sexta-feira, 29 de outubro de 2010

É hora de decisão

Para os vestibulandos, entenda-se adolescentes de 17-18 anos, a hora da escolha da profissão causa uma confusão na cabeça. Para isso, algumas instituições organizam mostras de profissões ou então o colégio disponibiliza uma psicóloga para um teste vocacional.
Sabemos que uma mostra ou um teste não são tão decisivos quanto a influência dos pais e da mídia na hora da escolha. Aí você me pergunta: a mídia? Sim, a mídia. Não consigo enumerar quantas reportagens são exibidas em período de vestibular e/ou Enem que apontam as profissões mais promissoras, de melhor salário etc.
Mas será que só o salário deve ser levado em conta na hora dessa decisão tão importante? Acredito que não. A realização pessoal e profissional também deve ser pesada na balança, mas é claro que se tiver um dinheiro bacana na conta no final do mês, isso ajuda, e muito.
Mas voltando à influência, os pais também são responsáveis pela escolha. Quantos filhos de advogados, dentistas e médicos decidem por seguir a carreira do pai, já com o nome forte na cidade e com clientela pronta? Isso também ajuda, mas, às vezes, o jovem deve dar o pontapé incial e correr atrás de cliente e de emprego. Isso sim é desafio.
Bom, aos adolescentes fica a dica: escolha aquilo que você gosta, mesmo que durante o curso você pare e pense: "putz, eu pudia estar fazendo tal curso, me formar e ganhar uma grana". Mas não há nada melhor do que trabalhar com aquilo que você gosta. Digo isso por experiência própria. Não siga apontamentos dos pais. O meu sempre quis ter um filho advogado. E olha eu.. quase um jornalista.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O que esta acontecendo?


Após 75 dias, parece que outro caso de terrorismo contra criança começou a andar. Lí ontem, na Folha.com, que a promotoria do Rio de Janeiro pediu a prisão preventiva do pai e da madrasta de Joana Marcenal Marins, a garotinha de apenas cinco anos que morreu no dia 13 de agosto, após ficar um mês em coma. Além da prisão preventiva, os dois, pai e madrasta, também foram denunciados sob acusação de tortura e homicídio qualificado, já que a criança foi examinada e verificou-se que existiam várias lesões em seu corpo, além do depoimento da suposta babá de Joana que também foi levado em conta.
O que está acontecendo em nosso país nos últimos anos? Será que sempre existiu esse tipo de violência e nunca foi tão divulgado como agora pelos meios de comunicação? E porque contra crianças, que são criaturas inocentes que não tem como se defender?
Os pais não têm o papel de proteger seus filhos de todos os males? Por que, em vez disso, estão ajudando a destruir ou até mesmo destruindo suas vidas?
Difícil entender. Joana e Isabella Nardoni são dois casos de muitos que vêm acontecendo. Quais providencias devem ser tomadas?
Espero que a Justiça brasileira fique atenta e faça valer o que realmente merecem os culpados por esses crimes.

domingo, 24 de outubro de 2010

Criança para sempre. Tem como?

Eu queria voltar no tempo. Jogar bet's na rua com os vizinhos. Correr atrás da bolinha dentro de construções e terrenos vazios. Não ter hora para voltar para casa.
Os tempos eram outros, mas, infelizmente, crescemos e temos de assumir responsabilidades. A vida adulta é chata, não temos tempo para nada. O trabalho estressa. O final de semana serve como uma pausa para descanso, não mais para diversão.
O lazer é deixado de lado para recarregarmos as nossas baterias e aguentarmos mais uma semana de trabalho. Quando eu era criança, a coisa que eu mais desejava era ser adulto. Ser grande e poder conversar com gente grande sobre assuntos de gente grande.
Se eu soubesse, tinha aproveitado mais a fase em que estudar se resumia a saber tabuada e regrinhas simples de português. Que a única preocupação era pensar na brincadeira de amanhã.
Hoje, as crianças pensam nos novos jogos de videogame, em saber cada dia mais sobre as redes sociais. Cada pessoa diz ter nascido na época certa. Os pais falam: na minha época, não tinha nada disso e a gente se divertia. Na minha também não tinha computador e eu me divertia, e como.

