arroz, legumes, até no strogonoff me arrisco.
O problema é que depois de 5 anos indo para a cozinha, cansei. Não tenho mais paciência de ficar meia hora em frente ao fogão inventando receitas. Isso, mesmo com as "ajudinhas" que os pais sempre mandam e deixam o freezer recheado de congelados. Confesso, é a salvação.
Mas o que quero frisar aqui é que não é qualquer pessoa que tem o dom e a paciência para cozinhar. Esses cursos rápidos podem ajudar quem, de repente, sai do conforto do lar dos pais e vai embora. Eu me aventuraria num curso desse, quem sabe assim voltaria a me arriscar com novas receitas, mais rápidas e saudáveis.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Morro do Dendê é ruim de invadir...

Guarde essa estrofe do título. Dei altas risadas com o vídeo abaixo. É impressionante a habilidade do rapaz em transformar um funk massificado por causa dos filmes Tropa de Elite 1 e 2 em música clássica, gaúcha e alemã.
Os mais antenados a blogs de humor já devem ter visto, mas eu ainda não cansei de rir com ele.
Vale a pena ficar alguns minutinhos aqui cantarolando o Rap das Armas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Onde está o respeito?



Uma das coisas que mais me tira do sério é o preconceito. Independentemente do que seja preconceito, é preconceito. Pessoas que se acham superiores a outras acabam fazendo mal a toda uma comunidade.
Desde pequena convivo com o problema de minha mãe, que é uma cadeirante. Aprendi a conviver com pessoas diferentes de mim e sempre respeitá-las, mas, infelizmente, nem todas as crianças são educadas assim. E essas crianças se tornam adultos que se acham superiores. Que agridem pessoas de outras raças, costumes, classe social e até com problemas de saúde.
Infelizmente, há algumas semanas, lí uma reportagem na folha.com, em que um cidadão chamado Damasio Marino, delegado da cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo, havia agredido Anatole Magalhães Macedo Morandini, com coronhadas. O motivo? Briga por uma vaga pública reservada para pessoas com deficiência.
O delegado, estacionado na vaga sem ter o porquê, já que não havia ninguém em seu carro com a deficiência, foi questionado pelo cadeirante Anatole, que precisava estacionar seu carro naquela vaga destinada a pessoas com o seu problema. Damasio não gostou de ser contrariado e agrediu o cidadão. Realmente estamos no fim do mundo!
Eu fico pocessa de raiva quando vejo alguém parado na vaga de deficientes físicos. Isso realmente é um problema bastante visto pelo Brasil. Pessoas não respeitam mais a sinalização.
Após toda a confusão na cidade do interior paulista, o delegado tenta, de todas as formas, se justificar e dizer que os fatos não são realmente como Anatole diz.
 
O delegado está afastado da função e virou réu no processo em que é acusado de crimes de injúria, ameaça e lesão corporal dolosa, todos agravados por abuso de autoridade e violação de dever inerente ao cargo.
Toda essa confusão poderia ter sido evitada se o respeito estivesse em primeiro lugar. Você que leu este texto, preste mais atenção nas sinalizações. Não pare seu carro em vagas reservadas à pessoas com deficiência. Essas vagas devem ser respeitadas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tecnologia aliada a sexualidade


Realmente o assunto sobre sexo vem sendo pautado com freqüência. O texto de ontem, de Felipe Bacarin, mostra como ele vem sendo dito, mostrado e compreendido.
Duas revistas norte-americanas (“Shape” e “Men’s Fitness”) realizaram uma pesquisa que deve ser levada em consideração. A pesquisa aponta que redes sociais (Facebook, Twitter, Orkut, Myspace...) e o famoso SMS podem agilizar o processo da conquista e, conseqüentemente, o sexo.
Mulheres foram entrevistadas e 80% delas disseram ter tido relações sexuais rapidamente com a grande ajuda de proximidade das redes sociais. Quanto aos homens, a porcentagem é menor, mas também elevada.
Eu concordo plenamente com esta pesquisa. O mundo de hoje, com a grande tecnologia e a facilidade de comunicação, consegue transformar até os pensamentos e, com isso, os sentimentos. Ah, também fingem uma falsa intimidade, pois você conversa com pessoas que nunca nem olharam na sua cara e finge estar tudo bem.
Ouço direto a minha avó dizer: “O mundo está perdido. Na minha época, só conversávamos com o parceiro quando nos encontrávamos. Isso poderia ser de semana em semana ou até mesmos mês em mês.”
Realmente tudo mudou. Hoje, com as redes sociais, você manter contato com quem você quiser, a hora que você quiser. É difícil achar alguém que não participe dessas redes. Mais difícil ainda achar alguém que não tenha celular. Ainda mais que hoje temos tudo em um só aparelho.
O que seriam de nossas vidas sem a tecnologia? Eu não consigo mais imaginar. Ninguém consegue imaginar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Educação sexual

