sábado, 31 de dezembro de 2011

Meu dono de estimação - Feliz Vida Nova

Zoe Cristina se olha no espelho, gosta da imagem refletida, e segue confiante para a sala.
Lua Maria vê aquele pontinho vermelho andando em cai na risada.
- Olha! Um tomatinho cereja que anda...
Zoe começa a mostrar os dentinhos e a rosnar mas logo para.
- Eu não vou entrar na sua provocação Lua Maria! Eu estou conectada às boas vibrações de ano novo, eu hoje sou da paz, tá bom?
- Tá ótimo, Zoe... Quanto mais da paz você for, melhor pra mim... Sobram menos mordidas, em mim, e menos roxinhos para esta família e os amigos, né?
- Já avisei. Hoje não aceito provocações. Pode latir o que você quiser. O ano novo vai chegar e vai me encontrar calma, equilibrada.
- Ah, é? E você vai passar o ano novo de vermelho?
- Vou sim. Ouvi falar que a gente passa de vermelho quando quer amor. E eu quero muito amor em 2012: das nossas mamis, do nosso irmão humano, de todos os amigos... e até de você eu quero amor também.
- Não fala assim que eu choro. Você sabe que eu sou manteiga derretida. Eu amo você pestinha...
- Também amo você Lua Maria...
As duas se lambem no focinho, dão pequenas mordidinhas e soltam uns rosnados leves.
- Lua...
- Oi, diga.
- Você vai passar o ano novo com que cor?
- Uai, não tá vendo este laço prateado, de festa, no meu pescoço?
- É pouco.
- Não sou perua como certos cachorrinhos de 3 quilos, sabe?!
Zoe se prepara pra mostrar os dentes mas de repente estanca, respira profundamente e diz:
- Ah... quase entrei na sua armadinha... Mas, estou respirando, pensando em coisas boas como bifinho, biscoitos e edredom... Sou um ser de luz, nada pode me irritar.
- Zoe, você bebeu?
- cachorros não bebem Lua Maria...
- Sei lá. Você tá esquisita...
- Só porque estou calma e submissa?
Nesse momento Lua Maria sai do sofá e rola de rir no chão.
- Calma e submissa? Você??.
- Eu sou um ser de luz... eu sou um ser de luz...
- Isso! Vai repetindo seu mantra aí... enquanto isso eu posso cochilar.
- Lua...
- Sabia... não vai me deixar dormir...fala Zoe.
- Você já fez sua lista de intenções para o ano novo?
- Preguiça...
- Eu te ajudo. Vamos lá!
- Hum. Então começa.
- Para 2012 eu quero: amor, colo, cafuné, lambidas, dormir de conchinha com as mamis, quero brincar de roxinho, hehehe, quero destruir um pouco mais o sofá, morder muitos bonecos de pelúcia do nosso irmão humano, quero pegar aquele sapato novo da mami loirinha, e vou detonar com o batom vinho da mami pateta...hehehe...
- Vê se cresce Zoe.
- Ah, é? E você? Fala aí a sua lista de intenções.
- Eu quero comer, passear e dormir. Também quero ficar de barriga pra cima e dormir um pouco mais.
- Que chatice.
- Ah, e quero derrubar um pouco o portão.
- Isso! Assim é que se fala!
- E quero pular de um sofá ao outro até nossas mamis gritarem: Não!!! Cozinha!!!
- Eu adoro isso!
- A gente enlouquece as duas.
- Isso, isso!
- E em 2012, vamos continuar a fazer assim?
- Claro, muito mais!
- Ué... Cadê a cachorrinha calma e submissa que estava por aqui agora mesmo?
Zoe se concentra. Foca os olhinhos de jaboticaba nos olhos verdes de Lua Maria. Puxa o rabicó para cima, prepara o bote e voa sobre o focinho da Lua.
- Vou te mostrar...
- Vem, que eu não tenho medo de você, baixinha.
- Baixinha? Agora acabou... agora você vai ver...
Rosna, rosna, rosna. Morde, morde, morde. Rolam sobre balões coloridos de ano novo.
Energia, alegria, interação!
FELIZ 2012 PARA TODOS! Com muitas mordidinhas, lambidas, barrigas pra coçar.
Que todos possamos fazer diferente, fazer diferença, e muito melhor!
Que 2012 seja o ano dos NOSSOS SONHOS! Au, au, au...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Maringá às moscas

Não sei se é toda a cidade, mas o meu bairro está vazio. Moro perto da Universidade e como aqui é um reduto de universitários, a maioria está na casa dos pais. Quando vou para o trabalho, do outro lado da cidade, também vejo o abandono.
No centro é que está o contraste. O movimento nesta terça-feira era bem menor do que o normal para um dia útil, mas não estava vazio. Fui fazer uma reportagem na rodoviária e depois no aeroporto. Nos dois lugares tinha bastante gente. E os administradores disseram que o dia estava tranquilo.
Acabo de ver no Jornal da Globo que em São Paulo os moradores desapareceram. Em uma outra reportagem que vi na segunda-feira, vi que nas ruas não havia trânsito, mas a região da 25 de Março estava cheia.
Fim de ano é, geralmente, período de férias coletivas. Muitas pessoas aproveitam para aquela tradicional viagem para a praia ou para a casa de parentes. Mas este é um encerramento de ciclo atípico. Os feriados caíram justo no final de semana. O que "quebra as pernas" de quem não está de folga.
O Natal já passou. Mais alguns dias e estaremos em 2012. Como diria uma professora minha, "isso é lindo, bicho". 2011 foi um ano conturbado, mas de grandes realizações. Que venha 2012 e os novos desafios.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Nem tão deselegante assim

Eu não sou um exímio contador de piada. De vez em quando, conto uma ou outra e, claro, dou mais risada do que qualquer um que está ouvindo. E é nesse sentido que foi feito o vídeo abaixo. Sandra Annenberg caiu nos blogs de humos depois de transformar uma frase em gíria.
Além desses, a jornalista nos apresenta uma retrospectiva de vídeos que foram sucesso de público em 2011. São hilários. Então, aproveite sem perder a elegância, claro.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Meu dono de estimação - Feliz Au Au