sábado, 23 de outubro de 2010

O preconceito é o pior tratamento

Hoje, 23 de outubro, é o Dia Mundial da Psoríase. Apesar do grande desconhecimento da população para com a doença, o preconceito é grande.
A psoríase não é contagiosa e se trata de uma doença autoimune, que não se sabe exatamente o porquê de ela se manifestar. A manifestação acontece em forma de manchas avermelhadas e ressecadas na pele. Não arde, não coça e não incomodam muito. O problema mesmo é psicológico.
As manchas secas soltam casquinhas e deixam um certo rastro onde a pessoa esteve. Com isso, as pessoas receosas se afastam e, aos poucos, os amigos e parentes ficam mais distantes. Tudo isso por falta de conhecimento.
A primeira reação da pessoa com psoríase é esconder as manchas com as próprias roupas. Mas, em casos mais extremos, a doença avança para o rosto, aí fica mais complicado. 
A psoríase não tem cura, mas tem tratamento. Ela não desaparece, mas os sintomas podem ser controlados. Como já dito, não é contagiosa.
Vamos nos informar antes de discriminar as pessoas que sofrem com a psoríase.

*Informações: Insoonia.com

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O que está acontecendo, Maringá?

Nunca vi tanta gente pedindo dinheiro no farol como nas últimas semanas, em Maringá. Em alguns cruzamentos, estão nas quatro vias.
São os mais variados tipos de pessoas. De muletas, descalço, com bafo de pinga, mulheres de vestidos e panos na cabeça - esta última vista na ida para o trabalho nesta semana.
O que estaria atraindo tantos pedintes para a cidade que já foi citada como exemplo de segurança e desenvolvimento?
Ano passado, conversando com alguns cariocas nas Olimpíadas Escolares, eles falaram que tiveram uma surpresa ao pisar nas terras do Norte Pioneiro. Imaginavam que aqui as pessoas só tinham carros importados e que todo mundo era rico. Isso vindo de pessoas inteligentes, estudadas e informadas.
Imagina um cidadão sem estudos e desinformado. Deve achar que Maringá é um pedaço do céu, onde não há pobreza, que todos têm dinheiro para dar no farol e que não existem casas, só mansões.
A prefeitura ainda investe em placas dizendo que não devemos contribuir com os pedintes porque ajudamos a manter as crianças fora da escola. Mas o que fazer quando vem um garoto de, no máximo, dez anos vendendo bala para ganhar a janta?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Até que ponto vale a pena?


Há vários dias, desde que a turnê de Paul McCartney aqui no Brasil foi anunciada, eu escuto sobre este show dentro de casa. Meu pai e a Sonia são fãs dele. Escutam no carro, veem DVD e ainda deixam de fazer qualquer coisa para assistir um show dele no Canal Multishow.
Há alguns dias atrás, mais precisamente na quinta-feira passada, dia 14, meu pai ligou para Sonia dizendo que iria comprar os convites para o show do dia 21, aqui em São Paulo, no Estádio do Morumbi, que já estavam quase esgotados com apenas 14 horas de venda. Isso, para mim, é fenomenal. Por quê? Por que os ingressos são muito caros. A arquibancada, local onde não se vê absolutamente nada, só escuta e ainda fica em pé, custou R$140,00. As cadeiras que são um pouco mais próximas, mas que também, são bem longes do palco, custaram de R$300 a R$450, com o direito de poder assistir ao show sentado. A pista custou R$300. Em minha opinião, muito cara, porque além de você ficar em pé, também pode ser esmagado com tanta gente. Outra coisa é não ver absolutamente nada assim como nas arquibancadas ou até pior. A pista Prime, um espaço reservado antes da pista normal, custou R$700. Piorou ainda mais. Mas, várias vezes eu escutei que para ver seu ídolo não tem preço.
Ontem li na internet que a Globo e o Canal Multishow vão transmitir ao vivo o espetáculo do ex-beatle. Até onde vale a pena gastar todo esse dinheiro para ir ao show e correr o risco de não ver, ser assaltado, tomar chuva e se irritar? Se fosse eu, compraria uns petiscos, uma bebida e ficaria em casa, deitada e curtiria o show.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

E quem se ferra? O consumidor.