Na semana passada, dois programas de grande apelo sexual voltaram à grade de programação da Rede Globo. Na terça-feira (1), o animadíssimo Amor & Sexo, sob o comando da Fernanda Lima. Na quinta (3), Aline. O primeiro trata-se de um programa que aborda diversos aspectos sobre sexualidade. Na estreia, houve até mesmo um "gayme". Durante a exibição, tópicos como "amoresexo", "Fernanda Lima", "gayme" e o nome dos convidados Malvino Salvador e Cleo Pires figuraram como os mais comentados no twitter.
Aline já é uma série com cara de família moderna. Uma menina-moleca que se apaixona por dois rapazes ao mesmo tempo e convivem, os três, em harmonia. 
Vendo esses dois programas com, praticamente, o mesmo apelo sexual, me veio à cabeça um vídeo não tão recente. Maria Clara Gueiros (sou fã dela) e Eri Jhonson têm a difícil tarefa de explicar ao filho o que é masturbação. A cena faz parte do filme Sexo com Amor. Nada melhor do que ligar esses três produtos em uma postagem, em plena segunda-feira.
Boa semana a todos.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Gentileza e simpatia não fazem mal a ninguém

Há um certo tempo, eu venho observando a atitude de algumas pessoas perante as demais e pude perceber que para algumas lhes faltam um sorriso no rosto e um pouquinho de gentileza.
No trânsito, no trabalho e na faculdade, as pessoas se trombam, se cruzam e uma não olha na cara da outra.
Sei que não sou a pessoa mais maravilhosa da face da Terra, mas nunca deixo de cumprimentar o porteiro, aquela zeladora que está limpando o corredor na hora em que estou passando, um outro colega de trabalho, os chefes.
No trânsito, vi uma propaganda aqui em Maringá sobre esse tema: "Leve gentileza para as ruas." Por um certo momento eu duvidei da eficácia desse slogan, mas, em alguns momentos, isso pode funcionar. E não só para as ruas. Carregue a gentileza para onde você for.
A ajuda para aquela pessoa que está carregando uma caixa pesada, segurar a porta do prédio aberta para que aquele vizinho que está descendo do carro não custa nada, e melhor, garante um "muito obrigado".
Se entregue, ofereça ajuda, respeite o próximo. Cumprimentar não dói nada e nem arranca pedaço.
Que tal virar para o seu colega e dizer: bom dia.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Será uma fase?


Há alguns dias comecei a ter uma crise existencial. Não sei bem se todos sabem do que estou falando. Acredito que sim, pois não é difícil um passar por ela.
Comecei com os primeiros sintomas no último domingo, dentro de um ônibus a caminho de Bauru. Passei boa parte da viagem pensando em tudo da minha vida. Sempre escutei a seguinte frase: “Cabeça parada, oficina do diabo.” Mesmo sabendo desta frase, não me limitei e viajei no pensamento.
Amanhã, dia 6 de fevereiro, completo meus 22 anos. E agora? Me fiz essa pergunta. E respondi a mim mesma: E agora nada, Bruna! Confesso que fiquei bem assustada. E também desapontada.
Percebi que estou na fase de não gostar mais de fazer aniversário. Divirto-me mais no aniversário dos outros. Esse ano, além de completar dois patinhos na lagoa, eu me formo! Mais uma pergunta: Será que vou passar de futuro da nação para problema social? Como vai ser?
Depois de quase começar a chorar dentro do ônibus pensando em tudo isso, tirei um cochilo. Sorte minha e da senhora que estava do meu lado. Se não ela iria achar que eu era uma louca.
Durante toda a semana esse assunto continuou me perseguindo. Quando fico quieta, me vem na cabeça o que fazer. Como vai ser o ano que vem?
Se você também passa por este momento, ou já passou, espero que esteja me compreendendo. É mesmo só uma fase?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Em Algum Lugar"