Na calada da noite, Zoe Cristina acorda e cutuca a irmã, Lua Maria.
- Psiu, Lua... Acorda, vai? Acorda...
- Ai, você não dá sossego, hein Zoe?!
- Sossego? Como você pode falar assim se temos uma missão muito importante nesta noite?
- Eu não tenho missão nenhuma, a única coisa que preciso fazer é naninha...zzzzz...
- Psiu, não dorme de novo, não. Acorda Lua Maria. Abre os olhos, se não vou começar a latir feio, hein? Eu tô avisando...
- Tá bom, sem barulho. Já acordei. O que você quer?
- Pra começar, uma forcinha. Derruba aí o portão, vai?!
- Isso é fácil, pronto. Tá feito. E agora?
- Vem comigo Lua Maria...
As duas caminham, silenciosas, no escuro, e vão para a sala. Com a boca, Zoe liga o interruptor e as luzes pisca-pisca se acendem, o trenzinho começa a funcionar, o natal invade a sala.
- Ah, já sei...você vai detornar a árvore e os enfeites de natal, né?
- Nada disso, se enganou, tá? Eu vou é ficar aqui, sentadinha, esperando.
- Você? Sentadinha? Com paciência pra esperar alguma coisa? Sei...
- Pois saiba que nós Pintchers somos enérgicos, audaciosos, um pouco barulhentos, mas muito pacientes...
- Hahahahahahahaha... agora vou engasgar de tanto gargalhar.
- Isso é despeito. Você tem inveja da minha inteligência, da minha vivacidade.
- Para de se exibir e conta logo. O que a gente está fazendo, no meio da madrugada, no meio da sala, olhando as luzes de natal?
- Exatamente isso.
- Não captei...
- Eu explico. Nós estamos esperando o Espírito de Natal.
- Puxa, não captei mesmo... espírito? de natal? É o papai noel?
- Não extamente. Fecha os olhos Lua Maria. Mas, não dorme, hein?!
- Tá bom...
- Agora imagine que pela janela da sala está entrando o Espírito de Natal: uma luz muito linda, que nos acalma, que nos inspira alegria e bem estar.
- Hum...
- Essa luz invade a casa, vai para os quartos, envolve as nossas mamis, a pateta e a loirinha, invade o quarto do nosso irmão humano e envolve nosso "pequeno príncipe", que está crescendo e cada vez mais lindinho e mais amigo, e essa luz se expande e se espalha para todo o prédio, para os prédios e casas de toda a nossa rua e assim vai: até chegar no infinito!
- Hum...
- E assim, todos vamos nos sentir bem e vamos ter boas ideias, vamos ficar em paz, entende?
- Tá, Zoe Cristina. Mas, você vai parar de morder as visitas? Porque ficar em paz também requer que você pare de brincar de roxinho com as visitas e com a mami pateta, né?
- Lua, quem conduz a mentalização sou eu... E isso é apenas um detalhe. Eu vou ver, vou pensar a respeito. Mas, agora, o importante é que queremos fazer uma prece para uma irmãzinha nossa... uma cachorrinha chamada Lana, pequena, frágil, que foi espancada e morta por uma enfermeira que era a própria dona, acredita?
- Credo, Zoe Cristina. Onde você viu isso?
- Nos jornais, claro.
- E desde quando você lê jornal?
- Todo dia, Lua Maria. Sempre dou uma olhada nas notícias quando vou, você sabe, ao banheiro...
- Não entendi...
- Lua, a gente não usa os jornais da área de serviço? Então, eu leio as manchetes, oras bolas!
- Ah...que esperta. E essa moça maluca foi presa, é?
- Não, não foi e nem será. A lei no Brasil ainda é muito mole para maus-tratos contra os animais. A única coisa que a gente pode fazer é rezar pela Lana.
- Tô rezando Zoe. Acho que ela foi para o céu dos cachorros.
- Foi sim, Lua.
- Zoe...
- Hum?
- Deve ser bonito o céu dos cachorros, não deve?
- Acho que sim... Todo mundo brincando, correndo atrás de bolinhas coloridas, vento, espaço, grama, água fresquinha, tudo de bom!
- Mas, Zoe... eu tô pensando aqui: tem essas pessoas más como a dona da Lana... Mas, tem tanta gente boa por aí que trata os animais tão bem!
- É, Lua. Tem sim.
- Zoe...
- Hum?
- A gente já rezou? Já tá bom?
- (Zoe rindo) Tá, Lua... Já tá bom... O que você quer?
- É que senti o espírito de natal em mim e me deu uma vontade danada de pular na cama das mamis. Vamos?
- É na contagem, Lua Maria. Bora um, bora dois e bora TRÊS!!!!
Lua e Zoe sobem correndo e latindo na cama e acordam suas mamis. Noite quente de dezembro em São Paulo. Elas acordam de bom humor, acham graça das meninas terem derrubado o portão, de novo, e deixam quieto. Nem se levantam. Lua Maria se ajeita nos pés da cama. Zoe se espicha bem no meio. E o espírito de natal abraça a todos.
No dia seguinte, as mamis, quando acordam, não entendem quem foi que deixou a decoração de natal acesa.
- Eu não fui! Diz a pateta.
- Eu tenho certeza de que desliguei! Garante a loirinha.
E enquanto elas coçam a cabeça e não entendem nada, Lua Maria, Zoe Cristina e o Espírito de Natal piscam os olhos e batem as patinhas no ar!
FELIZ AU, AU PARA TODOS!!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Que a justiça seja feita


Na madrugada do dia 11 de dezembro, um crime chamou a atenção da população do interior paulista, na cidade de Ourinhos. Uma garota de 21 anos, estudante de Odontologia, foi assassinada friamente, como o Felipe Bacarin, postou aqui no MN no dia 13 de dezembro.
Na madrugada de ontem, os acusados pelo crime, e hoje, assassinos, já que assumiram a autoria do crime, foram localizados e presos em Itapetininga, também no interior de São Paulo, escondidos na casa de parentes.
A população ourinhense está revoltada com o casal e com o adolescente, que desafiou o homem a atirar. Em frente a delegacia, todos gritavam contra o casal, e pediam justiça.
Qual a verdadeira justiça pra quem comete um crime como este? O delegado responsável disse que em um crime como este, o casal pegará no mínimo 40 anos de prisão. Mas e se o comportamento deles for bom, e essa pena for resumida a bem menos? E o menor? Vai para a Casa do Menor na cidade e daqui alguns anos, estará solto novamente? As dúvidas pairam no ar... O que eu espero, é que realmente justiça seja feita.