Nunca, no Brasil, o número de recalls foi tão elevado. Ao mesmo tempo, a venda de automóveis bate recorde a cada ano. O que estaria acontecendo? Muita compra e falta de segurança ao consumidor final ou o quê?
Me deparei, esta semana, com um pequeno problema no meu carro - vazamento de combustível. O prédio inteiro está cheirando a gasolina. Já estão até reclamando com a síndica. O problema já foi resolvido, mas antes procurei na internet algumas páginas e citações de consumidores para um diagnóstico do que poderia ser. Não saiu caro e o serviço foi rápido.
Muitas pessoas se dizem prejudicadas pelas montadoras, com carros novos e problemáticos. Vi uma mulher que bateu o carro, quase zero, porque a barra da direção dela quebrou ao tentar fazer uma curva. Para você ter ideia, se a barra quebra em alta velocidade, o motorista perde o controle total do carro. Um perigo. E o que aconteceu com ela e o veículo ainda na garantia?
Nada, ela não sofreu nada pois estava muito devagar e o carro não foi consertado, porque a montadora alegou mal uso. Impressionante. Mas vendo a página Auto Esporte, do G1, vi que os padrões de segurança exigidos no Brasil, para os carros, não são os mesmos da Europa, por exemplo.
No quesito segurança, carros de luxo e populares deixam a desejar - e muito. Por que essa falta de investimento nesta parte em que tanto devem prezar? Por que tantos carros são chamados para reparos com fábricas cada dia mais modernas? Por que tanto descaso das montadoras para com clientes lesados? São perguntas que me ocorrem e que não vejo resposta. Um mercado tão crescente no país, com certeza, merece algo muito melhor do que temos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Amigos para sempre


Estava com um texto pronto sobre o resgate dos mineiros chilenos e iria postá-lo agora à noite. Mas desisti há poucos minutos e vocês vão entender o porquê.
Há quase um ano atrás, eu e Felipe, o outro “dono” deste blog, tivemos a oportunidade de trabalhar como voluntários das Olimpíadas Escolares, que aconteceu em Maringá. Este evento esportivo é realizado por todo o país, três vezes ao ano e é organizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Neste ambiente, circulam grandes nomes do jornalismo, e tivemos a grande oportunidade de conviver 15 dias ao lado deles aprendendo muito.
No ambiente da imprensa estavam presentes: Marcelo Valença, Leonardo Burlá e Washington Alves. Tivemos grande contato com a organizadora dos voluntários, a também jornalista Paula Hernandez. Foi um grande trabalho...Cansativo, mas recompensador.
Hoje não tive aula e, consequentemente, fiquei fuçando na internet. Ao entrar em meu Facebook encontrei Marcelo Valença on-line. Troquei algumas palavras com ele, que foram ótimas. Ele deu várias dicas e se mostrou interessado pela minha carreira profissional e a de Felipe. Perguntou como estávamos, onde estamos trabalhando, o que estamos pensando... Disse também que está torcendo por nós e que podemos sempre pedir sua ajuda. Finalizou escrevendo a música:
“Amigos para sempre é o que nós iremos ser...
Na primavera ou em qualquer das estações!!!
Nas horas tristes nos momentos de prazer...
AMIGOS PARA SEMPRE".
O Léo Burlá, com que eu busco sempre continuar mantendo contato, também se mostra bem interessado em nos ajudar profissionalmente. Isso é muito importante para nós, que somos estudantes e estamos quase nos formando. Espero um dia ainda trabalhar com vocês ou encontrá-los para sentar num bar, rir e conversar sobre muitas coisas. A meu ver, esses jogos do qual participamos ganhou para mim o nome de JOGOS DA AMIZADE. Espero que sejam mesmo e para sempre. Pelo menos se depender de mim, será!

Quer ser professor?