Eu realmente gosto da Sofia Copola, ela não foi lá uma grande coisa como atriz... mas como diretora manda bem.
O último filme dela, Um Lugar Qualquer, mostra como ela está cada vez mais madura. O título já é quase perfeito, Somewhere, que graças a Deus ficou quase igual na tradução, porque como todo mundo sabe, tradução de título no Brasil é pior que o Google Translate.
E por quê? Porque o tédio apresentado pelo personagem principal, um ator famoso de Hollywood, interpretado muito bem por Stephen Dorff, que mora em um hotel e dirige uma Ferrari, é impressionante. E o tédio é assim mesmo, existe em qualquer lugar, mesmo para aqueles que têm tudo.
Sofia consegue pontuar isso com planos longos e intermi
náveis, bem europeus, que te levam para este espaço-tempo gelado, em cenas memoráveis. Até o sexo se torna tedioso para o nosso anti-herói que sempre está cheio de mulheres e festas e mulheres e festas e mulheres e festas.
Para tentar salvá-lo, entra em cena a filha, que ele praticamente não tem contato e que vai passar uns dias neste universo congelado. E o jeito que a diretora consegue contar esta história é real e sensível como todos os filmes dela (Virgens Suicidas, Encontros e Desencontros e Maria Antonieta). Agora, será que a fofíssima Elle Fanning, a filha, vai mudar alguma coisa na vida dele? Bom só vendo, e vale a pena, principalmente para quem como eu, for viciado em indie rock, porque a trilha sonora tem de Foo Fighters a Phoenix em cenas de cortar o pulso, My Hero do Foo Fighters é uma coisa.
Portanto, a Sofia é a diretora mais rock alternativo do momento, mesmo porque é namorada ou casada com o cara do Phoenix.
É isso, vai lá ver... e depois me diz... se não gostar também aí o problema já é seu....





Eu com um salário desse...

Marcelo Tas já havia cantado a bola no twitter na semana passada: o senador Álvaro Dias está destinando seu salário a entidades assistenciais. Que bela atitude você poderia pensar. Poderia. A Veja publicou na edição de 2 de fevereiro, a que tem Luciano Huck e Angélica na capa, uma reportagem sobre os felizes senadores que são ex-governadores.
Ex-governadores recebem, por lei, uma aposentadoria gordíssima. Nada que se assemelha ao teto de R$ 3.467,40 do INSS. O já citado senador do Paraná recebe nada menos que R$ 24.800 de aposentadoria. Soma-se a isso o seu salário de senador, recém-ajustado, de R$ 26.700. R$ 51.500 por mês. Nada mal, não é?
Somando as despesas de ex-governadores e viúvas desses, 126 pessoas custam aos cofres públicos cerca de R$ 31,5 milhões por ano. Ah, claro, não posso deixar de citar as pensões. Lembra do Tiradentes? Pois é, tem tetraneta dele recebendo e outra querendo receber pensão por ele ter sido uma importante figura para o país. Aí já é brincar com a cara e o dinheiro dos brasileiros.
Em relação às aposentadorias estaduais, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu entrar com recurso para derrubar as leis que mantêm os benefícios. Sobre as pensões, a reportagem exibe uma fala fantástica do jurista Luiz Flávio Gomes. Diz ele: "essas pensões são fruto da malandragem brasileira. É um absurdo que sejam concedidas, pois não há contrapartida alguma para o estado. A minha expectativa é que o STF edite uma súmula vinculante que as proíba e dê uma solução final ao assunto."
Assim espero. Até porque somos todos descendentes de Adão e Eva. E tem mais, somos irmãos de Jesus Cristo. Na minha conta bancária, até agora, só o meu salário. Será que essa descendência distante vale mesmo um dinheirinho? STF, esperamos uma atitude sensata.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Novidade

Olá, leitores.
A partir de amanhã, sexta-feira, o Macacos Novos estreia uma nova coluna. O Andy Marcondes, jornalista de São Paulo, vai assinar uma crítica semanal de cinema.
Continuaremos com nossas postagens normais, e, de tarde, entra a postagem dele.
Com isso, esperamos alcançar um público cada dia mais expressivo para o blog.
Andy, seja bem-vindo ao Macacos Novos. 
Caso você, leitor, queira mandar sugestões de pautas, críticas e elogios, temos disponível o e-mail macacosnovos@gmail.com.
Aguardamos o seu contato.

Nunca desista

Você que acompanha nosso blog e esta lendo esta postagem, tem algum sonho? Vontade de fazer alguma coisa e tem medo? Insegurança?
Este vídeo me chamou a atenção no Facebook de um amigo. Acima do vídeo tinha a mensagem: “Se você não acredita, eles acreditam... Tudo é possível... Taí o vídeoo que não me deixa mentir.”
Realmente as imagens do vídeo são impressionantes. Como as pessoas conseguem? Acredito que com força de vontade, confiança e muito treino.
Esta é uma prova de que se você realmente quer, você pode conseguir. Espero que vocês gostem e que acreditem mais em vocês.




quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cada vez mais perto

Pra quem lê e acompanha o blog Macacos Novos, lembra que no último dia 28 eu postei um texto meio que mostrando que as mulheres são capazes, sim, de fazer as mesmas coisas que os homens, ou melhor, até melhor que eles.
A cada dia escuto histórias e mais histórias de mulheres poderosas, grandes empresárias, esportistas, economistas, enfim... Todo quando é tipo de profissão.
Ontem, ao ler notícias pela internet, encontrei uma reportagem citando Maria Luiza Ribeiro Viotti. Está se perguntando quem é ela? Pois guarde bem esse nome, pois já entrou para a história brasileira. Maria Luiza é a primeira mulher brasileira a presidir o Conselho de Segurança da ONU, órgão máximo das Nações Unidas. Este conselho é responsável pela manutenção da segurança e da paz internacional.
Esta presidência é rotativa e muda de país a cada mês. Mesmo assim, me sinto orgulhosa de saber que uma mulher conseguiu chegar até onde Maria Luiza chegou e, com certeza, todas as mulheres brasileiras também deveriam ficar.
Esta será a 16ª vez que o Brasil preside o Conselho de Segurança. A última foi em 2005, sob o comando do embaixador Ronaldo Mota Sardenberg. Será que da próxima vez teremos no comando uma outra mulher e mostrar que realmente chegamos pra ficar? Espero que sim!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eu acho é pouco

Tinha visto a reportagem no Bom Dia Brasil, na sexta-feira (28). Na madrugada de segunda (31) para terça (1) vejo uma reportagem na capa do G1. Na própria sexta havia feito até um comentário no meu twitter sobre a falta de respeito de algumas empresas com seus funcionários, mencionando a reportagem do BD-BR.
O que me motivou a fazer o post foi mesmo a reportagem desta semana.
Contextualizando.
A empresa X, do Mato Grosso, faz (ou fazia) uma premiação às avessas. O funcionário com o pior desempenho nas vendas recebia o troféu tartaruga. Já o gerente desse funcionário levava o troféu lanterna. A humilhação era semanal.
Claro que a situação é demasiadamente constrangedora. Imagina a cara desses colaboradores humilhados na frente dos demais colegas. Se os outros fossem companheiros e não acatassem a humilhação vinda da chefia, ainda dá uma amenizada, quebra o clima do patrão. Mas não era assim. Todos participavam.
O que aconteceu? Um ex-funcionário entrou na justiça e processou a empresa por danos morais. A batida do martelo foi em R$ 80 mil.  E não foi só este não. Mais doze funcionários entraram com processo. Sete deles já tiveram causa ganha e indenização paga.
Eu acho pouco diante do desrespeito de covardes, como o dono dessa empresa, que aproveitavam dos mais fracos. Acho que isso foi uma maneira de o chefão descontar a improdutividade dele nos subordinados.
Claro, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. E o mais fraco, se protestar, perde o emprego. Pai de família não pode se dar ao "luxo" de achar ruim uma atitude arriscando o salário no fim do mês.
Em nota, a empresa afirmou que não existe mais essa "premiação" e que foi extinta após seu objetivo ter sido desviado.
Desviado? Quando uma brincadeira vilha humilhação é hora de ver o que de errado aconteceu. E, neste caso, o que aconteceu foi uma brincadeira de muito mau gosto.

Para ver a reportagem no Bom Dia Brasil, clique aqui, e, no G1, aqui.

Manifestação é uma coisa, depredação é outra

Na semana passada, uma manifestação na cidade de Santo Antônio do Descoberta tomou conta dos noticiários pela dimensão que o protesto tomou. A cidade com 62 mil habitantes, distante 45 quilômetros de Brasília, está abandonada. O asfalto está precário, a saúde pior, transporte público praticamente inexiste.
Acho válida a iniciativa de protestar, apitar e gritar pelos direitos. Enquanto isso não está ferindo bens públicos e privados e não está havendo agressão, ótimo. Agora, destruir ônibus, praças e prefeitura, não.
A polícia foi chamada para conter os manifestantes. Conter é uma coisa, agredir é outra completamente diferente. Uma reportagem do Jornal Nacional mostra policiais agredindo populares com tapas, chutes e balas de borracha. Não foi mostrado a que pé estava a manifestação, para que tipo de atitudes o povo estava caminhando.
Eis que, para proteger os fiéis e manifestantes, o padre abriu as portas de uma igreja centenária e os abrigou. Depois disso, tomou a frente e foi negociar com o comandante da operação policial.
Dois pontos relevantes nessa história. Primeiro, o padre abrigar os fiéis na igreja, tomar as dores da população e negociar o fim do confronto. Segundo, e mais interessante, a manifestação em si. Muitas vezes já ouvi pessoas mais velhas dizendo que os jovens de hoje são muito passíveis, não reclamam seus direitos, não saem às ruas.
Nessa cidade goiana, as pessoas fizeram isso. Cansadas de ver o dinheiro de seus impostos não sendo aplicados em benefícios públicos, o povo cansou. A última gota pingou e a população, enfurecida, se viu na obrigação de cobrá-los. A única forma para fazer isso, foi o protesto. Repito, protesto e manifestação, sim, depredação ao bem público, não.