Nesta cidade, eu nasci, cresci e adoro passar feriados e finais de semana com meus familiares e amigos que moram lá.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Uma dessa em cada shopping, por favor

É casado? Tem namorada? Ela gosta de passear no shopping? Sinto que você está numa fria. No dia em que ela te convidar para fazer as compras de Natal, corra, mas corra muito e sem olhar para trás. A não ser que o lugar que ela está pensando em te levar tem uma desses aí, igual a da reportagem abaixo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

A pérola do interior do PR

Os professore não foram coagidos. A ideia surgiu e todos abraçaram. A ação rendeu-lhes o prêmio Professores do Brasil. A entrega foi feita em Brasília nesta semana. A história eu conto a partir de agora.
Uma escola municipal de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná, decidiu mostrar para os alunos que ser diferente é normal. Lá, desde um colega que usa óculos até o cadeirante serão tratados igualmente, sem diferença daqueles que não necessitam de ajuda para andar, enxergar ou ouvir.
A ação começa na sala de aula. Os professores fizeram um trabalho em que os alunos que têm 100% da visão utilizariam um óculos que impedia a total utilização da vista. Com isso, viram como é difícil a vida de quem não enxerga perfeitamente.
Para mostrar as dificuldades de um cadeirante, os alunos experimentaram a cadeira de rodas e viram a situação desses colegas.  Emocionante é ver a fala de um garoto (foto) que foi muito bem recebido nessa escola. A reportagem do PRTV está neste link.
A mãe conta que, desde o primeiro dia de aula, sabia que tinha matriculado o filho na escola certa. Os amigos brincam com o colega deficiente, ajudam-o nos trabalhos e até passeiam com ele. Na aula de Educação Física, nada mais adequado. Enquanto os outros alunos fazem as atividades corriqueiras, o garotinho faz exercícios de fisioterapia.
Será que é muito difícil todas as escolas se adaptarem dessa forma? Para quem não precisa desse tipo de serviço, isso é luxo. Mas para quem precisa, é a salvação. A escola de São Miguel merece todas as glórias pela ação e deve servir de exemplo para as demais.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Meu dono de estimação - Operação Natal II

É madrugada, chove forte e um raio explode no céu iluminando tudo a sua volta. A luz faz com que Zoe Cristina acorde e, assustada, pule para a cama de Lua Maria.
- Lua... Lua Maria, acorde! Você viu isso?
- Não esquenta não, Zoe... é só um raio... e se prepara que lá vem o barulho...
Um trovão rompe o ar. Forte, sonoro, retumbante. Zoe dá mais um pulo e vai parar em cima das costas da Lua.
- Credo! O que é isso??
- Eu avisei... é um trovão e ele sempre vem depois do raio...
- Puxa, Lua Maria, você é tão sabida! E agora acontece o quê?
- Agora? Bom, deixa eu ver... agora a gente sai da caminha e começa a latir bem alto...
- Sério? Que delícia! A gente vai acordar as mamis?
- As mamis, os vizinhos, o prédio inteiro... Bora, Zoe! Força nessa guelinha de ouro que Deus lhe deu!
É madrugada, chove forte, raios explodem no céu seguidos de trovões pipocando. Tudo emoldurado por latidos. Todos os cachorros do prédio e dos outros prédios e casas próximas, e os cachorros das ruas também, todos latem. Furiosamente.
- Estou adorando Lua! Meu sonho de consumo: latir bem estridente às 3 da manhã...he,he, he... Isso é bom demais!
- Aproveita maninha! Aproveita porque as mamis já acordaram e a loirinha vem aí...
- Nem ligo! Vou latir mais fino e mais alto ainda. Ô vida boa!!
É madrugada, chove forte, raios explodem, trovões pipocam, cachorros latem, luzes se acendem. Chinelo na mão. Hora de dar bronca, pedir silêncio, dizer "não".
...
-Lua, Lua, psiu...
-Fala baixo, Zoe... se não a mami volta.
-Ainda tá chovendo...ainda tá trovejando... e agora?
-Agora, a gente vai esperar as mamis pegarem no sono e eu vou derrubar o portãozinho e vamos passar pra sala....
-Eba!!!!!!!!
-Cala o focinho, Zoe Cristina! Tem que ser sem barulho.
-Tá bom. Então vai, força aí, derruba logo esse portão.
-Tá fácil. Esse portão já caiu tantas vezes que tá bambo. Olha aí... Já dá pra gente passar.
-Bora Lua!
É madrugada, chove a cântaros, raios e trovões caem feito granadas. Lua e Zoe estão na sala quando um clarão ilumina tudo.
- Lua do céu... você viu o que eu acho que vi?
-Nossa Zoe! Tô com medo... vamos voltar pra cozinha?
-Ah, não! Não saio daqui...
-Eu acho que vi o que você acha que viu...
-Então, Lua, é sério? Ele existe?
-Parece que sim... e eu que achava que isso era lenda urbana, história pra criancinha...
-A gente pode ir correndo pro quarto e pular na cama gritando pras mamis e pro irmão humano: A gente viu Papai Noel, a gente viu Papai Noel?
-Eu topo. Um, dois, corre Zoe...
...
É madrugada, chove intensamente, mas os raios passaram e os trovões calaram. Duas cachorrinhas, uma de 13 quilos e outra de 3, pulam na cama, acordam as mães, latem, mordem, uivam, estão enlouquecidas...
As mamis se levantam, estão zangadas com o barulho, com a bagunça. O irmão humano acorda e se assusta. Que confusão!
Depois de broncas e corre daqui e corre dali, Lua e Zoe são colocadas novamente na cozinha. O portão bambo é encaixado de qualquer jeito, as luzes são apagadas e a paz volta a reinar no último andar de um prédio encravado no Paraíso, em São Paulo.
...
- Lua... psiu...
- Fala, Zoe.
- Ninguém vai acreditar na gente...
- É, eu sei. Vão dizer que a gente estava sonhando.
- Mas não foi sonho não... a gente viu sim... viu Papai Noel!
- Eu acredito em você e você acredita em mim. Já basta!
- É! Isso mesmo... e amanhã a gente conta pra Fiona e pra todos os nossos amiguinhos durante o passeio.
- Vai ser uma notícia e tanto, hein?!
- Se vai! Flagrante! Papai Noel é pego no pulo...
- Você falou que ia comer os enfeites de natal... acho que ele veio ver se isso tinha mesmo acontecido.
- Ah, era brincadeira... não vou comer não. Tudo tão bonito, piscando, colorido... eu gosto do natal Lua.
- Também, Zoe, também gosto do natal.
...