Na Veja desta semana (13 de outubro), além da capa muito chamativa, um artigo merece destaque. Não lembro de ter visto outro texto de Gustavo Ioschpe na revista, mas o "Educação de qualidade: de volta ao futuro" é muito interessante.
Nas duas páginas (100 e 102), o autor faz um resgate da educação no Brasil e relembra que, na década de 1950, o ensino fundamental e médio eram fortíssimos nas escolas públicas. Pois bem, mas o comparativo do número de alunos à época e agora é absurdo.
Em 1950, havia 5 milhões de alunos no ensino fundamental. Hoje, são mais de 31 milhões. O mesmo acontece com o ensino médio. De 390 mil para 10 milhões. Além disso, na metade do século XX, a escola era para poucos, destaca. Apenas filhos de pais com nível cultural e educacional alto frequentavam as carteiras de um colégio.
Outra mudança é quanto às professoras.No passado, ser professora era sinônimo de status profissional. Apenas as melhores conseguiam a vaga. Hoje, depois da revolução sexual e com o feminismo, as mulheres não se prendem mais à profissão, que não é tão bem paga assim e é sofrida por conta de alunos mal-criados.
Enfático, o autor assinala: "jamais teremos novamente uma rede pública de ensino em que professores e alunos eram poucos e de nível intelectual acima da média, de classe social e interesses parecidos, em que professoras viam sua atividade como um sacerdócioe não uma carreira".
Perfeito, porém ele esquece de citar que sem fincanciamento do governo a escola não melhora mesmo. Tudo bem que o número de alunos é bem maior, mas a arrecadação fiscal também. São poucos os estudantes que falam: quero ser professor. Baixos salários somados ao descaso do governo para com as escolas, o incentivo é quase nulo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pulseiras do Equilíbrio #Fail

Eu nem cheguei a ver propaganda, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já proibiu. A Power Balance não pode mais veicular produto de marketing afirmando benefícios corporais com o uso da famosa pulseirinha, que virou febre entre alguns famosos.
Feita de silicone com hologramas, a fabricante afirma, até mesmo com vídeos na internet, que a pulseira causa equilíbrio energético. Mas, de acordo com cientistas, é tudo fake.
O fabricante afirma que o holograma emite algumas frequências que reagem com o corpo humano e equilibram a energia da pessoa. A afirmação não foi comprovada por físicos, que afirmaram que estamos em uma sopa de radiações e que o holograma da pulseira não tem nada de especial.
Até medicina oriental foi usada como base de criação, mas nada comprovado. O que mais chama atenção é o preço de algo tão banal. Mais de R$ 100. Aí já é abusar da fé do povo, né?!
Se custasse uns R$ 10, tudo bem. Quem tem dinheiro que faça a festa. Mas 100? Realmente, por algo que garante equilíbrio em uma perna só, seria muito útil para o Saci.

domingo, 10 de outubro de 2010

Esquentar a cabeça pra quê?


Nunca tinha parado para pensar. Como eu sou uma pessoa tranquila. E por que não ser? As pessoas se estressam demais com trabalho, estudos, famíla. Para com isso.

Algo que não deu certo no trabalho de faculdade não pode ser motivo para desencadear um incêndio mental. Se não saiu como planejado, beleza, se esforce para que da próxima vez saia. Agora, a pior coisa, a meu ver, é descontar sua raiva nas pessoas totalmente fora de contexto.

Um exemplo: você é universitário e faz estágio. No estágio, durante a tarde, algo dá errado e vira pepino para você. Na faculdade, você desconta toda sua raiva nos seus colegas. Não dá, né?!

Quer um conselho? Não? Mesmo assim, lá vai. Quando algo estiver pegando fogo. Sorria. Já diz aquela música: “leve a vida simplesmente”. Cante uma música, relaxe. Deixe os problemas para a hora que eles acontecem. Depois...esqueça. A vida é muito curta. Vá ser feliz.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dúvidas e mais dúvidas


No primeiro turno das eleições deste ano a proporção de pessoas que não compareceram às urnas aumentou em relação a 2006. Os motivos pelo descaso de toda a população em relação a um evento tão importante como este são diversos.
O segundo turno, já definido para o dia 31 deste mês, terá ainda mais um motivo para os brasileiros não comparecerem às urnas. Essa data não poderia ser pior.
No dia 02 de novembro é feriado de finados. Isso significa que, para muitas pessoas, essa data é definida como feriado prolongado. Aqui, em São Paulo, por exemplo, aproximadamente três milhões de pessoas viajaram para o interior ou para o litoral, nesta data, ano passado. E a previsão para este ano deverá ser bem parecida.
Com esta possibilidade, quem sai na frente pela vitória? Ou melhor, qual candidato mais prejudicado?
Os eleitores brasileiros terão que decidir entre duas coisas em vez de uma, neste segundo turno: votar ou viajar? Dilma ou Serra?