É madrugada, chove de mansinho lá fora. Duas cachorrinhas dormem. Lua Maria na cama pequena, apertada. Zoe Cristina espalhada pela cama grande. E as duas sonham com um velhinho barbudo, vestido de vermelho, que anda por aí: carregando um saco de sonhos nas costas.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sem segurança, não dá

Acusados de assassinar a jovem
Um dos maiores problemas do mundo atual é a violência. Todos os dias, milhares de pessoas morrem em assaltos, sequestros e brigas de rua. Gente de bem que reage a um roubo ou perde a vida por nada.
Isso foi o que aconteceu em Ourinhos, no interior paulista, no último final de semana. Uma menina, estudante universitária, saiu com o namorado. Em uma parada, foram abordados por um casal e um adolescente.
O trio assumiu a direção e levou os jovens para o estado vizinho, Paraná. Lá, roubaram os pertences dos dois, os amarraram e, em seguida, atiraram contra o casal. O rapaz foi ferido no braço, mas a menina foi na cabeça. O tiro foi fatal.
Depois que os assaltantes fugiram com o carro da vítima, o jovem se soltou e foi atrás de ajuda. Ele foi hospitalizado e logo liberado. Uma vida se perdeu. Mais um pai enterrou a filha.
Uma estudante de odontologia, que tinha toda uma carreira pela frente. A vida dela foi interrompida por causa da ganância de três bandidos. Acabaram com a felicidade de uma família, de um grupo de amigos e colocaram um ponto final antes da história terminar.
Resta torcer para que os criminosos sejam encontrados. E torço, ainda, para que o nosso País invista um pouco mais em educação e segurança. Acho que já passou da hora de colocarmos um basta nessa sociedade violenta em que vivemos.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Quem merece apanhar aqui?

Tem algumas coisas que eu vejo na mídia que me deixam com muita raiva. Certa vez li: quanto mais conheço as pessoas, mais admiro os animais. Em alguns momentos, os humanos realmente nos decepcionam por fazer parte dessa raça.
Na semana passada, eu fui na casa de uma ex-professora em um churrasquinho de final de ano. Lá na casa dela existem três cachorros. Um mais bonito que o outro. No meio da galera, os cachorros se divertiam, recebiam carinho e atenção.
Quando eu era criança, tive um cachorro. Antes dele, eu e meus irmãos sempre aparecíamos com um cachorro de rua em casa. Até descobrirmos que eles tinham fugido e os donos estavam os procurando.
Hoje sinto falta de um bichinho e o que me deixa "fulo" da vida é ver gente maltratando cachorro. Ao abrir o G1, vi algumas reportagens sobre maus-tratos. Fiz uma imagem das chamadas. Eram quatro.
E não entendo por quê algumas pessoas adotam ou compram cachorros, ou qualquer outro animal, para agredi-los ou abandoná-los. Se não vai dar conta, não pegue. E outro dado: no final de ano, o índice de abandono de animais é enorme. Isso porque as famílias vão viajar, não têm com quem deixar o bichinho e simplesmente os abandonam.
Atenção você que pensa em abandonar seu bichinho: pague alguém para ficar com ele durante sua viagem ou procure uma família que cuide dele. Não aumente a população de animais abandonados e muito menos o maltrate.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Meu dono de estimação - Operação Natal

O natal já chegou lá em casa. Armamos a árvore com suas bolinhas coloridas, há guirlandas espalhadas pela janela da sala e muitos enfeites com motivos natalinos foram colocados nas mesinhas, perto das plantas, e nas portas de entrada. Isso sem falar em um trenzinho colorido que, pelo acender e piscar das luzes, provoca a ilusão de está em movimento.
Foi uma festa arrumar os enfeites. Lua Maria e Zoe Cristina cheiraram todas as caixas, puxaram algumas guirlandas, e Zoe bem que tentou fugir com um papai noel de pelúcia de seu irmão humano.
Quando ligamos o trenzinho, Zoe olha, olha, torce a cabecinha de lado e fica com um ar estranho. Há um brilho perturbardor em seus olhinhos jaboticabas de pintcher arteiro.
O que será que Zoe Cristina pensa, afinal?
...
- Ei, Lua Maria, acorda... vamos lá, chama Zoe baixinho.
- Xi, Zoe, não vou não. Você ouviu nossas mamis avisarem que não é pra gente nem chegar perto dos enfeites.
- E desde quando eu sou cachorra de ouvir uma ordem e cumprir? Tá maluca, é? Eu tenho personalidade!
- Então vai lá sozinha, dona personalidade...eu vou continuar nesta caminha aqui...
- Essa cama é minha, se você ainda não percebeu. Não notou que ela é para o meu tamanho e é pequena para você bitelão?
- Nem ligo. Gosto de caminhas menores. Tô nem aí...
- Azar o seu. Fica aí espremida nessa cama 3 números menores que você. Eu vou é detonar com aqueles brinquedinhos novos na sala. Tem uma casinha com neve, tem um papai noel roxo pendurado, tem um papai noel vermelho tradicional... Ah, e tem o trenzinho... Vou comer TODAS aquelas luzinhas...que delícia! Acho que cada uma tem um sabor diferente...hum...
- Você vai é se dar mal. Se for pega pelas mamis, já viu, né?
- Não tenho medo Lua Maria. A mami que grita só faz barulho... aquele jornal batendo no chão me faz rir. E a mami pateta nem preciso dizer, né? Chora porque a gente dorme na cozinha... que tolinha! Eu adoro dormir na cozinha!
- É, eu sei o porquê. Você gosta de ficar na cozinha pra poder roer a cumbuquinha de ração e as portas dos armários. Isso sim!
- Tanto faz Lua...isso é detalhe. O que realmente importa é que eu vou detonar, acabar com aquela festa do natal lá na sala.
- Boa sorte... me deixa dormir, vai?!
- Hunf! Vou me divertir sozinha!
...
Na calada da noite, Zoe Cristina vai, patinha por patinha, para a sala. Fuça aqui, fuça ali. Descobre os cheiros dos enfeites de natal. Experimenta os sabores dos gorros dos papais noéis, brinca com as bolinhas que consegue derrubar da árvore de natal. Mas, quando se aproxima do trenzinho, a festa acaba!
Zoe é pega, com a boca na botija, ou seria o focinho na luzinha? E ela não consegue ir além. A mami pateta ouviu barulho na sala, levantou e fez o flagra. Está aí a foto para provar: Zoe Cristina com cara de: "Xi.... sujou!".
...
Lua Maria, contendo as gargalhadas, pergunta:
- E aí Zoe? Foi bom pra você?
- Não enche, Lua! Não fala nada que eu não tô boa, hein? Vai sobrar pra você...
Risos de Lua Maria...
- Mas, pode deixar! Aquele papai noel cabeçudo não perde por esperar. Muito menos aquele trem. Tem tempo... Zoe Cristina não conhece o verbo "desistir".
Me aguarde!!!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Como largar esse vício?

Você já deve ter percebido que hoje estamos todos muito influenciados pelas redes sociais. Sempre que possível, atualizamos o nosso álbum no Facebook, postamos uma frase no Twitter e, claro, "curtimos" umas fotos e frases perdidas pela rede.
É praticamente impossível pensar que um dia essas mídias podem acabar. E acho que isso jamais aconteceria. A rede social é uma ferramenta e, se bem administrada, pode dar muito lucro ao criador e sua equipe.
Passeando pela web, encontrei o vídeo abaixo. Ele mostra, de forma irônica, o fim do Facebook e como as pessoas são influenciadas por ele. Digamos que é uma resposta ao filme da criação da rede social, uma sequência.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O da dengue morre

Hoje no SBT Brasil, uma reportagem mostrou que os inseticidas que compramos para nos livrarmos dos mosquitos e demais insetos indesejados não têm a eficiência que esperamos. A análise feita pela Proteste revelou que entre as 13 marcas avaliadas, 6 não matam nem moscas. Porém, matam o mosquito da dengue.
Antes dessa matéria, o telejornal explorou a possibilidade de epidemia de dengue no País. Curiosamente, uma das armas da população é o inseticida. Triste é saber que nosso contra-ataque é tão frágil.
Nas embalagens desses produtos caros aparecem diversos insetos mortos, representando o poder de destruição. Mas a avaliação apresentada no jornal mostrou que se é difícil matar moscas com os inseticidas, imagine baratas.
A fala de uma entrevistada ficou até engraçada. Ela disse que quando esguicha o produto diretamente no mosquito, ele até cai. "Mas deve ser pelo peso, de tanto produto que cai em cima dele."
Enganar consumidor não é uma exclusividade desse tipo de produto. O brasileiro está acostumado, infelizmente, a ser passado para trás por grandes empresas. São propagandas enganosas, produtos com falsas promessas e nosso dinheiro que vai para o ralo.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A polêmica no jornalismo esportivo

Desde a semana passada, um fato tem chamado a atenção dos críticos de mídia e apaixonados por futebol. Durante a cobertura de um jogo do Campeonato Brasileiro, o repórter Eric Faria apareceu comemorando o gol do Vasco.
Eu já trabalhei em duas edições de Olimpíadas Escolares e uma de Olimpíadas Universitárias. Como devo apenas passar para o público as histórias interessantes e o resultado dos jogos, tenho de ser o mais imparcial possível.
E sempre tentei ser. Por mais que por dentro eu fique torcendo para um dos times, exteriormente nada se percebe. Na hora de escrever o texto, a mesma coisa. Aponto o resultado sem pender para lado algum. E essa é uma das premissas do bom jornalismo.
O que aconteceu com o Eric, imagino eu, foi uma extravasada. Possivelmente, ele tinha esquematizado um texto para a reportagem dele que dependia daquele gol. Foi uma bola fora e que foi flagrada. Porém, confio na credibilidade dele e a comemoração não influenciou e nem influenciará em nada na transmissão da informação.
Jornalista pode ser apaixonado por esporte e torcer por um time. O que não pode é pender o texto em prol do time do coração. Temos que repassar a notícia sendo neutros. Se depois do jogo ele conseguiu contar o que aconteceu, a missão dele foi cumprida, independente da torcida por um time ou outro.
Abaixo o vídeo polêmico.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Meu dono de estimação - Carência animal

Sou daquelas pessoas que podem ser chamadas de "cachorreira". Adoro a convivência com os cães. Chego a me identificar com o jeito canino de ser em quesitos como fidelidade e dedicação (para minha angústia porque um ser humano parecido com um cachorro, fiel demais, dedicado demais, é sinônimo de chiclete chato, pessoa de pouco valor). Gosto de cachorro dentro de casa, em cima dos sofás, e adoro cachorro na cama. Minhas pequenas, Lua Maria e Zoe Cristina, desde que chegaram dormem na cama. Ou dormiam. Como tudo muda, tudo se transforma o tempo todo, e nem sempre para melhor, minhas pequenas perderam a cama grande a agora estão dormindo em suas respectivas caminhas de cachorro, na cozinha.
Confesso que isso me angustia. A decisão foi tomada porque não aguentei mais acordar toda madrugada para abrir a porta do corredor dos quartos para que as duas pudessem fazer xixi na área de serviço. Três e pouco da manhã e elas começavam a arranhar a porta. Só faltavam falar: "xixi, xixi...". Durante um tempo eu consegui acordar e me levantar, ficar ali em pé no corredor, no escuro, esperando que elas usassem os jornais, tomassem água, e voltassem para a cama. Mas, uma madrugada dessas eu passei mal e tive um apagão. Cai de novo, feito um saco de batatas, e como já quebrei a perna numa queda dessas, recente, fiquei com medo de me quebrar novamente. Daí a decisão de colocar as meninas pra dormir na cozinha, onde elas ficam com livre acesso para a área de serviço, os jornais e a água.
Ora, por que você não deixa a porta do corredor aberta e elas podem ir e vir facilmente? Pois é... Dona Lua Maria quando encontra essa porta aberta, de madrugada, invariavelmente erra o local e ao invés de usar os jornais usa a sala, atrás do sofá, tapetes, enfim... ela se recusou a aprender nestes dois anos de existência. Então, me vi forçada, obrigada, a escolher: ou novas quedas e quebraduras de madrugada ou Lua e Zoe na cozinha.
Elas estão bem. Latiram na primeira noite e Zoe rasgou a caminha da Lua na noite seguinte. Depois os latidos diminuiram e Zoe entendeu que, com ou sem cama, elas ficarão mesmo na cozinha para dormir.
Quem não está bem sou eu.
A cama ficou grande demais. Me sinto só. Viro e não encontro patinhas e focinhos no escuro. Acordo e não há patinhas enfiadas nas minhas costelas, nem brigas, rosnados, defesa de espaço conquistado. Passo os pés debaixo do edredom e não há Lua Maria, quentinha, enorme, tomando toda a cama. Não há mais suspiros de cachorro, nem o cheirinho salgado das patas das meninas. Tenho dormido mal. Sei que preciso acostumar.
Tento ouvir entre os silêncios da casa, na madrugada, e percebo que elas estão muito bem, já se ajeitaram, já se acostumaram ao novo espaço e talvez até gostem mais... Eu e minha carência nos abraçamos na cama e sinto frio. Madrugadas quentes em São Paulo, abafadas, e eu sinto frio... É um vento interno, zunindo na minha alma, atrapalhando as batidas do meu coração que já anda meio cansado. O vento me cobre com um suor frio, calafrios. Eu sei, eu sei: terapia, oração... do divã à água fluidificada. Eu sei tudo que se passa na cabeça do leitor neste momento. E mesmo assim, não sinto nenhum conforto.
Quando o dia amanhece, abro o portãozinho da cozinha e as meninas saem voando baixo rumo ao quarto. Sobem na cama, fingem que brigam, pegam seus espaços entre as cobertas reviradas, e daí me dou uma meia hora cochilando perto delas. Suspiros. Coração batendo manso. Meia hora para ser feliz.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

5 anos de atraso

Eu não sei você, leitor, mas eu sou um apaixonado por tecnologia. O que me falta é dinheiro para acompanhar os lançamentos. Quem em dera ter um celular de última geração, um Ipad, uma TV de LED 3D e por aí vai. Mesmo não tendo esses produtos todos, acompanho algumas notícias.
Nesta semana, a Veja apresenta aos leitores um concorrente para o Iphone. O smartphone criado pela Apple em 2007 é líder de mercado e de desejo. Mas, a Samsung está correndo atrás desse público da empresa americana.
O novo Galaxy Nexus vem com sistema operacional Android - do Google - e com uma série de ajustes que tentam deixá-lo próximo do celular criado pela equipe de Steve Jobs. A tela do Galaxy é um pouco maior do que do Iphone e tem a função de multitarefas.
Um problema: como vencer a sedução que o Iphone provoca nas pessoas? Eu acho que nesse quesito a Samsung vai falhar. Não importa o aplicativo, a funcionalidade e o tamanho da tela. O Iphone foi quem popularizou a linha de smartphones e deu o "start" nessa linha de touchscreen.
Como disse Jobs, o smartphone criado pela marca dele estava cinco anos à frente da concorrência. E como disse Veja, realmente está, porque só agora os concorrentes estão chegando ao patamar do Iphone.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Apagão em Limoeiro de Anadia (AL)

Sempre que uma reportagem do Fantástico é muito interessante ou rende continuação durante a semana, os demais telejornais da casa (leia-se Rede Globo) fazem o acompanhamento. Hoje foi a vez do Jornal Nacional repercutir algo que foi apresentado ontem.
Recapitulando... No domingo, no Fantástico, foi apresentada uma matéria falando do desvio de verbas de prefeituras. Normal isso em nosso País, infelizmente. Mas as atrizes principais dessa novela é que são diferentes. Quem faz a farra são as primeiras-damas.
O dinheiro que elas roubavam era utilizado para benefício próprio. Até wisky as moças compravam. Até aí, tudo bem (não, nada bem). O Fantástico fez a denúncia, deu nome aos bois e pronto. Aí no dia seguinte aparecem as bombas.
Em Alagoas, em Limoeiro de Anadia, a luz acabou ontem à noite. A companhia de energia do estado afirma que foi por conta de uma sabotagem. Coincidentemente, a cidade era apresentada no programa dominical e ninguém do município estava com a TV ligada.
Lá, o prefeito e a mulher são acusados de fazer compras particulares com dinheiro público. Abordada pela reportagem, a primeira-dama chorou, na reportagem que foi apresentada no domingo. Na da segunda, o prefeito disse que não tem nada a ver com o caso do apagão e quer mais que o caso seja resolvido.
A liberdade de imprensa existe. A população tem o direito de se informar. Os jornalistas têm a função social de mostrar o trabalho e os escândalos políticos. Mas no Brasil, todo mundo dá um "jeitinho". E para esconder um escândalo, criam outro. Onde vamos parar?

sábado, 26 de novembro de 2011

Ah, ele dirige direitinho

Eu estava tranquilo, esparramado no sofá, com o computador no colo e vendo os links do final de semana nos blogs que eu normalmente visito. Eis que vejo o seguinte link: "Jovem admite que bebe, foge das blitz e não tá nem aí para regras".
Curioso, não? Cliquei e fui ver o que o vídeo me reservava. Eis que caio em uma reportagem da Band sobre jovens que saem à noite, bebem e dirigem como se nada tivesse acontecido. Normalmente, vemos as pessoas alegando que não fazem isso, ou que bebem apenas o limite aceito pelas leis brasileiras.
Mas esse caso é um pouco diferente. O jovem assume que bebe o tanto que quiser, pega o carro, desvia das blitzes com a ajuda do Twitter e vai embora sem ter de pagar táxi.
A entrevista dele é tão ridícula. Ele chega a falar que dirige "direitinho" e atribui a atitude dele às leis brasileiras. Ele diz que as leis são frouxas e que ninguém se preocupa com nada. Além disso, afirma que caso ele atropele alguém, paga a fiança e vai para casa.
A que ponto chegamos, hein? Dizer que as leis são frouxas não é mentir. Já postei um texto apontando a rigidez com que operam as Leis-Secas na Europa. Se não dermos um passinho à frente e chegarmos perto das leis de Primeiro Mundo, sempre seremos um país em desenvolvimento.
Abaixo o vídeo mencionado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Meu dono de estimação - Por que ter um cachorro?

Zoe Cristina chega bem perto de Lua Maria e diz: "Escuta bem, que vou te contar um segredo..."
Lua, desconfiada, responde: "Sei não, baixinha, você falando sério?"
Zoe: "Eu sempre falo sério. É da minha raça."
Lua: "Tá bom, mas não vem me morder, não. Estou com as pernas de trás bem arranhadas por causa dos seus dentes de agulha, dona folgada..."
Zoe rindo: "Bem legal moder sua canela... é durinha, como os ossos que eu gosto. Mas, não esquenta que eu não vou te morder. Não neste exato momento...talvez mais tarde."
Lua: "Eu sabia. Vai acabar sobrando mordida pra mim..."
Zoe: "Essa frase não é sua. É da mami pateta que sempre leva mordidas minhas. Mas, também, hein?! Por que ela tem que estar por perto quando eu me enfureço? Dá nisso, acabo brincando de "roxinho" com ela... É roxinho na perna, nas mãos, no braço... Divertido."
Lua: "Você é muito nervosinha... mas, diga lá, qual é o segredo?"
Zoe: "Vem cá, chega mais perto... não posso falar alto... e enquanto te conto o segredo posso limpar sua orelha com boas lambridas, tá certo?"
Lua: "Tá bom, eu gosto...dá um soninho!"
Zoe: "Eu estive pensando muito profundamente, nós pintchers temos uma inteligência avançada, você sabe..."
Lua: "Sei nada. O que sei sobre você é que seus dentes doem um bocado!"
Zoe: "Não atrapalha o fluxo do meu pensamento... Mas, eu estive pensando e descobri por que estamos aqui, entende?"
Lua: "Ai, São Chiquinho, dai-me paciência... Nós estamos aqui porque fomos adotadas, simples assim."
Zoe: "Nã, nã, nina, não. Nós estamos aqui porque NÓS adotamos nossas mamis e o irmão humano."
Luz: "O quê? Você é dodinha mesmo..."
Zoe: "Pensa um pouco Lua Maria. Coloca esses neurônios seus, que só sabem pensar em cochilos no sofá, pra trabalhar. Eles podem ter ido lá nos buscar, onde nascemos. Mas, nós é que adotamos esta família, nós é os escolhemos primeiro. Eles apenas estavam cumprindo uma ordem que já estava no universo. Nós escolhemos esta família porque eles precisam de nós!"
Lua: "Não tô entendendo nada, pensei que fosse ao contrário, que a gente precisasse deles pra ganhar ração, água, passeios e carinhos."
Zoe: "Engano seu. Essas coisas nos são dadas porque merecemos, uma vez que estamos cumprindo nossa missão junto a esta família. Entendeu?"
Lua: "Missão?"
Zoe suspirando, impaciente: "Eles precisam da nossa existência pela casa, precisam da nossa atenção, da nossa sabedoria. Nossas mamis estão apredendo conosco importantes lições sobre cuidados e responsabilidades. Nosso irmão humano aprende sobre ternura e limites. E todos aprendem sobre respeito para com as diferenças de personalidade e humor. Nós estamos melhorando esta família."
Lua rindo: "Sei, dona Zoe, sei... E o que eles aprendem com os sapatos roídos, com o sofá rasgado, com bolsas destruídas?"
Zoe: "Desapego do material!"
Lua gargalhando: "E o que eles aprendem com as reclamações da vizinha sobre o barulho absurdo que você faz latindo sem parar?"
Zoe: "Convivência pacífica com seres ignorantes."
Lua parando de rir: "E o que eles aprendem com as mordidas que você distribui, principalmente na mami pateta?"
Zoe: "Eles aprendem a ultrapassar a dor física, a amar apesar dos problemas. E isso se chama amor incondicional. Nós estamos ensinando a esta família, a estes seres humanos, que o amor, pra ser amor mesmo, tem que ser incondicional."
Lua séria, pensando: "Hum... acho que entendi... É, tem lá sua lógica!"
Zoe: "E além de amor incondicional, ensinamos a estas pessoas que eles precisam resgatar alguns pontos importantes como: simplicidade, desapego, tolerância..."
Lua surpresa: " Tolerância, você?"
Zoe impaciente: "Tem razão... tolerância não é o meu forte... por isso acabou minha paciência e vou cravar os dentes na sua orelhinha limpa, tá"
Lua rosnando brava: "Olha meus dentes, olha só o tamanho deles, não folga, não!!"
As duas rolam pela casa, emboladas, dando mordias aqui e ali. Mas, ninguém se machuca pra valer. Nesse momento mais uma lição: como dar limite ao outro, mostrar um pouco os dentes até, mas sem ferir de verdade...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A esperança de um pai

Desacreditado pelos médicos, um pai recebeu o diagnóstico de que o filho jamais andaria. Com muita força de vontade e empenho, o homem desenvolveu um aparelho que ajudasse o filho. Como um aparelho de fisioterapia, o mecânico criou um protótipo.
E não é que o esforço deu resultado. O garoto consegue caminhar sozinho, mesmo com um pouco de dificuldade. O sucesso do pai foi divulgado e outras crianças estão utilizando do invento do mecânico.
Não duvide da capacidade de um pai que vê o filho sofrer. Não confie 100% em diagnósticos negativistas. Essa história simples é uma lição de moral para nós. O pai simplesmente poderia acreditar nos médicos e deixar o filho dependente de uma cadeira de rodas para o resto da vida. Mas não. Fez a história ter um final um pouco mais feliz.

domingo, 20 de novembro de 2011

A confusão da Grande Família

Fiquei devendo uma postagem, né?! Pois cá estou para suprir essa falta. Como disse no último post, estou com algo na minha cabeça há alguns dias e preciso dividir isso. É sobre o último episódio da Grande Família, aquele seriado da Rede Globo.
Nunca fui muito fã de Dona Nenê e companhia, mas este ano, no segundo semestre, passei a não ter mais aulas nas quintas-feiras. Então a televisão do quarto é um refúgio para o dia e o horário. Passei a assistir o programa.
Alguns dias até me divirto com as situações apresentadas. Fatos do cotidiano são inseridos no roteiro para dar mais realidade. Até os boeiros voadores do Rio de Janeiro já apareceram por lá. Mas, no último, o que foi destacado foram farmacêuticos que vendem remédio sem receita e pessoas que se automedicam.
Dona Nenê era quem indicava o melhor medicamento para os parentes e amigos. Sabia quais eram bons e para quê servem. Pior de tudo era o farmacêutico. Ele simplesmente acatava a indicação da dona de casa e vendia o remédio sem a receita.
Claro que o assunto ia dar o que falar. O Conselho de Farmácia repudiou a encenação do ator. Mas é apenas uma representação. Assim como nas novelas retratam jornalistas de todos os tipos, os outros profissionais também podem entrar na dança. É questão de entender que seriados e novelas não têm necessariamente que ser uma cópia da realidade.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mais uma mobilização online

Eu estava com um texto quase escrito mentalmente quando me deparei com um vídeo. E quem acompanha o Macacos Novos sabe da minha paixão por vídeos. Eu já tinha visto o link no Facebook, mas fiz de conta que não vi e rolei a barra lateral.
Você já ouviu falar da Usina de Belo Monte? É com essa pergunta que o vídeo abaixo começa. Um movimento iniciado pelas redes sociais está ganhando destaque entre os usuários. É uma tentativa de barrar a construção de uma hidrelétrica no estado do Pará.
Muito já se falou sobre essa obra, mas não tinham criado um movimento para barrá-la. Achei a iniciativa interessante e válida. É algo pacífico e que pode gerar o resultado esperado. Basta esperar para ver no que vai dar.

Para quem ficou curioso sobre o assunto que eu já tinha esquematizado mentalmente, amanhã eu o publico.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Meu dono de estimação - Andar ou não andar, eis a questão!

Hoje não estou boa, não. É melhor me deixar quieta, no meu canto. Caso contrário, posso dar uma boa mordida em quem não respeitar o aviso de que hoje não quero graça. Lua Maria já saiu zunindo de perto de mim. Foi bater patas e papo com nossa amiga, Fiona. Lua também não amanheceu bem. É que soubemos que nosso primo, Billy, o salsicha que vive na casa dos pais de uma de nossas mamis, talvez não volte a andar...
Há 3 meses ele passou por uma cirurgia delicada na coluna depois que, da noite para o dia, ficou com as patinhas de trás paralisadas. A cirurgia foi feita com os melhores e no melhor lugar, mas... a vida às vezes é caprichosa. Billy está forte, saudável, come e dorme bem, mas ainda não consegue se manter em pé e muito menos andar. Ele não parece nenhum pouco infeliz. Ele se arrasta pela casa toda, atrás de bolinhas e guloseimas. Mas, a gente sabe que a mãe da nossa mami está muito triste com a notícia de que Billy talvez fique assim para sempre.
Segundo o veterinário que fez a cirurgia, Billy já poderia ter mostrado uma resposta melhor, mantendo-se em pé, recuperando os movimentos. E essa demora pode significar que o quadro dele não venha a mudar muito mais. Com 3 sessões de fisioterapia por semana e exercícios diários que os pais de minha mami fazem no pequeno Billy, ele ganhou força muscular e isso é bom para evitar novas lesões. Billy, assim com vários outros salsichas, tem uma predisposição genética para essas lesões na coluna. Tadinho do meu primo... Antes da cirurgia, ele corria como um maluco pela casa. Agora, passa muito tempo no sofá, no colo, ou brincando de ser foquinha.
As sessões de fisioterapia vão continuar. Os pais de minha mami amam Billy de paixão e ele recebe muito amor, muitos dengos. Quem sabe, né? Dizem que para Deus nada é impossível, então fazer um cachorro tão pequeno andar não deve ser nenhum milagre especial.
Aqui em casa estamos rezando. Eu sei que não tenho cara de quem reza muito, né? Pareço um pouco brava, eu sei... Mas, mesmo rosnando, mostrando os dentes, e cravando meus caninos na perna da minha mami, eu rezo sim. É que rezo por dentro, sem um texto decorado. Rezo com minha intuição que me faz acordar, todos os dias, achando que a vida é boa, que as pessoas valem a pena, e que amanhã vai ser ainda melhor.
É só hoje que quero ficar quietinha... pensando no Billy... na minha avó com aqueles olhos azuis que vez ou outra escorrem de pena de todos os animais que sofrem.
Enquanto Lua Maria conta pra Fiona sobre nosso primo, eu aqui estou pensando num jeito de fazer minha vovó entender que se o Billy não andar mais não tem problema, que ele está bem, que ele não pensa como ser humano, e nem se lembra das patinhas paralisadas. Quero que ela pense que o Billy é um lindo anjo pretinho e que anjos não precisam de pernas. Eles têm asas, eles podem voar...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Bandido, mas bonzinho

Foi assunto para mídia nacional e internacional. A polícia ocupou a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e prendeu o líder do tráfico local. Nem, de 34 anos, foi preso enquanto fugia, no porta-malas de um carro. Dessa vez, o suborno aos policiais não deu certo e ele foi para o xilindró.
Mas, antes de ser preso, Nem deu entrevista a uma repórter da Revistá Época. Ela foi recebida como uma estranha, uma invasora. Todo cuidado era pouco para que não descobrissem onde estava o chefe local. Depois de driblar os carros na garupa de uma moto ela chegou ao local da entrevista.
Era um campo de futebol, onde o traficante participaria de uma partida. Ele diz na entrevista que os demais jogadores nem o respeitam tanto, em campo, porque ele está com um dos pés machucados.
A reportagem foi tema da última aula de uma das disciplinas da graduação. Analisamos a fala da repórter no sentido de ter protegido o bandido pelo modo com o qual ela foi recebida. Nada de escoltas armadas até os dentes. Era ela e ele.
A reportagem está disponível aqui. Leia e me diga o que acha.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Conselho de Classe"

O Fantástico está com mais uma série que promete ser um dos grandes atrativos do programa dominical. Quatro professores foram acompanhados pelas câmeras da Globo durante o ano letivo de 2011 e mostram os desafios da profissão.
Logo no primeiro episódio, já nos surpreendemos com a forma com que os quatro tratam os alunos e na maneira com que os alunos os tratam.
Em uma família repleta de tias e primos professores, sei um pouco dessa realidade. Mas, agora, um dos programas jornalísticos mais respeitados da casa vai mostrar o cenário de algumas escolas do nosso País.
Enquanto aguardamos as cenas dos próximos capítulos, recapitulamos o último.

sábado, 12 de novembro de 2011

Tarefa de casa

Já disse o quanto a internet é rica em vídeos interessantes, não é? Pois o de hoje é a lição de casa. Será que as crianças não têm nada a ensinar para os adultos? O vídeo abaixo responde esta pergunta.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

São os futuros profissionais

Muito se ouviu falar da rebelião dos alunos da USP contra os policiais e a invasão e depredação do patrimônio público, na semana passada. Ao ler a reportagem da Veja sobre o caso, dei risada com os termos que o repórter Marcelo Sperandio definiu os estudantes.
Desde mimados a crianças birrentas, o texto muito bem construído mostrou que a minoria dos acadêmicos aderiu à campanha. Para quem está por fora do assunto, uma breve explicação.
Policiais flagraram alguns alunos fumando maconha no campus. Para evitar que esses fossem levados para a delegacia, um grupo começou a se rebelar contra os oficiais. Invadiram um prédio e, na sequência, migraram para a reitoria.
Na reportagem, Veja expõe um dos arruaceiros. É um garoto, aparentemente de classe média-alta, com roupas de marcas famosas e dono de um carro caro.
A briga toda é porque esses jovens querem que a Polícia não esteja no campus, e que eles tenham o livre direito de fumar maconha. Lembrando que a USP é a maior universidade pública do País e quem a sustenta é o povo.
Mais um lembrete. Em maio, quando a PM ainda não era ostensiva, um jovem foi assassinado em uma tentativa de assalto na universidade. A conclusão do texto eu deixo para o Ratinho, que merece aplausos pela fala.